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GDF toma medidas na Saúde que envolvem políticas do Governo Federal
Propostas da Política Nacional de Humanização passam a ser aplicadas em hospitais do Distrito Federal
Filipe Matoso
O Governo do Distrito Fedral (GDF) começou a implantar na rede pública de saúde algumas ações propostas pela Política Nacional de Humanização (PNH) ou HumanizaSUS, do Ministério da Saúde. A partir deste mês, o reinaugurado pronto atendimento infantil (PAI) do Hospital Regional do Gama deixa de atender as crianças por ordem de chegada. O PAI passa a contar com salas de acolhimento, registro de pacientes, classificação de risco e consultórios. Os leitos ficam divididos por áreas: crítica, semi crítica e de observação.
A proposta é boa. Atender as crianças por classificação qualifica os processos de atendimento e recuperação, desde o momento da chegada até a alta. Se o GDF conseguir que a política seja praticada da maneira correta, a tendência é que a população seja melhor atendida, e de forma mais humanizada. De acordo com a matéria publicada na última segunda-feira (10/10) pelo jornal Correio Braziliense, a obra no hospital do Gama custou cerca de R$ 1,1 milhão. Tomara que o investimento seja revertido em um atendimento digno para a população infantil. Afinal, não adianta gastar dinheiro público em uma reforma como esta, anunciar a implementação da política, se daqui a alguns meses chegarmos ao hospital e percebermos falhas no atendimento.
Há quem não concorde com a classificação de risco e acredite que o atendimento por ordem de chegada seja a forma mais justa. É um ponto de vista que deve ser respeitado.
É claro que vem à memória a promessa de campanha do governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), de que a Saúde estaria estabilizada em até 100 dias do governo e, claramente, isso ainda não aconteceu. Esse tema vale um outro post.
Política na Saúde
Ainda nesta linha de classificação de risco, o deputado distrital Michel Alves (PSL-DF) criou um projeto chamado Viver Em Casa, que deve ser votado na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Em nota, a assessoria do parlamentar informou que o programa vai possibilitar aos pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) a escolha de receberem alta hospitalar para continuar o tratamento nos respectivos domicílios. Se tiverem condições de terminar o processo de cura em casa após avaliação médica, claro.
Segundo o deputado, entre as vantagens da aplicação do projeto estão a economia de cerca de 55% dos custos da internação, o fim do risco da infecção hospitalar e, ainda, a liberação de leitos de UTIs para casos mais graves. De acordo com o projeto, a Secretaria de Saúde do DF passaria a ficar obrigada a supervisionar o tratamento domiciliar, fornecer e fazer a manutenção dos equipamentos que a equipe médica julgar necessários.
Por mais que a proposta do parlamentar não esteja em conjunto com as políticas da PNH implantadas pelo GDF, há uma ligação entre elas.
Vamos aguardar e ver como fica a Saúde no DF.
Até a próxima!
