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Cachoeira deixa prisão após nove meses

Filipe Matoso

O bicheiro Carlinhos Cachoeira deixou o presídio da Papuda, em Brasília, na madrugada desta quarta-feira (21). Conforme reportagem publicada pelo portal G1, a mulher dele, Andressa Mendonça, o aguardava na saída do local.

Cachoeira estava preso desde fevereiro deste ano, acusado pela Polícia Federal de ser o chefe de uma quadrilha que explorava o jogo ilegal em Goiás e no Distrito Federal.

CPI

Está marcada para esta quarta a leitura do relatório final da CPI criada no Congresso Nacional para investigar a relação do bicheiro com grupos políticos e de empresários. A expectativa é que o relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), peça o indiciamento de 46 pessoas. Entre elas, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), o ex-senador Demóstenes Torres e o deputado Carlos Leréia (PSDB-GO), conforme reportagem do Jornal Nacional.

Nos bastidores, as conversas são de que Odair Cunha tenha sofrido pressão política para formular o relatório. Vale lembrar que os membros da CPI devem analisar o documento elaborado pelo parlamentar. Conforme o Blog apurou, outros relatórios, paralelos, devem ser levados ao Ministério Público Federal.

Até a próxima!

Relator pede cassação de Demóstenes Torres

Filipe Matoso

O senador Humberto Costa (PT-PE), relator do processo disciplinar contra Demóstenes Torres (sem partido-GO) no Conselho de Ética, pediu a cassação do mandato do parlamentar suspeito de envolvimento com o grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

No voto, lido para os integrantes do conselho, Costa declarou que Demóstenes atuava como um braço político do esquema de jogos ilegais montado por Cachoeira.

O contraventor está preso desde fevereiro apontado pela Polícia Federal como chefe de uma quadrilha. De acordo com o relator, Demóstenes Torres usou o mandato para beneficiar o empresário.

“Cachoeira, com o devido respeito, era o verdadeiro anjo da guarda do senador da República”, disse o relator.

Os senadores que compõem o conselho aprovaram, por unanimidade, o relatório de Humberto Costa pela cassação de Demóstentes Torres. Processo segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, por fim, vai para o Plenário, onde será definido o futuro do senador goiano.

Até a próxima!

Convocações de Pagot e Bordoni podem sair na próxima semana

Filipe Matoso

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada no Congresso Nacional para investigar a relação do contraventor Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários deve votar na próxima quinta-feira (14) as convocações do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (Dnit), Luiz Antônio Pagot, e do jornalista Luiz Carlos Bordoni.

Carlinhos Cachoeira foi preso em fevereiro deste ano pela Polícia Federal sob suspeita de chefiar uma quadrilha de exploração de jogos ilegais.

Pagot, ex-diretor do Dnit/ foto: Valter Campanato – Agência Brasil

Pagot deixou o Dnit em julho de 2011 em meio a denúncias de diversas irregularidades que teriam sido cometidas pelo departamento enquanto ele estava à frente do órgão. No entanto, há acusações de que as notícias foram “plantadas” na imprensa pelo grupo de Cachoeira, por Pagot não atender a interesses da empresa Delta Construções, que também está sob a mira da Justiça e da CPI.

Conforme reportagem do “G1″, o ex-diretor do Dnit foi afastado da cúpula do Ministério dos Transportes após a revista “Veja” relatar que representantes do PR, funcionários da pasta e de órgãos vinculados teriam montado um esquema de superfaturamento e recebimento de propina por meio de empreiteiras.

Há indícios de que Carlinhos Cachoeira é proprietário oculto da Delta.

Já Luiz Bordoni, que participou da campanha de rádio de Marconi Perillo (PSDB) em 2010, afirma ter recebido R$ 170 mil do comitê. Parte do pagamento, diz o jornalista, foi feita pela empresa Alberto & Pantoja Construções. Ele afirma ter recebido R$ 40 mil das mãos do governador e R$ 45 mil da companhia, que é apontada pela Polícia Federal como “empresa de fachada”. O restante, afirma, foi pago por outros meios.

Perillo entrou na Justiça contra Bordoni por danos morais e nega as acusações do jornalista.

Agenda

A CPI ouve na próxima semana os governadores de Goiás, Marconi Perillo, e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). O tucano vai prestar depoimento na terça-feira (12) às 10h15 e o petista na quarta (13) também às 10h15.

O advogado de Agnelo, Luis Carlos Alcoforado, disse ao “G1″ que a principal estratégia do governador é mostrar aos membros da comissão que a Delta “não recebeu tratamento especial” no Distrito Federal. Perillo desde o começo tem forçado a ida à CPI para “esclarecer as acusações“.

Conforme publica o “Estadão”, o tucano foi citado 237 vezes nas gravações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal, durante as operações Vegas e Monte Carlo. O GDF rompeu nesta semana o contrato que tinha com a Delta para a coleta de lixo, mas a empresa possuia vigente um acordo estimado em R$ 470 milhões.

Até a próxima!

STF derruba sigilo de documentos que apuram ligação entre Demóstenes e Cachoeira

Agência Brasil

Demóstenes Torres/ foto: Agência Brasil

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou nesta quinta-feira (24) o sigilo de grande parte dos documentos do inquérito que apura a ligação do senador Demóstenes Torres (sem partido–GO) com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Segundo a decisão, os únicos documentos que permanecem sob sigilo são os arquivos de escutas telefônicas. A decisão do ministro atende em parte ao requerimento encaminhado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, que queria o fim total do sigilo, e investiga a relação do bicheiro com grupos políticos e de empresários.

Até a próxima!

Balanço do primeiro dia de Cachoeira na CPI

Filipe Matoso

Após este primeiro dia depoimento, ou melhor, de não-depoimento, de Carlinhos Cachoeira à CPI no Congresso Nacional, é possível fazer um balanço de vários pontos observados durante as duas horas em que o bicheiro esteve diante dos parlamentares. De um modo geral, a ida dele não gerou algo além do esperado. O silêncio já era anunciado pela defesa, e o fez sob direito constitucional, e o fato que pode ser considerado “concreto” é a ideia de quebra de sigilo completo da empresa Delta Construções, suspeita de estar envolvida com o grupo do contraventor.

Carlinhos Cachoeira no Congresso acompanhado do advogado, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos/ foto: José Cruz – ABr

Silêncio

Durante todo o tempo, Cachoeira “respondeu” as perguntas feitas pelos integrantes da CPI da mesma maneira. Ora mais delicado, ora mais sério, relembrou a todo instante o direito de permanecer calado durante toda a sessão. Em alguns momentos, sorria diante do descontrole de alguns parlamentares. Em outros, pensava antes de responder. Se a ideia de deputados e senadores era provocá-lo e tirá-lo do sério para que as informações viessem à tona, não deu certo. Pelo contrário. “Eu vou permanecer calado, deputado, por favor”, “eu vou usar o meu direito constitucional de ficar calado”, “falarei tudo depois que der o depoimento na Justiça”.

Ingenuidade

Alguns parlamentares foram, ou pareceram, ser ingênuos. A defesa de Cachoeira já havia anunciado em diversas oportunidades que o contraventor ficaria calado. Deputados e senadores o questionavam e pareciam estar complexados com a “falta de vontade do bicheiro em ajudar este país a melhorar”. Todos ali sabiam que ele não contaria nada, como ele bem lembrou, pelo menos por enquanto. Alguns chegaram a perder a compostura.

Perda de controle

A senadora Kátia Abreu (PSD), o senador Álvaro Dias (PSDB) e alguns outros parlamentares perderam o controle emocional e se mostraram impacientes. Kátia chegou a chamar Cachoeira de “múmia”, “bandido”, “cínico” e “chefe de quadrilha”, como se fosse o papel dela. Outros integrantes da CPI o atacaram com ofensas e em determinados momentos o nível desceu. Eles estavam irritados, mas jamais poderiam perder o controle como o fizeram nesta tarde.

Defesa

Um dos nomes mais citados nas duas horas de CPI, o chefe do grupo de advogados que defende Cachoeira, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, orientava a todo instante o cliente. A cada pergunta, Cachoeira olhava atento para os parlamentares e conversava com Bastos. O advogado foi cumprimentado por quase todos os presentes e sorria. Ele, mais que todo mundo ali presente, entende a lei e sabe como usá-la. Em entrevista à “Globo News”, Thomaz Bastos disse que o cliente, se quiser, pode não falar “nunca”.

Base x Oposição

Ficou evidente, após várias declarações de integrantes da CPI, que as investigações podem vir a ser pautadas pelas disputas partidárias. A todo instante membros da oposição atacavam o governo federal por ter contratos com empresa Delta e os da base chamavam para a discussão o fato de o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), ser suspeito de ter envolvimento com Cachoeira. Se a CPI seguir nessa direção, a guerra vai se dar em torno dos partidos e não das denúncias.

Sequência

Como bem lembrou um dos membros em discurso, a comissão não pode basear os trabalhos apenas nos depoimentos dos envolvidos. É necessário colher provas, documentos e informações para que a ida dos suspeita seja complementar e não principal. Sem dúvida, outros convocados agirão da mesma forma e a CPI não pode comprometer as investigações em razão disso.

Volta de Cachoeira

O bicheiro disse durante os questionamentos que pode “voltar e ajudar” os trabalhos da CPI após ser ouvido pela Justiça de Goiás, em audiência que acontece nos dias 31 de maio e 1º de junho. Isso não é novidade. Ele já havia sinalizado que faria assim. Alguns integrantes disseram não acreditar que em um possível retorno ao Congresso o contraventor vá falar o que sabe. “Eu ajudaria muito, deputado, mas somente depois da minha audiência. Por enquanto, ficarei calado, como manda a Constituição”, declarou Cachoeira.

Opiniões

Deputado Miro Teixeira (PDT-RJ): “queremos chegar a políticos e parlamentares envolvidos com Cachoeira, não o destino dele”.

Relator Odair da Cunha (PT-MG): “cada acusado terá uma estratégia de defesa, isso é normal”.

Mulher de Cachoeira: “acho que ele está tranquilo. Ele está ótimo”.

Deputado Fernando Francischini (PSDB-PR): “o depoente não pode achar que aqui tem um monte de palhaço”.

Carlinhos Cachoeira: “estou respondendo a um inquérito na Justiça e antes disso não posso falar. Quem forçou minha vinda foram os senhores”.

Senador Álvaro Dias (PSDB-PR): “não há justificativa para a manutenção desse espetáculo grotesco que estamos assistindo agora”.

Até a próxima!

Cachoeira vai à CPI

Filipe Matoso

Carlinhos Cachoeira/ foto: Agência Brasil

Carlinhos Cachoeira/ foto: Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello rejeitou na noite desta segunda-feira (21) o pedido de prorrogação de prazo feito pela defesa do bicheiro Carlinhos Cachoeira para ele depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI). Com isso, o depoimento previsto para esta terça (22) está mantido.

A CPI investiga a relação de Cachoeira com grupos políticos e de empresários.

Na última quinta (17), a defesa entrou com um novo pedido junto ao STF para a manutenção da liminar concedida por Celso de Mello. Os advogados alegaram que precisavam de mais tempo para acessar os dados das investigações. Na semana passada a CPMI decidiu liberar o acesso.

* Com informações da Agência Câmara

Até a próxima!

Sob acusações de envolvimento com Cachoeira, Geraldo Messias recebe apoio do PP

Filipe Matoso

Reportagem do site “G1 Distrito Federal” cita as investigações da Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo, que resultou na prisão do empresário Carlinhos Cachoeira, e que ligam o contraventor ao prefeito de Águas Lindas (GO), Geraldo Messias (PP). A cidade está localizada a cerca de 45 quilômetros de Brasília.

Em uma tentativa de amenizar a situação para o prefeito, o partido começou a divulgar de forma frequente na TV propagandas que mostram o que foi feito no município durante a gestão de Messias.

De acordo com o “G1″, informações da PF indicam que o esquema de exploração de jogos ilegais chefiado por Cachoeira no região do Entorno do DF teria o aval do prefeito. Imagens gravadas em Águas Lindas mostram que o grupo do bicheiro teria recuperado, com auxílio de policiais civis, máquinas de caça-níqueis apreendidas em operações.

Ainda segundo o portal de notícias da Rede Globo, Geraldo Messias negou qualquer participação nos negócios de Cachoeira, mas não soube explicar por que o bicheiro resolveu pagar o hotel de uma viagem ao exterior.

O prefeito passou seis dias em férias nos Estado Unidos, acompanhado de um grupo de políticos e de Eliane Pinheiro, então chefe de gabinete do governador de Goiás, Marconi Perillo, que pediu exoneração do cargo também sob suspeitas de envolvimento com o grupo do contraventor.

Saiba mais:

Prefeito de cidade do Entorno do DF teria ganhado viagem de Cachoeira, diz PF

Confira como funcionava a Teia de Cachoeira

Até a próxima!

Defesa de Demóstenes deve entrar com representação no STF

Advogado alega que escutas são ilegais

Filipe Matoso, de São Paulo

O advogado do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), Antônio Carlos Almeida, o Kakay, pretende entrar com uma representação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (9) e alegar que os grampos feitos pela Polícia Federal nos telefonemas do cliente são ilegais.

Nas escutas, foi possível identificar a relação próxima de Demóstenes com o empresário Carlinhos Cachoeira, preso em fevereiro deste ano pela PF na operação Monte Carlo em ação de combate à exploração de jogos ilegais.

Na semana passada, Kakay disse a jornalistas antes de se encontrar com o senador que é “humanamente impossível preparar a defesa de Demóstenes em pouco tempo, pois foram três anos de escutas e seria necessário pelo menos um ano para ouvir tudo e se preparar”.

O advogado contou ainda que ele e o senador não chegaram a conversar sobre uma possível renúncia, mas garantiu que a saída do DEM foi positiva, “pois havia muita pressão por parte do partido”.

A intenção da defesa é fazer com que a Justiça considere as interceptações ilegais e, desta forma, anular as provas contra Demóstenes.

Até a próxima!

DEM abre processo de expulsão contra senador Demóstenes

Líderes do partido se reuniram e Demóstenes deve deixar a legenda em breve

Filipe Matoso

O presidente do Democratas (DEM), senador José Agripino Maia (RN), se reuniu por várias horas na segunda-feira (2) com o líder do partido na Câmara, ACM Neto (BA), e com o presidente da sigla em Goiás, Ronaldo Caiado, para discutir a situação do senador Demóstenes Torres (GO).

A princípio, Demóstenes deveria ter comparecido ao encontro para explicar a relação que tem com o empresário do ramo de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso em fevereiro deste ano pela Polícia Federal.

Demóstenes não foi. Ficou em casa, parte da noite, reunido com o advogado, o Kakay, que chegou a dizer na tarde de segunda-feira que o senador não teria condições de se explicar ao partido no prazo estipulado pelo DEM, que acabou às 18h de segunda.

Mas Demóstenes ganhou um pouco a mais de tempo. O partido deu a ele o prazo de se explicar até esta terça-feira (3) às 12h, informou Cristiana Lôbo.

Com o processo aberto, o senador tem sete dias corridos para se defender, mas pode pedir o desligamento antes disso e, como disse Cristiana, escapar da pressão.

Parece questão de tempo.

De todo jeito, o partido já abriu um processo contra o senador. Ele não tem mais o apoio do DEM.

Até a próxima!

Fantástico denuncia esquemas de fraude em licitações em hospital no RJ

Filipe Matoso

Abaixo uma das reportagens mais comentadas dos últimos meses. O Fantástico, exibido pela TV Globo no domingo (18), revelou como donos e representantes de empresas privadas tentam corromper o funcionalismo público oferecendo propina a um repórter que se passava por gestor de um hospital do Rio de Janeiro. Vale a pena assistir ao vídeo do começo ao fim. As imagens foram retiradas do site You Tube. Boa reportagem!

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Até a próxima!

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