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Jaqueline Roriz entra na Câmara chorando, mas sai sorrindo
Com 265 votos a favor da absolvição e 166 contra, mais 20 abstinências, Jaqueline Roriz não perderá o mandato de deputada federal
Filipe Matoso
Dirigia o carro na manhã desta quarta-feira (31/8) e ouvia a rádio CBN, quando começaram a falar na programação sobre a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF). Com 265 votos a favor, 166 contra e 20 abstinências, a filha de Joaquim Roriz foi absolvida das acusações de envolvimento no escândalo conhecido como Mensalão do DEM no Distrito Federal.
Bem, contra imagens não há argumentos. Segundo o site Terra, Jaqueline recebeu uma quantia de aproximadamente R$ 50 mil de Durval Barbosa, ex-delegado de polícia e delator do esquema de corrupção que envolveu políticos do DF e o ex-governador, ex-DEM, José Roberto Arruda. Por sinal, em 2006, a filha de Roriz era candidata ao cargo de deputada distrital.
Confira as reportagens do Jornal da Globo (TV Globo) e do Jornal das Dez (Globo News), exibidas nesta terça-feira (30/8), e os comentários de Heraldo Pereira e Carlos Monforte.
Por fim, não há muito o que dizer. Na última terça-feira, a quebra de decoro parlamentar não foi praticada por um deputado, mas, sim, pela Câmara. Que tal a sociedade cobrar explicações dos parlamentares? Que tal ainda o Congresso explicar porque o ato de receber dinheiro ilícito é considerado algo normal?
Na verdade, caros leitores, nada aconteceu, tudo não passa de um mero engano, ou uma confusão. Provavelmente, as imagens e reportagens sobre o caso veiculadas nos principais jornais do país foram forjadas e compradas, talvez, por inescrupulosos políticos. Afinal, estes querem acabar com a imagem da deputada e deturpar o real sentido pelo qual Jaqueline Roriz se tornou parlamentar: o amor pelo povo brasiliense.
