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PMDB diz ter recebido apoio do PP em disputa pela Presidência da Câmara
Filipe Matoso
O PMDB informou nesta sexta-feira (23) ter recebido o apoio do PP na corrida pela Presidência da Câmara dos Deputados. Segundo a legenda, o líder do PP, Artur Lira (AL), reuniu a bancada e formalizou a aliança em apoio a Henrique Eduardo Alves (RN).
Ao que tudo indica, o PT também vai apoiar a candidatura do líder do PMDB na Câmara. Segundo interlocutores, a presidente Dilma teria dito em um jantar que os acordos devem se respeitados. Neste caso, PT e PMDB têm uma parceria na indicação do candidato.
Em relação ao apoio do PP, Eduardo Alves elogiou a aliança. “Agradeço ao líder Artur Lira pela democrática e respeitosa condução desse apoio em sua prestigiada bancada”, declarou o candidato.
A eleição para a escolha do novo presidente da Câmara e os novos membros da Mesa Diretora será realizada em 1º de fevereiro de 2013. O PMDB informou que Henrique Eduardo Alves já tem com o apoio formal do PPS, PCdoB e do Bloco PR, PT do B, PRP, PHS, PTC, PSL e PRTB.
Até a próxima!
PMDB espera discussões sobre reforma política em 2013
Filipe Matoso
O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), disse nesta sexta-feira que as discussões sobre as reformas política e tributária devem ocorrer no Congresso no ano que vem.
“Espero que, após aprovarmos o Orçamento da União neste final de ano, possamos retornar, no próximo ano, nos debruçando sobre as reformas que precisamos fazer, as reformas tributária, a reforma política, reformas essas que a sociedade brasileira aguarda há algum tempo”, afirmou.
Disputas no Congresso
As disputas pelas presidências do Senado e Câmara ocorrem no ano que vem. Ao que tudo indica, PT e PMDB devem respeitar um acordo firmado e os indicados podem sair do principal aliado do governo.
Até a próxima!
Rui Falcão fala sobre o jantar entre PT e PMDB
Filipe Matoso
O presidente do PT, Rui Falcão, disse nesta quarta-feira (7) que o jantar político entre as cúpulas do partido e do PMDB na terça (6) serviu para que as legendas discutissem os resultados nas eleições municipais, as alianças nas disputas pelas presidências da Câmara e Senado, além de mudanças no setor elétrico.
O encontro ocorreu no Palácio da Alvorada e foi comandado pela presidente Dilma Rousseff. Pouco antes do jantar, ela esteve com o ex-presidente Lula, que não ficou para a reunião com o PMDB.
O vídeo foi gravado e editado pelo PT.
Até a próxima!
Justiça do Rio proíbe propaganda que liga Paes a Cachoeira
Filipe Matoso
O juiz Luiz Fernando Pinto, responsável pela fiscalização da propaganda eleitoral no Rio de Janeiro, proibiu o candidato à Prefeitura Rodrigo Maia (DEM) a veicular uma propaganda na qual supostamente associa o prefeito Eduardo Paes (PMDB), candidato à reeleição, a Carlinhos Cachoeira e ao empresário Fernando Cavendish, ex-presidente da Delta Construções.
Cachoeira foi preso em fevereiro deste ano pela Polícia Federal suspeito de chefiar uma quadrilha de exploração ilegal de jogos.
Segundo informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o magistrado entendeu que “os fatos imputados a [Eduardo] Paes caracterizam-se como propaganda eleitoral negativa, visando exclusivamente a difamação”. Ainda de acordo com o TSE, o juiz afirmou que “a espera de uma decisão final poderá, com a continuidade da veiculação, macular a imagem e a honra do representante, candidato à reeleição como prefeito”.
Até a próxima!
Vaccarezza rebate acusações de suposta ‘blindagem’ a Sérgio Cabral
Filipe Matoso
Após ser flagrado por uma câmera do SBT trocando mensagens com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o ex-líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP), rebateu as acusações de que teria garantido uma suposta blindagem ao peemedebista.
As imagens foram gravadas durante uma reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada no Congresso Nacional para investigar a relação do empresário Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, com grupos políticos e de empresários.
Cabral ainda pode ser convocado a depor. Porém, o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), disse que governadores não serão chamados para fazer “palanque político”.
“Nós não queremos trazer para cá um governador para utilizar esta CPI como palanque político para sua defesa. Nós não queremos convocar por convocar, nós precisamos ter aqui informações na mão, para embasar nossas perguntas com as provas. Nós teremos, sim, a oportunidade de avaliar a convocação dos governadores. Agora, criar um palanque para que o governador venha fazer debate político nos não vamos admitir”, disse o petista.
Confira na íntegra a nota divulgada por Vaccarezza neste sábado (19).
“Gostaria de enfatizar que não haverá blindagens nos trabalhos da CPMI.
Qualquer um que tiver relação com a organização criminosa de Carlos Cachoeira será investigado. Por outro lado, não vamos compactuar com a espetacularização ou com o esvaziamento da investigação.
O texto da mensagem captado ontem pela TV refletiu minha preocupação pessoal com tensionamentos pontuais entre o PT e o PMDB. Meu objetivo era deixar claro ao governador Sérgio Cabral que, apesar das discordâncias pontuais, a boa relaão entre nossos partidos deve ser mantida.
Gostaria de enfatizar ainda que o governador Sérgio Cabral (PMDB) não foi citado em nenhuma gravação dos inquéritos, conforme atestado nos depoimentos dos delegados da Polícia Federal à comissão. Logo, não tem sentido falar em uma suposta “blindagem”.
A situação é diferente no caso do governador Marconi Perillo (PSDB), contra quem pesam suspeitas fortes de que havia uma cota de funcionários do seu governo indicados pela organização criminosa, principalmente na Polícia Civil e no Detran-GO.
Deputado federal Cândido Vaccarezza PT-SP”
Até a próxima!
Parlamentares adiam texto da CPMI para investigar Carlinhos Cachoeira
Filipe Matoso
A falta de acordo entre os parlamentares fez com que o texto do requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a relação do empresário Carlinhos Cachoeira com deputados e senadores fosse adiado.
Houve uma reunião durante a quarta-feira (11), mas sem definição. O acordo do texto pode sair nesta quinta (12). Tão logo fique pronto, a comissão deve ser instalada já na próxima semana.
Na noite desta quarta, o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), distribuiu aos demais líderes partidários a proposta de texto final do requerimento de criação da CPMI.
Conforme publica o “G1″, Tatto e o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), “deixaram a reunião com líderes da oposição dizendo que ainda não tinham obtido acordo em torno da redação do texto da CPI”.
Para ser criada a CPMI, são necessárias as assinaturas de 27 senadores e 171 deputados.
Senadores que compõem o Conselho de Ética já se manifestaram favoráveis à criação da CPI.
Vale lembrar que o conselho abriu na terça um processo para investigar a relação de Carlinhos Cachoeira com o senador Demóstenes Torres.
O parlamentar foi notificado da abertura e tem dez dias úteis, a partir desta quinta-feira, para se defender das acusações de que teria utilizado o mandato em favor de Cachoeira.
Até a próxima!
Presidência do Conselho de Ética do Senado deve ser definida na próxima semana
Investigações contra Demóstenes só podem começar após definição do novo presidente
Filipe Matoso
O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), informou na noite desta terça-feira (3) que a reunião para a escolha do presidente do Conselho de Ética da Casa será na próxima terça (10). A definição depende de articulações políticas entre líderes do partido.
Desde setembro do ano passado o órgão está, como disse o jornalista Leandro Fortes em Carta Capital, acéfalo.
No último dia 28, o PSOL entrou com representação no conselho para que seja verificada a quebra de decoro parlamentar por parte do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO).
No documento, segundo informou o Senado, o presidente do partido, deputado Ivan Valente (SP), argumenta que “Demóstenes quebrou o decoro parlamentar ao receber vantagens de uma quadrilha que explora o jogo ilegal, como presentes de alto valor, pagamento de táxi aéreo e doação para sua campanha no valor de 30% do faturamento de um esquema montado pelo bicheiro Carlos Cachoeira”.
Após a escolha do presidente, o conselho deverá decidir se acolhe a representação do PSOL contra Demóstenes. Inclusive, um dos principais aliados do senador ex-DEM, Álvaro Dias (PSDB-PR), já pediu ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que acelere o processo para a escolha do presidente.
Se for avaliado que houve quebra de decoro, Demóstenes pode ser levado ao processo de cassação do mandato.
Segundo informa “O Globo”, três senadores se ofereceram para presidir o conselho. Foram eles Pedro Taques (PDT-MT), Ana Amélia Lemos (PP-RS) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).
Até a próxima!
Tensão na base aliada cria momento oportuno para a oposição
Tucanos e democratas se veem na melhor fase para derrotar o governo no Congresso
Filipe Matoso
A tensão que há entre o governo e os partidos aliados começa a prejudicar de forma concreta a presidenta Dilma Rousseff. Já houve troca nas lideranças, tanto na Câmara quanto no Senado, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) pregou cautela nas conversas, mas não teve jeito. Há insatisfação por causa de interesses não atendidos.
Na quarta-feira (14), os senadores do Partido da República decidiram encerrar as negociações com o governo para indicar o ministro dos Transportes – isso porque eles não concordam com Sérgio Passos – e avisaram que a partir de agora o PR fará oposição na Casa. Dos 81 senadores, o partido conta com sete cadeiras.
Além disso, o vice-presidente do PDT, deputado André Figueiredo (CE), criticou a demora do governo em indicar um nome para o Ministério do Trabalho apoiado pelo partido. Carlos Lupi saiu em dezembro do ano passado sob suspeita de irregularidades e desde então quem responde pela pasta é Paulo Roberto Pinto.
Como informa o “G1 Política”, assim como o PR, o PDT tem se dividido em votações importantes na Câmara, com parte dos deputados votando contra a orientação do governo.
Para completar, o líder do PMDB na câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), afirmou que Dilma deveria dar mais “autonomia” aos ministros peemedebistas para tocar projetos de interesse da população. Ou seja, outra cobrança em tom de reclamação.
Portanto, esta é a hora de PSDB e DEM, principais partidos de oposição, começarem a agir para agrupar um número maior de parlamentares. Por exemplo, na Câmara, os dois, juntos, possuem 80 parlamentares. Enquano isso, só o PT conta com 86.
Quer dizer, a insatisfação na base aliada pode resultar em um fortalecimento da oposição, o que dificultaria, e muito, a vida de Dilma no Congresso.
Para algumas pessoas com quem conversei, a presidenta age bem ao enfrentar os interesses políticos de determinados partidos. Já as legendas aliadas pensam o contrário.
Até a próxima!
Gilberto Carvalho afirma que é natural governo e partidos aliados estarem “ora em lua de mel, ora em crise”
Saída de Elias Fernandes Neto do Dnocs pode ter gerado ambiente de conflito entre governo e base aliada
Filipe Matoso
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse nesta sexta-feira (27) em Porto Alegre, onde participa do Fórum Social Temático, que é preciso ter “maturidade, serenidade e confiança de que a gente [governo] vai continuar caminhando no processo de diálogo”. As declarações de Carvalho surgem em um momento delicado em que Planalto e PMDB, principal aliado de Dilma, devem tomar cuidado para um ambiente de conflito não surgir.
A saída de Elias Fernandes Neto do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), subordinado ao Ministério da Integração Nacional, pode ter gerado este ambiente tenso. O padrinho político do ex-diretor, o senador Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), teria descartado a possibilidade de o governo criar uma crise com o maior partido da base aliada, em torno do Dnocs. Este foi o fator preponderante para a presidenta Dilma exigir a demissão de Fernandes Neto. Dizem nos bastidores que ela teria se sentido ameaçada.
Não é por acaso que Gilberto Carvalho tratou de acalmar os ânimos. O vice-presidente da República, Michel Temer, é do PMDB. Sem o apoio do partido, o governo não consegue aprovar projetos no Congresso, o que dificultaria, e muito, a permanência de Dilma na Presidência. Na Política, as articulações e alianças feitas entre os partidos são fundamentais para a sobrevivência de cada um no poder.
De todo jeito, o ministro afastou qualquer chance de rompimento, o que, naturalmente, pode-se esperar em situações como esta, que rapidamente são resolvidas. De acordo com a Folha de S. Paulo, Gilberto Carvalho disse ainda que “as relações com os partidos aliados ao governo são sempre dinâmicas. Ora estão em lua de mel, ora estão em crise. É natural isso. A gente [governo] tem que ter muita serenidade”.
Em resumo, a tensão entre o Planalto e o PMDB se dá pela disputa de cargos políticos, como é o caso da diretoria do Dnocs. Afinal, o departamento lida com recursos federais. No fim das contas, o principal aliado do Governo Dilma não irá se manifestar contra o Executivo caso permaneça com o cargo. Porém, se o próximo diretor for filiado a outro partido, a situação pode se complicar.
Mas acredito que este episódio será resolvido com diálogo e negociação. Dificilmente a aliança entre PT e parte do PMDB se romperá por causa da saída de Fernandes Neto.
Até a próxima!
PT deve ter vida difícil nas eleições municipais em São Paulo
Partido opta por Fernando Haddad e convencer paulistanos será uma tarefa nada fácil
Filipe Matoso
O PT anunciou na última semana que o ministro da Educação, Fernando Haddad, será o candidato da legenda à prefeitura de São Paulo nas próximas eleições municipais, que acontecem em 2012. A tarefa não é fácil. Na história recente, tanto o Estado quanto a capital são governados por partidos de Direita, como o PSDB, DEM (antigo PFL) e o atual prefeito, Gilberto Kassab, ex-DEM, é fundador do PSD. No entanto, em 2010, a situação parece ter mudado e ficado um pouco favorável ao Partido dos Trabalhadores. Vitória do PT e de Lula.
A princípio, Haddad e a senadora Marta Suplicy eram pré-candidatos. Esperávamos as eleições prévias no partido. No entanto, o nome de Marta saiu da jogada, ao que tudo indica, após pedidos da presidenta Dilma. O senador Eduardo Suplicy chegou a fazer campanha no microblog Twitter para também se tornar pré-candidato. Posteriormente, retirou o nome da disputa. O blog entende que para a Democracia funcionar a nível nacional, deve começar a ser praticada em cada canto do país. Assim, acreditamos que seria melhor os filiados escolherem o nome que disputaria as eleições do ano que vem.
Ainda é cedo para dizer que Haddad será eleito. Tem chances, assim como todos os outros. Cogita-se o nome do peemedebista Gabriel Chalita na disputa para o cargo de vice. Porém, o vice-presidente do Brasil, Michel Temer, nega e afirma que o deputado federal sairá em candidatura própria.
É certo que as eleições em São Paulo ano que vem irão “pegar fogo”. PT, PSDB, PMDB, DEM e PSD já articulam alianças e nomes, para não ficarem atrás na corrida.
Terminada a apuração das urnas, saberemos se a força mostrada pelo PT em 2010 em São Paulo será confirmada. Como dissemos, não será fácil. Podemos dizer que PSDB e DEM certamente irão elaborar estratégias para manter no cargo de prefeito algum político da base. PSD e PMDB também estão na disputa, não podemos esquecer.
E onde Lula entra nessa jogada? Se Haddad for eleito, o ex-presidente deixa de ser um nome forte na política brasileira para se tornar um mito. Assumir a prefeitura de São Paulo significará para o PT uma das vitórias mais representativas da história do partido. Não há como negar.
Vamos acompanhar como o PT, Haddad, tucanos, democratas, peemedebistas e PSD vão se comportar daqui em diante. Apesar de as eleições acontecerem somente em outubro de 2012, as movimentações políticas dentro dos partidos já estão a todo vapor.
Até a próxima!






