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Senadores do PDT criticam Lupi após carta de apoio a Lula

Filipe Matoso

Cristovam Buarque/ foto: Renato Araújo - ABr

Cristovam Buarque/ foto: Renato Araújo – ABr

Os senadores Cristovam Buarque (DF) e Pedro Taques (MT) disseram ser contra a nota assinada pelo presidente do PDT, Carlos Lupi, em defesa do ex-presidente de Lula, divulgada na última semana. Segundo os parlamentares, foi uma “surpresa” o ato de Lupi e eles reclamaram por não terem sido consultados antes da divulgação do documento.

“Não vemos gesto golpista por trás das falas e matérias. Além de ser um direito inerente às oposiçōes fazerem críticas, em nenhum momento tocaram na Presidenta Dilma. Consideramos mais ameaçadores à democracia as consequências dos imensos gastos publicitários feitos pelos governos”, afirmam os senadores em nota.

Partidos da base aliada ao governo Dilma divulgaram uma nota na quinta-feira (20) contra a oposição, que deve pedir uma investigação do ex-presidente Lula, em função de denúncias publicadas pela revista “Veja.

“Tentaram comprometer a honra e a dignidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Valendo-se de fantasiosa matéria veiculada pela Revista Veja, pretendem transformar em verdade o amontoado de invencionices colecionado a partir de fontes sem identificação”, diz a nota da base.

“As referências a pressões sobre os ministros do STF passam imagem de desrespeito ao poder Judiciário, que nesse momento vem desempenhando um importante trabalho, reconhecido pela opinião pública como decisivo na luta pela ética na política. Mais importante seria mudar o sistema de escolha dos futuros ministros, para que não pesem dúvidas sobre a independência de cada um deles”, rebateram Cristovam Buarque e Pedro Taques no documento.

Investigações

A oposição anunciou na terça (18) que deve pedir uma investigação de Lula após o julgamento do mensalão no STF, em razão de uma reportagem publicada pela revista “Veja”. Na edição, a semanal da Editora Abril afirma ter entrevistado pessoas supostamente ligadas a Marcos Valério e que ele teria dito a elas que Lula era o chefe do esquema de corrupção.

Até a próxima!

Brizola Neto é o novo ministro do Trabalho

Filipe Matoso

Brizola Neto/ foto: Leonardo Prado - Agência Câmara

Após meses de negociação entre o Planalto e o PDT, o deputado federal Brizola Neto (RJ) foi confirmado como novo ministro do Trabalho. O parlamentar foi escolhido pela presidente Dilma Rousseff depois de uma reunião entre  ela, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e o presidente do PDT, Carlos Lupi, ex-chefe da pasta.

A informação foi confirmada pelo líder do PDT na Câmara e vice-presidente da legenda, deputado André Figueiredo (RJ), à “Agência Brasil”.

Estavam na lista da legenda, além de Brizola Neto, o deputado Vieira da Cunha (RS) e o secretário-geral do partido, Manuel Dias.

Vale lembrar que desde dezembro do ano passado o ministério era chefiado pelo ex-secretário-executivo da pasta, Paulo Roberto Pinto.

Até a próxima!

Tensão na base aliada cria momento oportuno para a oposição

Tucanos e democratas se veem na melhor fase para derrotar o governo no Congresso

Filipe Matoso

A tensão que há entre o governo e os partidos aliados começa a prejudicar de forma concreta a presidenta Dilma Rousseff. Já houve troca nas lideranças, tanto na Câmara quanto no Senado, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) pregou cautela nas conversas, mas não teve jeito. Há insatisfação por causa de interesses não atendidos.

Na quarta-feira (14), os senadores do Partido da República decidiram encerrar as negociações com o governo para indicar o ministro dos Transportes – isso porque eles não concordam com Sérgio Passos – e avisaram que a partir de agora o PR fará oposição na Casa. Dos 81 senadores, o partido conta com sete cadeiras.

Além disso, o vice-presidente do PDT, deputado André Figueiredo (CE), criticou a demora do governo em indicar um nome para o Ministério do Trabalho apoiado pelo partido. Carlos Lupi saiu em dezembro do ano passado sob suspeita de irregularidades e desde então quem responde pela pasta é Paulo Roberto Pinto.

Blairo Maggi/ foto: Lia de Paula - Agência Senado

Como informa o “G1 Política”, assim como o PR, o PDT tem se dividido em votações importantes na Câmara, com parte dos deputados votando contra a orientação do governo.

Para completar, o líder do PMDB na câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), afirmou que Dilma deveria dar mais “autonomia” aos ministros peemedebistas para tocar projetos de interesse da população. Ou seja, outra cobrança em tom de reclamação.

Portanto, esta é a hora de PSDB e DEM, principais partidos de oposição, começarem a agir para agrupar um número maior de parlamentares. Por exemplo, na Câmara, os dois, juntos, possuem 80 parlamentares. Enquano isso, só o PT conta com 86.

Quer dizer, a insatisfação na base aliada pode resultar em um fortalecimento da oposição, o que dificultaria, e muito, a vida de Dilma no Congresso.

Para algumas pessoas com quem conversei, a presidenta age bem ao enfrentar os interesses políticos de determinados partidos. Já as legendas aliadas pensam o contrário.

Até a próxima!

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