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Coreia do Norte continua a ameaçar liberdade de cidadãos

Durante luto oficial no país, cidadão que utilizar celular será considerado criminoso de guerra

Filipe Matoso

É sempre complicado falar de política internacional quando não se vive na realidade dos moradores de determinada região. Seja a morte de Muammar Kadhafi, a derrubada de Hosny Mubarak ou o enforcamento de Saddam Husein, é difícil explicar daqui o que tais situações representam para a população local. Desta vez, o foco das discussões é a Coreia do Norte.

Um decreto foi criado no país para proibir o cidadão de falar ao telefone celular durante o período de cem dias de luto oficial pelo qual a Coreia do Norte está passando, desde a morte do ex-ditador Kim Jong-il, em 17 de dezembro do ano passado. O norte-coreano que for contra a medida será considerado criminoso de guerra e receberá punições como tal.

Para completar, as penas serão aplicadas para as pessoas que saírem rumo à China. De acordo com o site Tech Tudo, “aqueles que forem pegos tentando fugir da pobreza e opressão política estabelecida pelo governo da Coreia do Norte, ou que forem detidos na China e mandados de volta para o país, serão enviados para campos de concentração e trabalho pesado. Os reincidentes na tentativa de deserção são executados”. Acreditam?

O novo ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un/ foto: CBS News

Quer dizer, parece não ter fim a repressão à liberdade dos cidadãos norte-coreanos. Para nós, pode parecer um absurdo, claro! Aqui o governo fala em criar um órgão para regular a mídia e alguns veículos já falam em Ditadura e Censura. Imagina…

Vale lembrar que o alerta na Coreia do Norte foi enviado à população pelo Partido dos Trabalhadores, que possui o poder no país, para, segundo o Tech Tudo, garantir a estabilidade e a governabilidade de Kim Jong-un.

De acordo com site Café das Quatro, a organização Anistia Internacional (AI) afirmou em dezembro de 2010 que a morte de Kim Jong-il abriria uma oportunidade para melhorar “o histórico catastrófico dos direitos humanos” na Coreia do Norte, apesar de acreditar que Kim Jong-un possivelmente intensificaria esta repressão.

No fim das contas, ainda é muito cedo para afirmar como será o governo de Kim Jong-un. Enquanto uns imaginam que a repressão no país irá aumentar, outros têm a esperança de que as portas do país serão abertas para o restante do mundo. Certo é que classificar um norte-coreano como criminoso de guerra por tentar fugir para a China ou falar ao celular durante o luto oficial é uma continuação do antigo governo.

O Partido dos Trabalhadores se mostra, por agora, “dos trabalhadores” e dos repressores. Mas é como disse antes, é difícil falar daqui sem entender a realidade na qual as pessoas de lá vivem.

Até a próxima!

Liberdade de expressão não está ameaçada

*Deixo claro desde já: não saio ao ataque a um jornal A ou B nem em defesa a um político C ou D. O foco deste post é única e exclusivamente analisar como a imprensa se comporta quando recebe críticas.

Segundo o presidente Lula, em entrevista ao Portal Terra dia 23 de setembro, “o que acontece muitas vezes é que uma crítica que você recebe é tida como democrática e uma crítica que você faz é tida como antidemocrática”.

Esta frase rendeu comentários parecidos a “o Lula vai trazer a Ditadura”, ou “a liberdade de expressão vai acabar” e “vamos voltar ao AI-5”. Viram-se várias interpretações, tanto na imprensa quanto na sociedade, da frase dita pelo presidente em sua entrevista. Foram percebidas também críticas severas por parte de pessoas apenas contrárias ao Lula. Leia o resto deste post

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