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PSDB pretende rejeitar o relatório final da CPI do Cachoeira

Filipe Matoso

Os parlamentares do PSDB que compõem a CPI do Cachoeira pretendem rejeitar o relatório final apresentado pelo deputado Odair Cunha (PT-MG). Os membros tucanos avaliam que o documento é “chapa branca”. A votação no Congresso Nacional está marcada para esta terça-feira (11).

Um relatório paralelo foi entregue à Procuradoria-Geral da República na sexta (7) e nele os parlamentares dizem comprovar relações da Delta Construções com empresas “laranjas” supostamente ligadas ao esquema de Carlinhos Cachoeira, condenado a mais de 39 anos de reclusão. A apresentação do documento paralelo também vai ocorrer na terça.

Um dos embates entre o relator Odair Cunha e o PSDB é o pedido de indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo, por envolvimento com Cachoeira. Na semana passada, Perillo disse em Brasília que o relatório apresentado é “parcial e partidário“.

Interlocutores do grupo procurados pelo Blog avaliam que o relatório da CPI “não avançou em relação às investigações da Polícia Federal e do Ministério Público”. No documento entregue à PGR, os parlamentares afirmam que há indícios de que “houve favorecimento indevido em processos licitatórios em troca de financiamento de campanhas políticas”.

Até a próxima!

Perillo diz que relatório da CPI é ‘parcial e partidário’

Filipe Matoso

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), disse nesta segunda-feira (3) em Brasília que o relatório final da CPI do Cachoeira é “parcial e partidário”. Elaborado pelo deputado Odair Cunha (PT-MG), o documento pede o indiciamento do tucano por envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

“Já era esperado que o relatório fosse parcial e partidário. Eu estou absolutamente tranquilo. Tomei todas as providências que eu deveria quando meu nome foi citado. Pedi ao MP e STJ que me investigassem, todos meus sigilos foram quebrados e eu já dei à Receita Federal todas as informações”, disse Perillo.

Para o governador, a CPI não apurou de maneira correta as denúncias contra a empresa Delta Construções. “A CPMI não investigou o que deveria ser investigado, que é os contratos da Delta, e está apresentando um relatório parcial apenas para prejudicar alguém que lá atrás tentou ajudar o ex-presidente alertando que havia mesadas no govermo”, completou.

Até a próxima!

Fora da CPI

Filipe Matoso

Enquanto a “CPI do Cachoeira” ouve depoimentos de delegados da Polícia Federal, aprova requerimentos para convocar pessoas com suspeita de envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e pede a quebra de sigilo delas, os depoimentos de Fernando Cavendish, proprietário da empresa Delta Construções, e do jornalista Policarpo Júnior, editor da revista “Veja” em Brasília, podem ser deixados de lado.

“Não há indícios de que o jornalista Policarpo [Júnior] se envolveu com a organização criminosa [de Cachoeira]. Em nenhum momento propusemos investigar a imprensa ou quebra de sigilo de jornalistas. [Exigimos] apenas a transcrição completa de diálogos envolvendo jornalistas com o grupo. Todas as pessoas, físicas ou jurídicas, que se relacionaram com Cachoeira serão investigadas por nós, sejam empresários, senadores, deputados, jornalistas, governadores, prefeitos ou desembargadores”, disse o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG).

Segundo ele, não há elementos que justifiquem as convocações de Policarpo e Cavendish. “No caso do Cavendish, até há indícios. Mas, neste momento, não há justificativa para nós [a comissão] quebramos o sigilo dele e convocá-lo para esta CPMI”, completou.

Leia também: Cachoeira vai à CPI

Até a próxima!

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