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Programa de educação sexual em Ceilândia atende dois mil jovens por ano

Após 10 mil atendimentos, projeto está parado por falta de médicos

Filipe Matoso, Mariana Zoccoli e Daniel Barros

Sexo. É só dizer essas quatro letras para que os adolescentes tenham reações diversas como risos, vergonha, constrangimento e brincadeiras. A maioria das pessoas já deve ter passado pela experiência, mas esse assunto deve ser tratado com cuidado e, principalmente, informação. O Sejuv Saúde, uma ação da Secretaria de Juventude, orienta adolescentes de todo o Distrito Federal sobre o tema. O objetivo do projeto, com sede em Ceilândia, é levar a educação sexual aos jovens do Estado.

O Sejuv está em ação há cinco anos. Nesse período, foram atendidos mais de dez mil adolescentes, dos sexos feminino e masculino, com idades entre 10 e 19 anos. O programa já fez diferença na vida de muitos jovens, mas hoje enfrenta problemas e não realiza atendimentos por falta de médicos. De acordo com a Secretaria de Juventude, um pedido foi encaminhado à Secretaria de Saúde há bastante tempo e uma resposta sobre os profissionais é aguardada.

A pasta da Saúde afirma que há um problema grave de falta de médicos na rede pública. “Realizaremos concurso público em junho e posteriormente profissionais serão encaminhados à casa, na Ceilândia”, completou a secretaria. Portanto, somente no próximo semestre haverá consultas médicas no programa.

Enquanto isso, o projeto segue também sem psicólogos. Mesmo sem atendimentos, os adolescentes podem ir ao Sejuv, buscar preservativos (tanto masculinos quanto femininos) e receber remédios – com receita médica. 

Célia Maria Pereira, 49 anos, diz ter uma enorme gratidão com o programa, mas está desesperada, pois acredita que as filhas precisam ser atendidas e ter algum acompanhamento. A moradora da Ceilândia reivindica “urgentemente” a presença de médicos e psicólogos no projeto. A dona de casa tem duas filhas e as incentivou a frequentar o Sejuv Saúde. “O projeto é tão bom que minha filha de 12 anos não teve problema e a outra, de 19, não se envolveu com drogas e não teve filhos por conversar com os médicos”.

O serviço também atende adolescentes com a vida sexual iniciada, mas não abrange meninas grávidas. Nesses casos, as mulheres são encaminhadas para consultas em postos de saúde, onde são acompanhadas por médicos obstetras. A Secretaria de Saúde também é parceira da Sejuv Saúde e apoia a ação. Leia a matéria sobre educação sexual em Ceilândia (DF) na íntegra Leia o resto deste post

Ônibus utilizam estacionamentos irregulares na Capital Federal

DFTrans diz que não há reclamações da população e admite haver acordo informal com empresas

Por Mariana Zoccoli

Em Brasília, empresas de ônibus e micro-ônibus utilizam locais públicos para estacionar os veículos durante o dia. No entanto, essa prática, que acontece no estádio Mané Garrincha e nas entre quadras residenciais 214/414 Norte e 216/416 Sul, não é regulamentada.

A utilização desses espaços como estacionamento para veículos de transporte público acontece há muitos anos. Hoje, um acordo informal entre o GDF e as empresas continua permitindo a prática, que não é fiscalizada. A assessoria do DFTrans diz que uma das justificativas para não haver fiscalização de maneira rotineira é a falta de reclamações da população (passageiros e moradores).

Os zebrinhas, por exemplo, utilizam estacionamentos públicos na 214/414 Norte e 216/416 Sul. “Os nossos fiscais afirmaram que os veículos devem parar apenas como ponto de controle e para que os passageiros desçam”, completou a assessoria do DFTrans.

O órgão reconhece que as empresas desrespeitam as regras e os motoristas utilizam o espaço público como garagem em horários intermediários. Os fiscais, ao presenciar a prática, apenas orientam que os condutores deixem o local.

A ocupação irregular provoca manifestações de apoio e de desaprovação, ao mesmo tempo, entre os moradores e usuários.

A creche Meu Pequeno Mundo fica em frente a um dos locais onde estacionam os zebrinhas, na Asa Sul. Uma funcionária, que preferiu não se identificar, afirma que a diretora do local já fez várias reclamações. “A grade da escola, inclusive, foi danificada uma vez durante a manobra de um desses micro-ônibus”, conta. A diretora da creche não quis comentar o caso pessoalmente e não atendeu às ligações. Leia a matéria na íntegra Leia o resto deste post

GDF planeja medidas para reciclar resíduos da construção civil

Por Mariana Zoccoli

Após passar 9 anos de resolução que regula setor, DF ainda não tem projetos para despejo correto do material

O Lixão da Estrutural, em Brasília, recebe todo lixo do Distrito Federal (DF) desde 1984. Hoje, o terreno tem mais de 15 milhões de toneladas de resíduos. De acordo com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), o número cresce ao menos 11 mil toneladas por dia – dessa quantidade, 70% vem da construção civil. No entanto, o despejo é feito irregularmente.

A resolução nº 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), publicada em 17 de julho de 2002, contém diretrizes para reduzir os impactos ambientais gerados pelos resíduos da construção civil. Após quase nove anos da resolução, o Governo do Distrito Federal (GDF) não cumpre nenhuma orientação do Conama, mas começa a pensar em projetos para solucionar o problema dos resíduos de construção civil.

No aniversário de Brasília, 21 de abril, o governador Agnelo Queiroz deve anunciar o novo aterro sanitário. O lixão da Estrutural será fechado e a recuperação do terreno pode levar mais de 10 anos para ser concluída. A Vila Estrutural, comunidade criada ao lado do lixão, terá um novo projeto urbanístico e, futuramente, casas serão construídas onde hoje só há lixo. Leia a matéria na íntegra.

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