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Perillo diz que relatório da CPI é ‘parcial e partidário’
Filipe Matoso
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), disse nesta segunda-feira (3) em Brasília que o relatório final da CPI do Cachoeira é “parcial e partidário”. Elaborado pelo deputado Odair Cunha (PT-MG), o documento pede o indiciamento do tucano por envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.
“Já era esperado que o relatório fosse parcial e partidário. Eu estou absolutamente tranquilo. Tomei todas as providências que eu deveria quando meu nome foi citado. Pedi ao MP e STJ que me investigassem, todos meus sigilos foram quebrados e eu já dei à Receita Federal todas as informações”, disse Perillo.
Para o governador, a CPI não apurou de maneira correta as denúncias contra a empresa Delta Construções. “A CPMI não investigou o que deveria ser investigado, que é os contratos da Delta, e está apresentando um relatório parcial apenas para prejudicar alguém que lá atrás tentou ajudar o ex-presidente alertando que havia mesadas no govermo”, completou.
Até a próxima!
Presidente do PSDB faz críticas aos trabalhos da CPI do Cachoeira
Filipe Matoso
O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), criticou nesta sexta-feira (23) a CPI do Cachoeira. O parlamentar afirmou em nota que há uma “ação deliberada” nos trabalhos da comissão contra o governador de Goiás, o também tucano Marconi Perillo, que é suspeito de ter envolvimento com o bicheiro, que agora está em liberdade.
“O relatório final apresentado é uma colcha de retalhos na qual fica reproduzida uma ação deliberada contra o PSDB e o governador Marconi Perillo, em meio à proteção dos verdadeiros envolvidos no escândalo, que começa no contraventor Carlos Cachoeira e avança para as múltiplas intervenções da Construtora Delta pelo Brasil afora”, afirmou.
Além das críticas à CPI, Sérgio Guerra disse que os trabalhos da CPI comprometem a imagem do Congresso Nacional. “Na verdade, o desfecho do trabalho desta CPI só fez comprometer ainda mais a imagem do Congresso Nacional e ampliar o reconhecimento público de que o Legislativo não agiu de maneira competente e republicana”, completou.
Relatório final
O presidente do PSDB criticou, ainda, o relatório formulado por Odair Cunha (PT-MG). “Mas é claro que esse relatório nada mais é do que um produto da ação do Partido dos Trabalhadores (PT) para se defender do seu amplo comprometimento com o mensalão e do receio de que a investigação da CPI do Cachoeira pudesse chegar até o campo do maior contratante da Construtora Delta: o governo federal”, disse.
Até a próxima!
Em depoimento, Perillo nega proximidade com Cachoeira
Agência Brasil
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), negou nessa terça-feira (12), em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, que tenha relação de proximidade com o empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.
Perillo disse ainda que não houve ligação do governo com o empresário investigado pela Polícia Federal, suspeito de comandar esquema criminoso envolvendo jogos ilegais, com a participação de políticos e empresários.
“Não há nenhum ato do governo de Goiás em benefício ou na direção do que foi suscitado pela imprensa. Falaram muito, mas nada se concretizou”, disse. “Nunca mantive qualquer relação de proximidade com o empresário Carlinhos Cachoeira, embora fosse ele uma pessoa de livre trânsito com políticos do meu estado e com as pessoas mais ricas”, completou.
Ele argumentou que as gravações feitas pela Polícia Federal durante a investigações não apontam para uma relação próxima entre eles.
“São 30 mil horas de gravações, três anos de gravações e não há nenhuma ligação dele para mim. Apenas uma ligação minha para ele por ocasião de seu aniversário. Se ele era uma pessoa próxima, era natural que ele tivesse acesso ao meu telefone particular”, argumentou o governador.
Até a próxima!
Convocações de Pagot e Bordoni podem sair na próxima semana
Filipe Matoso
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada no Congresso Nacional para investigar a relação do contraventor Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários deve votar na próxima quinta-feira (14) as convocações do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (Dnit), Luiz Antônio Pagot, e do jornalista Luiz Carlos Bordoni.
Carlinhos Cachoeira foi preso em fevereiro deste ano pela Polícia Federal sob suspeita de chefiar uma quadrilha de exploração de jogos ilegais.
Pagot deixou o Dnit em julho de 2011 em meio a denúncias de diversas irregularidades que teriam sido cometidas pelo departamento enquanto ele estava à frente do órgão. No entanto, há acusações de que as notícias foram “plantadas” na imprensa pelo grupo de Cachoeira, por Pagot não atender a interesses da empresa Delta Construções, que também está sob a mira da Justiça e da CPI.
Conforme reportagem do “G1″, o ex-diretor do Dnit foi afastado da cúpula do Ministério dos Transportes após a revista “Veja” relatar que representantes do PR, funcionários da pasta e de órgãos vinculados teriam montado um esquema de superfaturamento e recebimento de propina por meio de empreiteiras.
Há indícios de que Carlinhos Cachoeira é proprietário oculto da Delta.
Já Luiz Bordoni, que participou da campanha de rádio de Marconi Perillo (PSDB) em 2010, afirma ter recebido R$ 170 mil do comitê. Parte do pagamento, diz o jornalista, foi feita pela empresa Alberto & Pantoja Construções. Ele afirma ter recebido R$ 40 mil das mãos do governador e R$ 45 mil da companhia, que é apontada pela Polícia Federal como “empresa de fachada”. O restante, afirma, foi pago por outros meios.
Perillo entrou na Justiça contra Bordoni por danos morais e nega as acusações do jornalista.
Agenda
A CPI ouve na próxima semana os governadores de Goiás, Marconi Perillo, e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). O tucano vai prestar depoimento na terça-feira (12) às 10h15 e o petista na quarta (13) também às 10h15.
O advogado de Agnelo, Luis Carlos Alcoforado, disse ao “G1″ que a principal estratégia do governador é mostrar aos membros da comissão que a Delta “não recebeu tratamento especial” no Distrito Federal. Perillo desde o começo tem forçado a ida à CPI para “esclarecer as acusações“.
Conforme publica o “Estadão”, o tucano foi citado 237 vezes nas gravações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal, durante as operações Vegas e Monte Carlo. O GDF rompeu nesta semana o contrato que tinha com a Delta para a coleta de lixo, mas a empresa possuia vigente um acordo estimado em R$ 470 milhões.
Até a próxima!

