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Bolsonaro e a necessidade de falar de gays

Filipe Matoso

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), famoso pelas declarações polêmicas que costuma dar, voltou a falar de gays. Ele os critica tanto, mas volta e meia faz discurso pensando neles. Nesta quinta-feira (24/11), o parlamentar disse à presidenta Dilma Rousseff que se ela gosta de amor homossexual, deve assumir. Em entrevista ao G1 Política, Bolsonaro afirmou que não pretendia ofender a chefe do Executivo.

Não há o que comentar. Declarações preconceituosas jamais serão defendidas aqui no blog.

Confiram abaixo o discurso:

E, aí? O que acharam?

Até a próxima!

Conselho de Ética dá aquela mãozinha a Bolsonaro

Deputados defendem liberdade de expressão e arquivam caso de preconceito

Filipe Matoso

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, criado para coibir ações antiéticas dos parlamentares, arquivou pela 10ª vez um caso contra Jair Bolsonaro (PP-RJ), na última quarta-feira (13/7). A ação foi movida pelo PSOL, mais precisamente pelo também parlamentar Jean Wyllys (RJ), homossexual assumido.

A ação foi criada após Bolsonaro se mostrar homofóbico, ou seja, ter preconceito contra gays. Foi após uma entrevista concedida ao programa CQC (TV Bandeirantes), há algum tempo atrás. Na época, a repercussão foi grande, houve apelos por parte da comunidade gay, passeatas organizadas por religiosos, etc. O reboliço foi grande, tanto contra quanto pró-Bolsonaro.

Fato é que o conselho pareceu ser uma mãe para o deputado. Mais uma vez, o parlamentar conhecido por declarações polêmicas saiu impune. Não à toa, disse em entrevista: “eu já fui lá nove vezes, vou mais uma e não vai acontecer nada”. Vejam só. Bolsonaro tem tanta certeza que o grupo criado para coibir atitudes antiéticas não age da forma como deveria e faz o que quer.

É de extrema importância ressaltar que o relator do caso, Sérgio Brito, pertence ao PSC da Bahia. E o que tem de mais nisso? Ora, se um político é filiado a um partido criado sob ideologia religiosa, certamente irá seguir a linha escolhida pela sigla.  Pense bem: a maioria dos eleitores brasileiros é católica e evangélica. Dessa turma, a maioria ainda é preconceituosa e contra união homoafetiva. Perda de votos.

Se Bolsonaro apenas usou a liberdade de expressão para dizer o que pensa, como defende o DEM, é outro assunto. Devemos nos focar na ação do conselho. O grupo deveria mostrar a um parlamentar que um sujeito representante do povo não pode, de maneira alguma, ser contra uma determinada parcela da sociedade brasileira. Para o Blog do Filipe, Bolsonaro não sabe a opção sexual de todos os eleitores e, portanto, pode, sim, ter recebido votos gays, sem reclamar. Demagogia. Clique e leia o post na íntegra: Leia o resto deste post

Esclarecimentos sobre o post no Twitter

Olá, pessoal.

Gostaria de esclarecer o post que coloquei no Twitter:

“@BlogdoNoblat conseguiu mostrar que lutamos pela liberdade de expressão, mas não aceitamos quem é contra nosso pensamento…”. Bem, ampliando aqui, pois o espaço no Twitter é curto:

Não defendo as ideias de Jair Bolsonaro. De forma alguma pactuo com declarações e/ou atitudes preconceituosas. No entanto, as pessoas têm direito de expressar suas opiniões, por conta do livre arbitrio de se posicionarem. Reafirmo que o preconceito é inaceitável em qualquer situação.

Não chamo de liberdade de expressão quando alguém humilha e ofende outras pessoas. De forma alguma! Entretanto, da mesma forma que exigimos a liberdade para nos expressarmos (claro, de forma respeitosa), devemos garantir que os outros possam fazê-lo também.

Tentanto deixar um pouco mais claro, o Bolsonaro pode ser contra as passeatas gays, mas em hipótese alguma pode ser preconceituoso com homossexuais.

Filipe Matoso.

As contradições da imprensa

Após considerar o ex-presidente Lula ditador, jornalistas dizem que declarações de Bolsonaro não passam de liberdade de expressão

Por Filipe Matoso

Você provavelmente já viu ou ouviu falar sobre a entrevista do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) ao programa da Rede Bandeirantes CQC, exibido na última segunda-feira (28 de março). No vídeo, o parlamentar diz que filhos não são gays, pois tiveram um pai presente. Além disso, afirma que descendentes jamais teriam relacionamentos com mulheres negras, “pois isso seria uma promiscuidade e eles foram muito bem educados”, segundo Bolsonaro.

Entre as consequências, o parlamentar foi processado judicialmente pela cantora Preta Gil – Preta perguntou se ele aceitaria que os filhos namorassem mulheres negras. Na Câmara dos Deputados, Bolsonaro foi levado ao Conselho de Ética, por quebra de decoro parlamentar. O movimento na Casa é encabeçado pelo deputado Jean Willys (Psol-RJ), homossexual assumido.

Confira o vídeo:

Bem, o vídeo e a fala de Bolsonaro não são novidades para ninguém. Entretanto, fui surpreendido ao ver no Twitter (nesta segunda-feira) jornalistas renomados defendendo o parlamentar carioca. Segundo eles, “Bolsonaro nada mais fez que exercer a liberdade de expressão”.  E foram além, ao dizerem que vivemos em uma república e isso tem que ser aceitável. Fiquei chocado! Leia a matéria na íntegra Leia o resto deste post

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