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Oposição ironiza leilões de aeroportos promovidos pelo governo federal
Uma placa chegou a ser colocada no aeroporto de Brasília para “comemorar” a privatização
Filipe Matoso
Alguns líderes dos principais partidos de oposição ao Governo Dilma fizeram um ato no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, para “comemorar” a privatização dos aeroportos brasileiros, que aconteceu no mês passado, quando as ofertas vencedoras somaram R$ 24,5 bilhões.
Ao “G1 Política”, o líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto, afirmou que a privatização “abre portas para uma série de outras privatizações que o governo vai continuar fazendo. (…) Isso joga por terra todo o discurso do PT do passado, que demonizou privatização e quis desgastar a oposição por anos”, disse.
Já o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno, disse que o ato foi uma manifestação da oposição com o discurso do PT. “É uma manifestação que demonstra preocupação com a entrega de aeroportos de melhor valor econômico à iniciativa privada. Isso vai acarretar custos adicionais aos usuários de todo o Brasil”, afirmou o líder do PPS ao “G1″.
De acordo com uma reportagem publicada pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, o gabinete da liderança do PT no Senado lançou no mês passado uma cartilha explicando o “modelo petista” de concessão. O título da cartilha é “Por que concessão para exploração não é o mesmo que privatização”.
Ainda segundo o “Estadão”, o PT afirma na cartilha que “a privatização vende os bens da empresa estatal, o patrimônio público, e transfere a exploração da atividade econômica dessa estatal para o capital privado”.
Bem, vamos lá. O PT sempre criticou as privatizações feitas pelo PSDB. Isso não há como negar. Nem tem como negarmos também que os aeroportos foram, sim, privatizados, pelo menos em parte, pois a Infraero continua a comandar até 49% do capital.
O nome, seja concessão ou privatização, não muda a ação. O governo, seja ele comandado por quem for, deve reconhecer quando não administra algum setor da maneira correta, certo?
Portanto, a atitude de privatizar os aeroportos é boa, sim, pois os serviços prestados em muitas cidades é ruim. Filas longas e mau atendimento podem ser observados todos os dias.
O que esperamos é a melhora na prestação de serviços aos usuários destes aeroportos. Independente dos discursos político-partidários, a privatização é válida em alguns casos. O que o governo não pode fazer é entregar uma empresa pública à iniciativa privada “de graça”.
Lula é internado em SP com infeccção Pulmonar
O ex-presidente Lula foi internado durante a tarde deste domingo (4) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, segundo o “G1 Política”, com febre. Após a avaliação médica, foi constatado que Lula está com infecção pulmonar leve. O tratamento será feito com antibióticos e ele deve ficar internado nos próximos dias, de acordo com o hospital. Ainda não há previsão de alta.
Até a próxima!
Tucano afirma que podemos esperar uma oposição com mais propostas em 2012
Artigo de parlamentar tucano mostra o que a sociedade espera dos partidos de oposição
Filipe Matoso
O deputado federal Luiz Fernando Machado (PSDB-SP) escreveu um artigo publicado no site oficial do PSDB no qual afirma que a oposição fará em 2012 um papel propositivo. Podemos entender que os tucanos deixarão de lado os discursos piegas para, juntos com o governo, começar a pensar em políticas públicas que melhorem as condições básicas da população, como Saúde, Segurança, Transporte e Infraestrutura.
Esperamos exatamente isso dos partidos de oposição. Ideias, propostas e discussão. Não basta criticar o governo, é preciso ir além.
Já publiquei aqui no blog e reafirmo. Quando a oposição é inerte, as propostas elaboradas por quem está no poder se tornam cada vez mais fracas. Por outro lado, se os partidos contrários ao governo se articulam e “chamam” o adversário para um debate, Dilma, ministros e parlamentares da base aliada se movimentam para criar os melhores programas voltados para a sociedade.
Confira abaixo trechos do artigo escrito pelo deputado Luiz Machado.
“Oposição propositiva”
A proposta de reestruturação da administração federal apresentada à presidente da República Dilma Roussef pelo PSDB significa mais que um grandioso planejamento estratégico de reengenharia na gestão do serviço público para o país.
Na prática, esse passo fundamental rumo à consolidação dos princípios democráticos significa dizer de uma forma bem transparente a cada cidadão que o PSDB está efetivamente preparado para atuar, por meio de uma oposição propositiva, corroborando com os anseios das camadas menos favorecidas.
Efetivamente, 2012 começa sob uma nova perspectiva para os tucanos que ensaiam uma revoada ambiciosa; porém, baseada na solidez, com propostas coerentes.
O diferencial é que o PSDB, ao assumir essa postura pró-ativa de criticar e mostrar alternativas viáveis ao atual governo, contestando o que precisa ser contestado, ao mesmo tempo em que torna pública uma série de soluções compatíveis ao bom andamento da administração, se assume como partido de oposição.
O país está se tornando próspero. Tornou-se, em 2011, a sexta economia mundial, mas ainda prevalecem desigualdades, em especial, na área social. O maior desafio, sem dúvida, é fazer com que as políticas públicas sejam realmente voltadas às camadas mais carentes. Não basta que o Brasil se desenvolva. É preciso que os cidadãos sejam legitimamente beneficiados com oferta de emprego, renda e melhoria da qualidade de vida.
Até a próxima!
As razões para Orlando Silva cair após denúncias de corrupção no governo
Como publicou o blog de Luis Nassif, saída do ministro pode representar primeira derrota do Governo Dilma
Filipe Matoso
Se tivéssemos de definir todo o caso da queda do ex-ministro dos Esportes, Orlando Silva (PC do B), em apenas uma palavra, diríamos: fraqueza. O político deixou a pasta sob a suspeita de envolvimento em esquemas de corrupção no programa Segundo Tempo. Sob suspeitas. Provas? Para quê? Elas não servem para nada. Aliás, nem necessárias elas são. Após denúncias feitas pela revista Veja (Editora Abril), a situação política de Orlando Silva ficou insustentável. Diferente de outros quatro ministros, que deixaram o governo após provas serem apresentadas, ele sai afirmando que mostrará inocência.
Já que falamos em “fraqueza”, vale a pena explicar porque apenas uma palavra resume o contexto político vivido em Brasília nos últimos 15 dias. O Governo Dilma, de um modo geral, está bem. Os números na Economia são favoráveis, projetos estão em andamento e o pulso firme da presidenta parece fazer feito. No entanto, como publicou o blog de Luis Nassif, a queda de Orlando Silva se tornou uma derrota para a petista. A frase “questões políticas” foi repitida inúmeras vezes na quarta-feira (26/10), dia que sacramentou a derrubada do homem-chefe dos Esportes.
Questões políticas derrubaram Orlando Silva. Provas não. O delator do esquema de corrupção, o policial militar João Dias, negou ter provas concretas contra o político. Então, a colunista Dora Kramer, do Estado de S. Paulo, critica a sociedade por exigir documentos assinados de próprio punho por Orlando. O blog exige provas. Quer dizer, então, que as acusações feitas conseguiram derrubar o ministro? Sim.
Falamos em governo, pois, mais uma vez, não conseguiu acalmar os ânimos e se deixou levar pela mídia – seja ela considerada pelo leitor como golpista ou não, não importa aqui. Diziam que a defesa seria apresentada e que acusações feitas de forma leviana não colocariam em xeque a integridade política de Orlando. Colocaram. Afinal, ele deixou o cargo. O pulso firme de Dilma deveria ter sido mostrado nesta hora, enquanto provas ainda não apareceram. Provas, provas, provas. Palavra repetitiva, cansativa e que aparece no texto a todo instante. Menos nas denúncias.
Mídia. O Fantástico (TV Globo) exibiu uma matéria que apontava irregularidades no programa Segundo Tempo e apresentou as denúncias e defesas. Como diz o manual. Já a revista Veja, como de costume, não poderia deixar de estar no foco dos escândalos políticos do governo. A publicação ainda não divulgou as provas da denúncia. Opa! Como diria Galvão Bueno, “pode isso, Arnaldo?”. Na minha faculdade não. Sou da escola que ensina futuros jornalistas a ter documentos que comprovem denúncias. Caso contrário, não vale a pena nem publicar a reportagem.
De “irregularidades no programa” a “ministro fazia parte de esquemas de corrupção” o salto é grande. Há quem banque, há quem divulgue. Se Orlando Silva, de fato, fazia parte do grupo corrupto, deveria ter caído por tais atitudes. Erros na gestão de programas têm poder de derrubar ministro? Deve-se avaliar cada caso. Fato concreto é que no Brasil, pelo jeito, a obrigação de apresentar provas se tornou de quem é acusado, não de quem acusa.
Orlando Silva. O discurso de que “provas não aparecerão” se mantém desde o início. Então, por que deixou o cargo? É certo que atividades irregulares no ministério foram encontradas, daí ele sair exige um estudo político maior sobre este caso. Um cientista político sabe opinar de forma mais complexa. O ex-ministro caiu por não suportar a pressão. Ora, quando não há nada de errado, não há o que temer, certo? O blog entende que ele deveria ter continuado até João Dias apresentar, de vez, os documentos que promete há duas semanas, ou, então, Veja publicá-los.
De forma alguma vamos colocar a mão no fogo por Orlando. No entanto, não concordaremos com matérias de denúncias sem provas, delator de esquemas de corrupção sem documentos e queda de ministro baseada em questões políticas como as vistas neste caso. É claro que questões políticas nomeiam e derrubam ministros – óbvio-, mas não as presenciadas este mês. Para o blog, as provas terão de aparecer para mostrar que a queda do ministro não foi a “barrigada da mídia” do ano. O editor-chefe do jornal Alô Brasília, Lívio di Araújo, chegou a publicar no micoblog Twitter que as declarações de Dias são “o blefe do ano”.
Aliás, vamos aguardar para ver durante quanto tempo João Dias demora para cair no esquecimento do veículo que o apresentou à população brasileira. Por sinal, antes de fechar o texto, é difícil de engolir o secretário-geral da Federação Interncional de Futebol (FIFA, em inglês), Jeróme Valcke, dar palpite na política brasileira.
Boa sorte a Aldo Rebelo, novo ministro dos Esportes.
Até a próxima!
Orlando Silva é o sexto ministro a deixar o Governo Dilma
Denúncias de suposto esquema de corrupção derrubaram Orlando Silva dos Esportes
Filipe Matoso
Na quarta-feira (26/10) o ministro dos Esportes, Orlando Silva Júnior (PC do B), deixou o comando da pasta. Sob denúncias de envolvimento em esquemas de corrupção no programa Segundo Tempo, o chefe do ministério entregou o cargo por “questões políticas”, como noticiaram os principais veículos do país. As acusações que envolviam o agora ex-ministro começaram semana passada.
Ele não foi o primeiro. De janeiro a outubro deste ano, outros cinco ministros também deixaram o governo. Antônio Palocci deixou de ser ministro-chefe da Casa Civil e caiu sob a suspeita de enriquecimento ilítico. Já Alfredo Nascimento entregou o cargo após várias irregularidades serem apontadas no Ministério dos Transportes. Com Pedro Novais não foi diferente. O então ministro do Turismo saiu após atitudes ilegais serem denunciadas por alguns veículos. Wagner Rossi também caiu e deixou o Ministério da Agricultura sob indícios de irregularidades na pasta. Por fim, Nelson Jobim foi o único a “dar tiros no próprio pé”. Falou mais do que deveria e não resistiu às polêmicas criadas por ele.
No lugar de Orlando Silva, assume o deputado federal Aldo Rebelo, também do PC do B, partido que comanda os Esportes desde o início do Governo Lula, em 2003, com Agnelo Queiroz (hoje governador do DF) à frente da pasta. O nome de Aldo foi confirmado nesta quinta-feira (27/10). Resta saber como o Ministério dos Esportes vai seguir de agora até 2014. O blog torce para Aldo conseguir desempenhar um bom trabalho e a queda de Orlando Silva será comentada em outro post.
Até a próxima!
PR deixa base aliada de Dilma, mas governo ganha pontos com a população
Ações de Dilma nos Transportes fizeram governo perder apoio do partido, mas podem render votos em próximas eleições
Filipe Matoso
No fim das contas, o PR oficializou a saída da base aliada do Governo Dilma Rousseff. Como chegamos a postar aqui no blog, as dores de cabeça começaram após as denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes, na época chefiado pelo agora senador Alfredo Nascimento. Os problemas, na verdade, se deram, pois o partido não concordou com as demissões feitas por Dilma na pasta, e líderes chegaram a anunciar que “o partido não é lixo”.
Na última terça-feira (16/8), em discurso no plenário do Senado, Alfredo Nascimento falou bastante. Além disso, o partido disse que abre mão de todos os cargos no Governo Dilma, originados por indicações políticas. Opa! “Péra aí”! O atual ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, é filiado ao partido, mas a sigla não pediu para ele sair. Por quê?
Sérgio Passos é indicação pessoal de Dilma e não é sugestão do PR ou de Lula. Além disso, o novo chefe dos Transportes tem perfil técnico e não político, o que contrariou o partido desde o início. Se dependesse da sigla, Passos não estaria no cargo. Para o blog, as nomeações de ministros no governo devem ser feitas de uma maneira racional e não impulsiva.
Se Dilma tivesse seguido as orientações do PR, hoje Blairo Maggi seria o ministro dos Transportes. Vale lembrar que Nascimento era chefe da pasta durante o Governo Lula. Portanto, ter uma pessoa com perfil técnico, neste momento, é mais interessante, pois o ministério está completamente desorganizado. A todo momento saem novas denúncias, pessoas demitidas e os problemas não param por aí.
O blog acredita que politicamente o governo perdeu, pois o apoio do PR renderia votos para a reeleição de Dilma, em 2014. Entretanto, se as indicações políticas do partido não trabalharam da maneira correta, é melhor que deixem a base aliada. Na Política, há muita gente dando o sangue, como diz o ditado, para conseguir aliados e ganhar votos. Muitas vezes, a confiança dos eleitores aparece quando a sociedade percebe as atitudes de um governante e as enxerga como benéficas para a população. Assim, o apoio em si deixa de ser vital para uma possível reeleição.
Por sinal, o editorial da revista Veja (Editora Abril) desta semana é de apoio à presidenta. Querem apoio maior? A publicação que atacou Dilma e o PT durante todas as edições próximas ao período eleitoral do ano passado elogiou as atitudes da petista nos últimos meses. No âmbito jornalístico-político, se é que este termo existe, essa é uma atitude inesperada da revista. Quem dirá sobre o apoio que ela receberá a partir de agora da população…
Mal-estar beira relações entre governo e base aliada
Atitudes de Dilma têm incomodado partidos que a apoiam no Congresso
Filipe Matoso
Partidos da base aliada do Governo Dilma na Câmara dos Deputados têm se mostrado incomodados com atitudes da presidenta. No caso do PR, a legenda, que deixou a base no Senado, começou a ter problemas após as denúncias de supostos esquemas de corrupção no Ministério dos Transportes. As atitudes de Dilma fizeram com que caciques da sigla declarassem que “o PR não é lixo e a presidenta deveria saber disso”.
À frente da pasta, estava Alfredo Nascimento (PR-AM), hoje senador, e mais de 20 pessoas envolvidas em ações ilegais foram afastadas dos órgãos ligados ao ministério.
Já o PMDB se irritou após a Operação Voucher, da Polícia Federal, que chegou a prender 37 pessoas ligadas ao Ministério do Turismo na terça-feira (9/8). Por sinal, 18 foram soltas na última quarta-feira (10/8). O incômodo se tornou tão grande que parlamentares deixaram de votar vários projetos propostos para esta semana.
Segundo o líder do Governo na Câmara, Cândido Vacarezza (PT-SP), havia, sim, um estresse na base aliada e por isso resolveu não “forçar a barra”, como publicado no portal de notícias G1 Política. O petista assegurou ainda que as votações retomam à normalidade na próxima semana. É esperar para ver.






