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A Copa é em 2014, mas o clima já é quente fora de campo
Declarações de secretário da Fifa agitaram o mundo político nos últimos dias
Filipe Matoso
O secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jérôme Valcke, disse na Inglaterra que os responsáveis pela organização da Copa do Mundo de 2014, que acontece no Brasil, precisam “acelerar o ritmo” para que o mundial se realize com sucesso.
Na semana passada, Valcke disse a seguinte frase em francês: “se donner un coup de pied aux fesses”. Durante a tradução, a declaração foi dada como se o Brasil precisasse de um “chute no traseiro”, o que pegou muito, mas muito mal.
O presidente da Comissão Especial da Lei Geral da Copa na Câmara, deputado federal Renan Filho (PMDB-AL), divulgou nesta segunda-feira (5) uma nota em “repúdio” às últimas declarações de Valcke. “ A maneira a qual o secretário-geral se referiu à preparação do Mundial em nosso País se mostrou insultuosa, descuidada e inapropriada”, afirmou o parlamentar na nota.
Em carta enviada ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o secretário da Fifa se desculpou e afirmou que “infelizmente” essa expressão foi traduzida para o português utilizando palavras muito mais fortes. “Portanto, gostaria de pedir desculpas ao senhor e também a qualquer pessoa que tenha se sentido ofendida”, afirmou Valcke.
A reação por parte das autoridades locais foi tão negativa que Aldo Rebelo afirmou no sábado (3) que o governo brasileiro não vai mais aceitar Jérôme Valcke como interlocutor para as negociações relacionadas à organização da Copa do Mundo de 2014. Inclusive, o Brasil oficializou nesta segunda um pedido junto à Fifa para que o interlocutor seja trocado.
Segundo publica o “G1 Política”, o ministro afirmou que “o governo brasileiro não pode receber esse tipo de comentário, de ofensa, sem dizer que é inaceitável. O governo não aceitará mais o secretário-geral da Fifa como interlocutor no plano do governo. Ele pode tratar de assuntos internos da Fifa, mas a interlocução com o governo não pode ser através de quem emite declaração desta natureza”.
Em resposta, Valcke disse à agência de notícias “AFP” que a reação de Aldo Rebelo foi infantil. “Se o resultado [das declarações] é que não querem mais falar comigo, se não sou a pessoa com quem querem trabalhar, então é um pouco infantil”, disse Valcke.
Como se não bastasse o número de declarações polêmicas em torno do assunto, outro a colocar mais lenha na fogueira foi o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia. “O interlocutor [Valcke] já está riscado. Esse cara é um vagabundo!”, afirmou o assessor, segundo publicou o site do jornal “O Globo”.
Quanto ao pedido de desculpas de Valcke ao ministro do Esporte, informa o “G1 Política”, a assessoria da pasta informou que Aldo Rebelo ainda vai analisar a hipótese de aceitá-lo.
Sem mais delongas. Certamente Jérôme Valcke não é a figura mais carismática do mundo. Quase nunca distribui elogios apenas para agradar os outros. Além disso, foi chamado de “chantagista” pelo presidente da Fifa, suspeito de cometer inúmeras irregularidades na gestão da entidade, Joseph Blatter. Não há dúvidas. Ele, podemos dizer, pisou na bola.
Porém, há, sim, aspectos em que o Brasil parece estar “dormindo no ponto”. A aprovação da Lei Geral da Copa já devia ter sido votada. Além disso, alguns estádios estão com as obras atrasadas, como em São Paulo, Manaus e Natal. Quer dizer, o puxão de orelhas, de certa forma, é válido. Obviamente não da maneira como foi feito.
Valcke não está acima do Brasil, como publiquei no microblog Twitter, ele não tem boa relação com as autoridades brasileiras e ainda dá declarações polêmicas. O ideal seria ele sair mesmo. No entanto, tirá-lo das negociações não vai fazer com que as obras de mobilidade urbana, transporte e hotelaria – e por aí vai – fiquem prontas a tempo.
Ele não pode dizer o que quiser do Brasil, claro, e as autoridades devem tomar as medidas necessárias, mas o país tem, certamente, preocupações maiores.
Até a próxima!
Dilma vai a São Bernardo e se encontra com ex-presidente Lula
Visita aconteceu na cidade onde mora o petista, em São Paulo
Filipe Matoso
A presidenta Dilma Rousseff se encontrou nesta quinta-feira (1º) com o ex-presidente Lula e com a ex-primeira-dama, Marisa Letícia, em São Bernardo do Campo (SP). A visita, de acordo com o Instituto Cidadania, começou às 15h40 e terminou por volta das 19h. O ex-presidente está em recuperação, após ter passado por um tratamento contra um câncer na laringe.
Ainda segundo o instituto, o ex-presidente não tem data para voltar a despachar. No entanto, como informou a colunista Cristiana Lôbo (Globo News), o Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma nota na quarta-feira (29) e informou que Lula deve voltar em 15 de março.
De acordo com o “G1 Política”, o encontro com o ex-presidente não constava da agenda oficial de Dilma. Ela deixou Brasília no início da tarde, depois de uma reunião com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e o ministro das Relações Exteriores do Peru, Rafael Roncagliolo Orbegoso.
Até a próxima!
Consultorias de Pimentel serão investigadas pela Presidência
Decisão foi tomada por comissão do Palácio do Planalto
Filipe Matoso
A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu nesta segunda-feira (13) que irá investigar as consultorias feitas pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT), entre 2009 e 2010, período em que o ex-prefeito de Belo Horizonte não ocupou cargos públicos.
De acordo com o jornal “Folha de S. Paulo”, há suspeitas de que o ministro tenha praticado tráfico de influência durante estas consultorias. Pimentel, informa a “Folha”, está nos Emirados Árabes Unidos, onde cumpre agenda de trabalho.
Em dezembro do ano passado, reportagens do jornal “O Globo” informaram que serviços de consultoria prestados por Pimentel a empresas, uma delas contratada pela Prefeitura de BH, foram irregulares. Na época, o ministro negou as acusações e disse que os serviços foram feitos quando já não era prefeito da capital mineira, nem ministro.
A comissão da Presidência decidiu iniciar a investigação a partir de um pedido protocolado em dezembro pelo PSDB. No requerimento, a legenda afirmou que solicitou o processo “em razão da possível prática de ato atentatório contra os princípios éticos que norteiam as atividades dos órgãos superiores da Presidência da República e a quebra de decoro por parte do representado”.
Aqui no blog publiquei em 12 de dezembro que, à TV Globo, o mineiro afirmou que tem como provar os serviços prestados, mas em dois casos diz ter firmado acordos verbais. “Eu não era mais prefeito [de Belo Horizonte], ainda não era ministro, deputado, nem senador. Trabalhei como economista, fui remunerado pelo trabalho, emiti notas fiscais e paguei os tributos. Não tem nada de irregular”, afirmou.
Em 13 de dezembro do ano passado, informa o “G1 Política”, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que considerava “estranho” que Pimentel tivesse de dar explicações sobre a “vida privada, a vida pessoal passada”.
Até a próxima!
Foto de Dilma leva prêmio internacional de fotografia
Filipe Matoso
O G1 Política publicou nesta sexta-feira (13/1) uma imagem um tanto quanto inusitada. A foto foi tirada Wilton de Sousa Júnior, da Agência Estado, e publicada no jornal O Estado de S. Paulo no dia 21 de agosto do ano passado. De acordo com o site, o registro que dá a ideia de Dilma transpassada por uma espada foi feito durante uma cerimônia na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, cidade localizada no Rio de Janeiro. O valor do Prêmio Internacional de Jornalismo Rei da Espanha na categoria de fotografia supera R$ 14 mil.
Outro ponto envolvendo a presidenta Dilma foi publicado nesta sexta-feira pelo blog de Ari Cunha, vinculado ao Correio Braziliense. “Dilma Rousseff foi convidada a presidir a abertura da maior feira de Hannover [Alemanha], chamada Cebite. O evento vai acontecer em março deste ano. Trata-se de homenagem ao nosso país pela participação do Brasil em fatos ocorridos além da fronteira brasileira”. Além disso, Ari explica que o Brasil é o maior parceiro da organização.
Até a próxima!
Ministério da Integração Nacional anuncia pacote de recursos para Estados atingidos pela chuva
Verba é de R$ 75 milhões e será repassada a MG, RJ e ES
Filipe Matoso
O Governo Federal anunciou nesta quarta-feira (11/1) a liberação de R$ 75 milhões a três Estados muito afetados pela chuva: Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A confirmação foi feita pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, no Palácio do Planalto, após uma reunião com vários ministros. De acordo com o G1 Política, o Estado de Minas vai receber R$ 30 milhões, já o Rio de Janeiro R$ 25 milhões e o Espírito Santo R$ 20 milhões. Ainda segundo o site, a verba faz parte de um fundo de prevenção a tragédias e desastres naturais, que conta com cerca de R$ 450 milhões acumulados.
Na segunda-feira (9/1), o governo também confirmou a criação da Força Nacional de Apoio Técnico de Emergência. Este será um grupo composto por vários ministérios que atuará na prevenção de desastres naturais, além de participar da reconstrução de municípios atingidos pela chuva. De acordo com o site de Política da Globo, o ministro Fernando Bezerra afirmou que “a presidenta Dilma autorizou que fossem iniciadas as providências com relação ao FGTS, analisando caso a caso a necessidade de liberação dos recursos do fundo. Para eventualmente serem utilizados para a reconstrução das moradias destruídas”.
Não há dúvidas de que tais medidas são válidas. Tanto o Governo Federal, quanto as prefeituras e os Estados devem agir, para o estrago não ser maior. Se o Ministério da Integração trabalha com a hipótese de que R$ 440 milhões são suficientes, tudo bem. O que não pode acontecer é R$ 1 deixar de ser investido por falta de estratégia dos governantes. Seria muito melhor que os gastos subissem para R$ 800 milhões, R$ 1 bilhão, imagina? Seria melhor ainda se fossem voltados para a prevenção. Assim, o número de vidas perdidas certamente seria menor.
O Governo do Distrito Federal enviou uma nota ao blog nesta quarta-feira e repassou os dados do Plano Purianual (PPA) de investimentos entre os anos de 2012 e 2015. O total chega a R$ 115 bilhões e, deste valor, R$ 9 bilhões serão destinados a obras de infraestrutura (confiram nos comentários todos os valores). Se é muito ou pouco, não tenho condições de afirmar. Áreas como Educação e Saúde vão receber neste período R$ 24,5 bilhões e R$ 23,1 bilhões, respectivamente.
Para não esticar, as medidas tomadas são válidas. Isso mostra que o ministério em geral não está alheio aos problemas. Mas é necessário que prefeituras, Estados e Governo Federal comecem a agir antes da destruição. Se não dá para prever os estragos, então as políticas públicas de infraestrutura nas cidades devem ser pensadas de uma outra forma. Afinal, antes investir R$ 1 bilhão em prevenção, a metade deste valor após o estrago já ter sido feito.
Até a próxima!
Álvaro Dias aproveita momento oportuno e discute Segurança no Congresso
Questões que viram debate social fazem parlamentares ter ideias e apresentar projetos em Brasília
Filipe Matoso
Na madrugada desta sexta-feira (12/8), a juíza Patrícia Lourival Acioli foi assassinada na cidade de Niterói-RJ. A magistrada, conhecida por ter ações judiciais contra policias do Estado, foi brutalmente morta com 21 tiros no veículo em que estava. Então, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) propõe a criação de uma guarda especializada para a seguranças de juízes. O projeto deve ser colocado em votação no Congresso na próxima terça-feira (16/8).
O momento é oportuno, pois o assunto é comentado no país inteiro e os principais veículos de comunicação do Brasil têm divulgado a cada instante todas as novidades do caso. Entretanto, é necessário que se avalie as condições do projeto, para que siga em frente de forma concreta, sem parecer jogo político. Se o tucano souber prepará-lo de forma segura, certamente causará efeitos positivos. Assim, não transformará uma oportunidade em oportunismo.
No Brasil, parece que a sociedade é refém dos marginais. Hoje em dia, são os cidadãos de bem que devem tomar cuidado para não acontecer nada. As políticas públicas de Segurança existem, mas não dão conta de acabar com a criminalidade. Além disso, os casos de impunidade favorecem bandidos a andar tranquilos pelas ruas.
Voltando a Álvaro Dias, o senador deve tomar cuidado, para que o projeto não vire questão de momento. Por exemplo, quando houve o massacre de crianças em uma escola pública de Realengo, Rio de Janeiro, o tema do desarmamento voltou a ser discutido no Congresso. Na ocasião, a população entendeu que era questão de oportunismo de políticos e não vontade de solucionar problemas sociais por parte deles.
Obviamente deve ser discutida a segurança para juízes, promotores e toda a sociedade. No entanto, o Congresso deve pensar bem na forma como irá apresentar os projetos, para que não pareçam jogos políticos.
Sobre a morte da juíza, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP-RJ), filho do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), postou no Twitter: “que Deus tenha essa juíza, mas a forma absurda e gratuita com que ela humilhava policiais nas sessões contribuiu para ter muitos inimigos”. O que acham?
Dia agitado na Política em Brasília
Declarações do ministro da Fazenda e prisões no Ministério do Turismo movimentam o noticiário político
Filipe Matoso
Nesta terça-feira (9/8), Brasília se agitou com o noticiário político. A entrevista coletiva do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, sobre as acusações de corrupção na pasta e a Operação Voucher, da Polícia Federal, em três Estados, se tornaram manchetes nos principais veículos. Em meio a escândalos políticos, a imagem de Dilma Rousseff não está abalada, como apontam os institutos de pesquisa nacionais. Entretanto, hoje não é dia de falar da presidenta, mas, sim, de todo o governo.
Entre os ministros nomeados por Dilma, alguns foram escolhidos pela chefe do Executivo, outros sob a influência de Lula e os demais, como de costume, surgiram das negociações partidárias entre governo e legendas. Nos seis primeiros meses, três caíram e vários se complicaram.
Por exemplo, Fernando Haddad (Educação), Guido Mantega (Fazenda) e Ana de Hollanda (Cultura) balançaram,e muito, nos cargos. Já Antônio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes) e Nelson Jobim (Defesa) não suportaram a pressão e foram demitidos por Dilma. Em cada caso, há razões e fatos específicos e poderíamos fazer um texto para cada. Portanto, ficaremos no chamado “por alto” e não aprofundaremos.
Nesta terça, outros dois ministros do governo tiveram perto de pisar na corda bamba. Após denúncias de suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura, Wagner Rossi teve de se explicar. Apesar da queda do secretário-executivo (segunda figura mais importante) da pasta, Rossi permaneceu. “Estou no cargo firme como uma rocha”, disse o ministro nesta manhã, segundo o portal de notícias G1 Política.
Já no Ministério do Turismo, “o trem ficou feio”, como dizem os mineiros. A Operação Voucher, comandada pela Polícia Federal, prendeu 38 pessoas ligadas ao ministério em três Estados: Distrito Federal, Amapá e São Paulo. As acusações são as de que há esquemas de corrupção na pasta nos assuntos que envolvem destinação de emendas parlamentares para a promoção do Turismo no país. Além disso, o secretário-executivo, Frederico Costa, também foi preso.
Por conta das prisões, o ministro Pedro Novais (PMDB), que estava em atividade em São Paulo, recebeu a ordem da presidenta Dilma para retornar urgentemente a Brasília, segundo repórteres do canal por assinatura Globo News. Os políticos devem se reunir ainda hoje para discutir o assunto. Por sinal, novidades sobre a permanência do ministro no cargo, ou não, podem ser divulgadas a qualquer momento aqui no Blog do Filipe. Confira o post na íntegra: Leia o resto deste post






