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Lula, o câncer e as campanhas na internet

Onda de piadas sobre o câncer de Lula revelaram que a briga política no Brasil está mais séria do que se imaginava

Filipe Matoso

Em outubro, médicos do hospital Sírio-Libanês, localizado em São Paulo, diagnosticaram um câncer na laringe de Lula. Em meio ao anúncio da doença, inúmeras pessoas começaram uma campanha no site de relacionamentos Facebook e no microblog Twitter para que o petista fosse tratar o câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). Bem, alguns alegam que fizeram piada com o SUS, outros afirmam que o deboche foi direcionado a Lula. Bem, deixamos para comentar o assuto após ser muito discutido nos veículos, para percebermos os vários pontos de vista.

É fato que há inúmeros pontos negativos contra o sistema de saúde pública do Brasil. Jornais, infelizmente, ainda noticiam que pessoas morrem em filas à espera de atendimento em hospitais do governo. No entanto, há outros vários pontos positivos, que mostram que o SUS é bom. Há casos e casos. Certo é que não é possível classificar o sistema como algo “que dá certo”, ou “que não dá certo”, porque é uma discussão mais complexa do que se imagina.

Uma jovem goiana que estuda Medicina no Rio Grande do Sul, assim como várias outros, se mostrou desinformada, antiética e sem compromisso com a profissão. Ora, ela afirmou que desejava que Lula fosse se tratar no SUS para ver o que fez com a saúde pública do país. Haja paciência para ler isso. Ou seja, ela, estudante de Medicina, queria ver uma pessoa sofrer no sistema público. No entanto, há vários itens nesta questão. Ela não deve saber como funciona o SUS em todo o país, por isso publicou tamanhas bobagens no Facebook. Além disso, movida por uma paixão partidária, desejou o mal a um político que os pais não votam. Espero jamais ser atendido por ela.

Para não focarmos apenas na estudante, vale dizer que toda essa campanha feita no Twitter e no Facebook mostrou como o cidadão brasileiro é preconceituoso. O foco da conversa não é o SUS, pois todos sabem que há muito o que ser melhorado. Mesmo assim, ainda é uma política de Estado boa. Não por acaso, o governo dos EUA deseja importá-la. Como definiu Época, tudo se resume a “baixarias”. Alon Feurwerker, colunista de Política do jornal Correio Braziliense, afirmou que as piadas não ajudam em nada. Afinal, as pessoas apenas criticam o SUS e Lula, mas não propoêm nenhuma melhoria (confira no texto Mas qual é a proposta?). Apenas fazem deboche.

É evidente que o blog é contra a campanha #LulanoSUS. Pelo contrário, apoiamos no Twitter a hashtag #ForçaLula. Independentemente de opções partidárias, deveríamos colocar questões políticas abaixo da saúde do ex-presidente.

Como publicou um primo no Facebook, desde quando um arquiteto é obrigado a morar na casa que planeja? Desde quando um engenheiro é obrigado a viajar na estrada que ajudou a construir? Desde quando um médico é obrigado a tratar somente no hospital em que trabalha?

Confiram abaixo um vídeo gravado por Lula:

Agora vejam este outro vídeo. É de fritar* ver uma pessoa torcer para que outra morra. Não dá para entender a revolta deste sujeito. Vivemos em uma democracia, cada um fala o que quer e deve respeitar a opinião do outro. Por isso, vamos dizer a nossa em relação a ele. Ofender e baixar o nível não adianta, mas dá pena ver uma pessoa pensar assim. O que devemos fazer é torcer para que um dia ele seja menos revoltado e pare de pensar apenas em si mesmo. As palavras dirigidas a Lula e a José Alencar são de baixo nível. Não faremos igual a ele. Tomara que não passe por problemas graves de saúde. Quantas bobagens ditas…

Até a próxima!

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