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Consultorias de Pimentel serão investigadas pela Presidência

Decisão foi tomada por comissão do Palácio do Planalto

Filipe Matoso

A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu nesta segunda-feira (13) que irá investigar as consultorias feitas pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT), entre 2009 e 2010, período em que o ex-prefeito de Belo Horizonte não ocupou cargos públicos.

De acordo com o jornal “Folha de S. Paulo”, há suspeitas de que o ministro tenha praticado tráfico de influência durante estas consultorias. Pimentel, informa a “Folha”, está nos Emirados Árabes Unidos, onde cumpre agenda de trabalho.

Em dezembro do ano passado, reportagens do jornal “O Globo” informaram que serviços de consultoria prestados por Pimentel a empresas, uma delas contratada pela Prefeitura de BH, foram irregulares. Na época, o ministro negou as acusações e disse que os serviços foram feitos quando já não era prefeito da capital mineira, nem ministro.

A comissão da Presidência decidiu iniciar a investigação a partir de um pedido protocolado em dezembro pelo PSDB. No requerimento, a legenda afirmou que solicitou o processo “em razão da possível prática de ato atentatório contra os princípios éticos que norteiam as atividades dos órgãos superiores da Presidência da República e a quebra de decoro por parte do representado”.

Aqui no blog publiquei em 12 de dezembro que, à TV Globo, o mineiro afirmou que tem como provar os serviços prestados, mas em dois casos diz ter firmado acordos verbais. “Eu não era mais prefeito [de Belo Horizonte], ainda não era ministro, deputado, nem senador. Trabalhei como economista, fui remunerado pelo trabalho, emiti notas fiscais e paguei os tributos. Não tem nada de irregular”, afirmou.

Em 13 de dezembro do ano passado, informa o “G1 Política”, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que considerava “estranho” que Pimentel tivesse de dar explicações sobre a “vida privada, a vida pessoal passada”.

Até a próxima!

PSDB tem de se organizar para disputar a Presidência em 2014

Caciques começam a pisar em ovos para não criar um ambiente de discórdia

Filipe Matoso

Em 2011, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) escreveu um artigo no qual deu um “banho” político nos atuais líderes do PSDB. Em um resumo da ópera, o tucano falou abertamente que se a legenda continuar agindo da mesma forma desorganizada, não irá recuperar o poder, que já deteve em outrora. Desta vez, FHC aparece para dizer o que parece claro, mas que alguns não querem entender.

Em entrevista a um blog da revista britânia The Economist, o ex-presidente afirmou que o senador mineiro Aécio Neves é o candidato “óbvio” do partido na corrida presidencial de 2014.  No entanto, o incansável José Serra pretende disputar pela terceira vez o cargo de presidente da República. Vale lembrar que em duas ocasiões, 2002 e 2010, ele perdeu para Lula e Dilma, respectivamente.

De acordo com o caderno Poder, do jornal Folha de S. Paulo, a resposta de Serra a FHC não foi tão polêmica, como algumas pessoas esperavam. “O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) afirmou que discorda de algumas opiniões do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas se limitou a dizer que não vai polemizar com um amigo“, publica a Folha.

FHC/ foto retirada do site Exame.com

Em nota divulgada pela imprensa, o senador Aécio Neves respondeu as declarações de FHC. “O partido saberá definir o melhor nome, entre os vários de que dispõe, no momento certo”, afirmou. “Temos que trabalhar agora pelo fortalecimento partidário. (…) O PSDB estará em condições de apresentar um projeto ao país que faça o contraponto ao modelo de governança representado hoje pelo PT”.

À Folha, o presidente nacional do PSDB afirmou que “muitos integrantes do partido defendem mesmo que Aécio se lance candidato [em 2014]. Mas isso só será discutido depois das eleições municipais [que acontecem em outubro deste ano]“. E, vale lembrar, que no dia 19 deste mês a Agência Estado publicou uma reportagem na qual afirma que Serra não irá disputar a Prefeitura de São Paulo.

“Depois de meses de pressão para que entrasse na disputa em São Paulo, o ex-governador José Serra (PSDB) reuniu o grupo de aliados mais próximos e informou oficialmente que não será candidato na eleição municipal deste ano”, publicou o blog do jornalista Luis Nassif.

Bem, como já disse em outros textos aqui no blog, Serra deveria se candidatar à Prefeitura de São Paulo, pois tem chances maiores de ser eleito. Afinal, uma pesquisa feita pelo Instituto Datafolha apontou que o tucano liderava as pesquisas de intenção de voto, com 20%, enquanto outros adversários não chegavam a 5%.

Mas não tem jeito. Ao que tudo indica, ele quer disputar a Presidência em 2014.

Se precisou FHC dizer que Aécio é o candidato natural do partido daqui a dois anos, imagina-se que há movimentações na legenda para que um outro nome vá para a disputa. Enquanto o PSDB não se unir, a situação ficará cada vez melhor para o PT e outros adversários.

Os tucanos evitam dar declarações polêmicas agora, pois podem gerar um ambiente de conflito, o que fortaleceria outras legendas. Se o PSDB não se articular internamente para as eleições, sejam em outubro deste ano ou em 2014, o partido mais uma vez sairá enfraquecido com o resultado das urnas.

Curiosidades…

Para não passar despercebido, vou tocar em um ponto interessante. Em entrevista à TV Globo, FHC disse que quando deixou a Presidência, em janeiro de 2003, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) o levou “para casa”. Bem, ele desembarcou em São Paulo e foi para a França. Quer dizer que o então presidente da República se considerava “em casa” ao estar no Velho Continente?

Até a próxima! 

Dilma supera antecessores e tem maior aprovação no primeiro ano de governo

Pesquisa foi divulgada e até Lula alcançou índices menores que o da presidenta

Filipe Matoso

Uma pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha e publicada neste domingo (22) no jornal Folha de S. Paulo mostrou que a aprovação do Governo Dilma entre os brasileiros está em 59%. Este índice representa os cidadãos que veem a gestão da petista como ótima ou boa.  Enquanto isso, 33% acreditam que é regular e 6% a avaliam como ruim ou péssima. A pesquisa revelou que desde que voltaram as eleições diretas, a presidenta obteve os melhores resultados em um primeiro ano de governo.

Dilma superou Lula na avaliação/ foto retirada do site Vida e Palavra

Para se ter ideia, publica o G1 Política, ao fim de 2003 Lula tinha 42% de aprovação. No primeiro ano de segundo mandato, em 2007, o ex-metalúrgico alcançou 50%. Os antecessores Fernando Collor e Itamar Franco tiveram 23% e 12%, respectivamente. Já Fernando Henrique Cardoso conquistou 41% no primeiro mandato e, vejam só, 16% no segundo.

A pesquisa ouviu 2.575 pessoas na quarta-feira (18) e na quinta (19) passadas.

Bem, conversava com repórteres que acompanham a Política em Brasília de perto e eles também avaliaram o governo de forma positiva. Para estes jornalistas, a forma de lidar com a corrupção e a nomeação de técnicos para cargos importantes fizeram com que a imagem de Dilma ficasse melhor entre os eleitores.

Além disso, conheço uma pessoa que votou em Serra em 2010, mas aprovou o primeiro ano do Governo Dilma e deve votar nela em 2014, segundo ele, por causa do jeito coerente dela de administrar.

De fato, as demissões de pessoas envolvidas em supostos esquemas de corrupção fizeram com que Dilma desse à população uma sensação de pulso firme. Para muitas pessoas com quem conversei, Lula tinha um jeito “paizão” e não tomava as medidas necessárias contra aliados políticos. “Dilma não deixa passar nada!”. É isso que ouço em conversas.

A nomeação de Marco Antônio Raupp (Ciência e Tecnologia) e Paulo Sérgio Passos (Transportes), por exemplo, mostram que ela está mais preocupada com o desenvolvimento destes setores do que com o apoio político dos partidos “donos” destas pastas desde a gestão anterior.

Dilma ainda tem três anos pela frente e não será fácil governar o país. Mas se o Executivo continuar no mesmo ritmo em que está, a oposição vai ter que se reorganizar para que a petista não seja reeleita.

Até a próxima!

Patrus Ananias diz à Folha que situação do PT em BH não está boa

Petista confirma ao jornal que legenda está dividida para as próximas eleições

Filipe Matoso

Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome durante o Governo Lula, Patrus Ananias é um dos principais líderes políticos do PT em Minas Gerais. Ele foi prefeito de Belo Horizonte e hoje os rumores são de que o PT-BH está dividido em quem o apoia e em quem defende Fernando Pimentel, atual ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No entanto, Ananias nega e diz à Folha: “tive – não terei mais -, algumas disputas com o Fernando, mas a nossa relação de amizade foi rigorosamente preservada”.

De acordo com a reportagem de Paulo Peixoto publicada na última segunda-feira (12/12) no caderno Poder, Patrus afirmou que o PT precisa construir uma unidade partidária na capital mineira para as próximas eleições. Além disso, “a situação não é boa”. Outro líder petista em Minas, Nilmário Miranda disse algo parecido no microblog Twitter, quando afirmou que é necessário a legenda definir um posicionamento até 15 de janeiro.

Patrus Ananias/ foto: FomeZero.gov.br

E de onde surgiu esse imbróglio? Em 2008, o PT (Fernando Pimentel) e o PSDB (Aécio Neves) se uniram para eleger Márcio Lacerda (PSB) para prefeito nas eleições municipais. Como afirma a Folha, Patrus se distanciou da campanha por não concordar com o posicionamento do ministro do Governo Dilma. Não só ele. Muitos eleitores também. Inclusive, percebi que as pessoas que pensavam da mesma maneira de Patrus votaram em Leonardo Quintão, hoje deputado federal pelo PMDB mineiro.

Para não prolongar muito, vou direto à opinião. Concordo com Patrus e Nilmário. A união entre o PT e o PSDB em BH para apoiar um candidato do PSB é uma história confusa. A manobra de Pimentel e Aécio enfraqueceu, e muito, os petistas na capital mineira. Não há como negar e isso não é um ataque ao ministro do Desenvolvimento. Certo é que se o Partido dos Trabalhadores não adotar uma posição unificada, o reflexo será sentido nos militantes filiados e eleitores, que se dividirão e, provavelmente, enfraquecerão ainda mais a legenda.

Até a próxima!

Ministros saem em defesa de Pimentel

Desta vez, Ideli Salvatti afirmou que o petista tem total apoio de Dilma Rousseff

Filipe Matoso

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, foi mais uma a se pronunciar sobre a situação política do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT-MG). Nesta segunda-feira (12/12), Ideli afirmou que o ex-prefeito de Belo Horizonte tem apoio de Dilma Rousseff.  Além dela, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse na sexta-feira (9/12) que o Governo, entenda Dilma, aceitou as explicações dadas por Pimentel sobre as consultorias que fez entre 2009 e 2010, período em que não ocupava cargos públicos.

De acordo com o jornal O Globo, em uma matéria publicada no domingo (4/12), Pimentel recebeu R$ 2 milhões pela empresa P-21 Consultoria e Projetos Ltda., da qual é dono, entre 2009 e 2010. O jornal também mostrou que ele teria recebido R$ 400 mil de uma empresa que pertence ao filho de um sócio. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, esta empresa manteve contrato com a Prefeitura de Belo Horizonte quando Pimentel era chefe do Executivo municipal. Ou seja, a suspeita é que o mineiro teria recebido dinheiro de forma indevida.

Em entrevista coletiva, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse que “há, sim, hipóteses de corrupção com benefícios aferidos em razão da proximidade dele com o poder ou com a expectativa de poder”. Em relação a uma possível convocação de Pimentel para prestar esclarecimentos ao Congresso, o líder no Governo na Câmara, Cândido Vacarezza (PT-SP), disse que há grupos que estão procurando pelo em ovo. “Não tem nada a ver a discussão do Pimentel na Casa. Por isso, nós não vamos permitir o convite ao ministro Pimentel”.

Fernando Pimentel/ foto: TV Canal 13

À TV Globo, o mineiro afirmou que tem como provar os serviços prestados, mas em dois casos diz ter firmado acordos verbais. “Eu não era mais prefeito [de Belo Horizonte], ainda não era ministro, deputado, nem senador. Trabalhei como economista, fui remunerado pelo trabalho, emiti notas fiscais e paguei os tributos. Não tem nada de irregular”, afirmou.

Para o blog, Pimentel deve comprovar que não cometeu nenhuma irregularidade entre 2009 e 2010. Seja por tráfico de influência ou enriquecimento ilícito. No entanto, não é uma onda de demissões de ministros que vai tornar o Governo Dilma eficiente. É necessário ter cautela, pois não pode ser instalada no país uma onda de denuncismo. É necessário apurar o que aconteceu e, se forem comprovadas atitudes imorais por parte Pimentel, que ele seja demitido. No entanto, se o Ministério Público ou qualquer órgão competente estudar o caso e entender que não houve nada de errado, o correto a fazer é o jornal O Globo dar o direito de resposta ao petista.

Até a próxima!

Balanço político das últimas semanas

Para comentarmos os temas mais atuais da Política Nacional, vamos relembrar alguns fatos importantes

Filipe Matoso

Bem, você viu no último post que ficamos ausentes por duas semanas. Sem charges, comentários, matérias, etc. No entanto, muitos fatos aconteceram. O ex-ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB), perdeu o cargo e a Polícia Civil do Distrito Federal confirmou que o repórter Gustavo Nogueira Ribeiro, da revista Veja, tentou invadir o quarto de José Dirceu no hotel em que o ministro-chefe da Casa Civil durante o Governo Lula se hospeda em Brasília. Além disso, o ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, desistiu da candidatura à prefeitura de Luziânia, nas próximas eleições municipais, em 2012. Portanto, vamos lá, caso a caso, falar um pouco de cada.

Pedro Novais deixa o Ministério do Turismo

Era questão de tempo. Antes mesmo de o Governo Dilma começar, o peemedebista já havia se envolvido em problemas, após uma denúncia do jornal O Estado de S. Paulo, na qual um fato inesperado foi divulgado: aos 80 anos, o então parlamentar havia utilizado verba da Câmara dos Deputados para pagar uma festa em um motel na capital maranhense, São Luis. Como publica Carta Capital, para evitar uma crise de início de governo, Dilma aceitou a versão do ministro recém-nomeado, tão esdrúxula como convincente, de que ele, sim, pagou a festa, mas não participou da tertúlia.

No decorrer dos oito meses em que esteve à frente do Turismo, Novais foi anunciado na mídia diversas vezes. A primeira realmente bombástica, foi durante a Operação Voucher, comandada pela Polícia Federal, na qual 38 pessoas foram presas na época, acusadas de desviar mais de R$ 10 milhões na pasta. Então, ninguém mais falou no ministro, a poeira baixou e tudo se acalmou.

Pedro Novais/ foto: blog Barra do Corda News

Daí entra o jornal Folha de S. Paulo. Duas reportagens publicadas no veículo serviram para decretar a saída de Pedro Novais do ministério. No dia 13 de setembro, o jornal noticiou que o ministro pagava as contas da governanta pessoal com salário de servidora da Câmara dos Deputados, durante sete anos, para a “secretária parlamentar”. Esta mulher não esteve sequer um dia no Congresso para trabalhar. Além disso, a mulher de Novais tinha como motorista particular Adão dos Santos Pereira. Nenhum problema, se ele não fosse funcionário da Câmara, contratado para o gabinete do deputado Francisco Escócio (PMDB-MA), do mesmo partido de Novais e da turma aliada ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-PA).

Nossa opinião é de que foi melhor para o Governo Federal ter Pedro Novais fora do Ministério do Turismo. Se na Marcha contra a Corrupção, realizada em Brasília no último dia 07 de setembro, havia uma faixa “Dilma da Puta, não faz nada!”, este cidadão estava errado. Pelo que parece, à medida em que pessoas do governo são descobertas envolvidas em supostos esquemas, saem do cenário político do qual Dilma é chefe. Vale ressltar que o blog não julga aqui Novais como corrupto, quem tem o poder para fazer tal afirmação é a Justiça, não nosso espaço.

Veja e a tentativa de invasão

No dia 18 deste mês, o site Brasil 247 noticiou que a investigação comandada pela 5ª Delegacia de Polícia Civil do Distrito Federal concluiu que um repórter de Veja tentou invadir o quarto de José Dirceu no hotel Naoum, onde o ministro durante o Governo Lula se hospeda em Brasília. O fato chegou a ser comentado duas vezes aqui no Blog do Filipe, várias pessoas elogiaram, outras disseram que o blog é petista e, no fim das contas, as suspeitas se confirmaram. A denúncia de uma simples camareira divulgada no blog de Dirceu resultou em uma investigação contra o repórter da revista da Editora Abril.

De acordo com o site, o delegado-chefe da 5ª DP, Laércio Rossetto, informou que o jornalista admitiu ter tentado entrar em um ambiente privado – no caso, vale ressaltar que era o quarto do petista. Talvez não haja muito o que comentar, pois o blog deixou bem clara a opinião em relação a este assunto nos últimos posts. Somente uma punição severa daria o exemplo. Imagine só se nada acontecer ao repórter e à revista, simplesmente será passado à população de que não há problemas em infringir a Lei e vale tudo para investigar a vida de uma pessoa, mesmo que você não seja policial ou apto para tal atitude.

O Poderoso Chefão, por Veja/ foto: site GSM Fans

Sem mais delongas, os defensores do Jornalismo Investigativo praticado pelo repórter Gustavo Nogueira Ribeiro devem ter ficado chateados com a polícia. Afinal, investigou o caso, como órgão competente (o que o repórter não é e pelo jeito não sabia, pois tentou entrar no quarto de Dirceu), e chegou a uma conclusão: Nogueira Ribeiro tentou violar a suíte coupada pelo petista. Segundo o Brasil 247, o resultado da investigação, apoiada em imagens do circuito interno do hotel, cópia dos depoimentos e outros documentos, foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal de Brasília, que vai decidir se abre processo contra Gustavo. Confira a renúncia de Joaquim Roriz à candidatura nas eleições municipais de Luziânia-GO em 2012: Leia o resto deste post

Helicópteros da PM do Maranhão estão a serviço de Sarney

Presidente do Senado utiliza helicóptero da Polícia Militar para fazer viagem particular

Filipe Matoso

Na útlima semana, principais jornais do país destacaram as viagens feitas pelo senador José Sarney (PMDB-AP) em um helicóptero da Polícia Militar do Maranhão. O motivo dos voos: interesse particular e desembarque na Ilha de Curupu, onde tem uma casa e é a ilha particular do peemedebista. A aeronave custou cerca de R$ 16,5 milhões aos cofres públicos do governo maranhaense e do Ministério da Justiça. Vale ressaltar que a governadora do Maranhão é a também peemedebista Roseana Sarney, 58 anos, filha do presidente do Senado.

José Sarney/ Foto: site do jornal O Globo

O helicóptero foi comprado ano passado para combater o crime e socorrer emergências médicas. Em defesa, Sarney afirmou que as utilizações da aeronave em duas ocasiões neste ano “não prejudicaram ninguém”. Engano dele, pois prejudicaram, sim. Em reportagem veiculada no jornal Folha de S. Paulo, foi publicado que o pedreiro Aderson Ferreira Pereira, 40 anos, precisava de atendimento médico por estar com traumatismo craniano e clavícula quebrada. No entanto, a ajuda chegou com atraso por causa do desembarque de bagagens do presidente do Senado.

Por mais que o pedreiro não precisasse de ajuda, Sarney dizer que a má utilização do helicóptero não prejudicou ninguém é quase um deboche. Fazer uso indevido de uma aeronave comprada por mais de R$ 16 milhões para atender a socorros médicos e combater o crime da forma como o fez prejudicou, sim, a população.

Em Belo Horizonte, o prefeito Márcio Lacerda (PSB) fretou aeronaves nos últimos dois anos de forma legal, mas, ao mesmo tempo, com moral questionável.
Neste caso, os cofres públicos da cidade desembolsaram quase R$ 1 milhão em fretamento de aviões, enquanto poderiam gastar apenas R$ 52 mil, caso Lacerda tivesse feito viagens em empresas de carreira (TAM, GOL, Azul, WebJet, etc). Na ocasião, o prefeito não prejudicou ninguém de forma direta, mas o ato é questionável.

Além disso, imagine que um homem formado em Direito, advogado, sempre vai a festas e fuma cigarros de maconha. Ele diz que não faz mal a ninguém pegar uma “lombrinha básica”. Não, ele não prejudica. O advogado dá dinheiro para traficantes, estes ficam poderosos, compram armas, drogam mais pessoas, incentivam roubos, violência, mortes, e tudo o mais. Quer dizer, realmente um cigarrinho a mais ou a menos não prejudica ninguém.

Percebem em que lugar pretende chegar o Blog do Filipe? A atitude de Sarney que não fez mal a ninguém foi uma forma, sim, de prejudicar a sociedade. Imagine se essa moda pega. Governadores, deputados e senadores começam a embarcar em helicópteros dos Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Federal, com o objetivo de pousarem em ilhas particulares, no litoral brasileiro.

Imagine o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, proprietário de uma ilha no Paraná. As passagens aéreas estão caras, não há espaço nos voos no dia que ele deseja viajar, etc. Então, o político resolve “pegar emprestado” um avião da polícia da capital paulista. O transporte, feito em mais ou menos três horas e meia (ida e volta), serve para o prefeito viajar. Então, neste período nenhuma ocorrência precisa de ajuda aérea. Portanto, Kassab não prejudica ninguém. Curioso, não?

Exite uma frase que diz o seguinte: seria cômico, se não fosse trágico. Foi isso o que aconteceu no caso de Sarney. Inlcusive, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) alegaram inconstitucionais as atitudes de Sarney. Além disso, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou que os voos foram irregulares. Claro!

As atitudes de Sarney são, sem dúvida, questionáveis. Se houve má intenção, irregularidades, atos ilegais, é a Justiça quem dirá. No entanto, podemos afirmar aqui no blog que somos contra as viagens feitas pelo presidente do Senado. Além disso, não compactuaremos com atitudes que colocam o interesse particular acima das necessidades da população. Afinal, são representantes dos eleitores e não fossem os votos, jamais ocupariam tais cargos.

Avaliação de Dilma em oito meses e Lula como candidato do PT em 2014

Presidenta mostra pulso firme e alguns jornalistas tentam criar mais um factóide envolvendo o PT

Filipe Matoso

Nesta semana, a revista Carta Capital completa 17 anos e traz uma edição especial de aniversário.  A publicação intitulada “O Brasil de Dilma” apresenta uma entrevista com a presidenta, artigos do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Maria Rita Kehl, Delfim Netto, entre outros. Além disso, há um em especial, de Marcos Coimbra. Nele, o autor avalia o Governo Dilma e mostra de forma simples como foram os oito primeiros meses da petista à frente do Executivo.

A análise de Coimbra é muito boa. O autor apresenta três pontos cruciais para o Governo Dilma ser considerado, pela primeira vez, uma real sucessão da gestão anterior. No caso, chefiada por Luiz Inácio Lula da Silva. Os aspectos impressos na edição especial são citados abaixo.

Carta Capital 17 anos: O Brasil de Dilma/ Foto: Carta Capital

Coimbra diz que o primeiro ponto é o da real continuidade ao antecessor, afinal, “Collor não era isso para Sarney, Fernando Henrique se sentia maior que Itamar Franco, e Lula e ele haviam sido adversários (quase) a vida inteira”. Muito bom!

Posteriormente, o autor publica que Dilma não se encaixa no “tipo ideal” de presidente que existe em nossa cultura política. Coimbra diz ainda que a petista está longe de ter algo extraordinário ou excepcional, algo comum em antecessores. De fato não tem e mesmo assim leva o governo de forma legítima e com pulso firme.

Por fim, o terceiro aspecto é o de Dilma demonstrar menos disposição para considerar natural o que outros políticos achavam inevitável como, por exemplo, a corrupção em alguns ministérios. Não por acaso, a presidenta disse, “sem papas na língua”, que iria “lutar contra os mal feitos” da forma que fosse necessária.

Dilma Rousseff tem apoio de Veja e Carta Capital/ Foto: Exame.com

Carta Capital ganhou destaque ao praticamente enfrentar Veja nas eleições presidenciais do ano passado. Enquanto a revista ligada à Editora Abril colocava-se em defesa de José Serra e contra Dilma, a maior rival no campo político fazia o contrário, batia de frente e apresentava o lado petista da disputa. Não é necessário dizer se alguma agia de forma correta, ou não, pois essa opinião varia de acordo com o envolvimento político do leitor.

Voltando à Carta desta semana, o artigo de Maria Rita Kehl relembra que entre as principais diferenças entre Dilma e Lula está o fato de o ex-metalúrgico ter um jeito de pai dos brasileiros. Inclusive, chegou a nomear Dilma como mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sem ela ter essa imagem de carinhosa perante a sociedade. Dilma não. A presidenta tem pulso firme, age com a cara fechada e, como dizemos em Minas Gerais, “coloca os pingos nos is”. Entende?

Fosse José Serra à frente do Executivo em agosto de 2011, a luta contra a corrupção seria algo extraordinário, jamais visto na história do Brasil e um ato heróico de um homem predestinado a ser o melhor presidente do país. Com Dilma pode parecer não ser muito diferente, pois até a revista que mais atacou a petista nas últimas eleições, Veja, deu o braço a torcer e se apresentou como o novo apoio à presidenta.

Já nas questões políticas, Dilma arrumou encrenca. O combate à corrupção gerou, na verdade, o desligamento do PR da base aliada e o descontentamento do PMDB, após denúncias de supostos esquemas de corrupção. O curioso é ver partidos alegarem que Dilma não os defende e atua como a grande imprensa deseja. Engraçado ainda é perceber que a denominada pela imprensa “faxina no governo” é temida e a oposição se faz valer disso. Democratas se movem para criar uma comissão contra a corrupção e prometem divulgar nos veículos de comunicação os nomes de parlamentares que não a apoiarem.

Parece tudo uma bagunça. Enquanto Dilma age, de forma correta, ou não, partidos se rebelam e líderes do governo têm de se mexer para aprovar projetos em plenários no Congresso Nacional. Já a imprensa, elogia, aplaude. E a população? Os escândalos e questões econômicas fizeram a presidenta perder pontos na popularidade entre os eleitores.

Entretanto, se engana quem a vê em curva decrescente. Dilma tem a maior aprovação para os primeiros oito meses de governo, comprada aos antecessores. A petista parece mostrar para a sociedade que não possui o caráter paternal que tinha Lula, ou o de sempre conciliar-se para não perder apoio político. De fato, um presidente cai sem o respaldo do Congresso, assim como aconteceu com Collor. No entanto, Dilma parece ter coragem de enfrentar uma queda de braço contra os interesses políticos acima de tudo e isso incomoda, não é senador Alfredo Nascimento (PR)? Confira o post na íntegra: Leia o resto deste post

Os voos parlamentares em aviões que não existem

Deputado do PR teria destinado mais de meio milhão de reais a empresa-fantasma do Maranhão

Filipe Matoso

Você acompanhou aqui no Blog do Filipe e nos principais veículos de comunicação do país que o PR deixou a base aliada do Governo Dilma. Em meio a denúncias sobre supostos esquemas de corrupção no Ministério dos Transportes, líderes da sigla decidiram deixar o grupo de apoio à presidenta. Chegamos a comentar o assunto aqui no blog e declaramos a opinião de que a saída poderia trazer eleitores para o lado petista.

Nesta segunda-feira (22/8), outras denúncias surgiram contra um parlamentar do partido. O jornal Folha de S. Paulo veiculou uma matéria na qual o deputado federal José Vieira (MA) repassou R$ 560 mil da verba destinada às atividades parlamentares a uma empresa-fantasma. “Durante dois anos, Vieira, que tem avião próprio, simulou despesas com fretamento de aeronaves para seus deslocamentos no Maranhão”. Além disso, outro trecho: “Os pagamentos foram feitos à Discovery Transporte e Logística, uma suposta empresa de táxi aéreo, que só existe no papel. A Discovery não possui avião, nem sede, nem funcionários”.

Quer dizer, tem alguma coisa errada aí, não tem? Leitores têm cobrado mais opiniões do blog e menos prática de Jornalismo convencional, ou de grande mídia. Então, vamos lá.  Sobre o caso, não há muito que falar. Os indícios mostram que há irregularidades, mas é necessário ouvir o deputado Vieira e saber o que ele tem para dizer. Segundo a reportagem da Folha, o parlamentar ainda não se manifestou.

José Vieira/ FOto: site Jornal Pequeno

Sobre as questões políticas do caso, o deputado terá, sim, de explicar cada centavo supostamente destinado à Discovery Transporte e Logística. Em entrevista à rádio brasiliense Nativa FM, o secretário de Habitação do Distrito Federal, Geraldo Magela (PT), afirmou que todos os políticos que estão no poder devem prestar esclarecimentos à sociedade. Perfeito.

José Vieira é deputado federal, pois recebeu votos e a confiança de eleitores. Ano passado, foi aos veículos de comunicação para expor as principais ideias que tinha para melhorar a qualidade de vida do cidadão maranhense. Portanto, deve, sem dúvidas, dizer por quais motivos os R$ 560 mil foram destinados à Discovery.

O Blog do Décio, que fala sobre a política maranhense, divulgou o caso nesta segunda-feira, mas não chegou a comentar o assunto.

Veja os problemas com os quais o prefeito de Belo Horizonte (MG), Márcio Lacerda (PSB), se envolveu, após fretar aviões nos últimos dois anos e meio.

Afinal, a responsabilidade é de Sérgio Passos?

Alfredo Nascimento (PR-AM), ex-ministro dos Transportes, diz que orçamento da pasta cresceu muito enquanto teve Paulo Sérgio Passos à frente do setor

 Filipe Matoso

Na última semana, o ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR-AM), tomou posse no Senado, após ser demitido pela presidenta Dilma Rousseff. Escândalos e denúncias à parte, Nascimento aproveitou o discurso no Congresso Nacional para falar de Paulo Sérgio Passos, ex-secretário-executivo da pasta e agora ministro.

“O Ministério dos Transportes já era uma das pastas com o maior volume de investimentos no PAC e, para o período aberto em 2011, registrava um aumento significativo em todos os projetos”, afirmou Nascimento. Sobre uma possível conversa com a presidenta Dilma, o senador afirma ter avisado à atual chefe do Executivo o grande crescimento do orçamento na pasta. “Coloquei o assunto para a presidenta e informei que já começara a trabalhar no ajuste”, disse o político.

Alfredo Nascimento/ Foto: portal UOL Notícias

Além disso, Nascimento afirmou em plenário: “quando saí, junto com a presidenta Dilma, então ministra, o PAC do Ministério dos Transportes significava um pacote de investimentos da ordem de R$ 58 bilhões. Quando retornei, já estava em R$ 72 bilhões”. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a ministra do Planejamento (responsável pelo orçamento federal), Miriam Belchior, não se pronunciou sobre o caso.

À frente do ministério, na época, ficou o então secretário-executivo, Sérgio Passos.

Com isso, Nascimento quis dizer que quando saiu estava de um jeito e, ao retornar o ministério, o encontrou diferente. Dessa forma, joga uma parcela de culpa para Passos. Prato cheio para a oposição. Não à toa, o ministro dos Transportes terá de prestar esclarecimentos ao Congresso Nacional, após as declarações de Alfredo. Inclusive, o deputado federal Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) defende a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no setor.

Se Nascimento é culpado, ou não, se Passos teve algo a ver com os problemas, somente investigações e esclarecimentos poderão resolver, não o blog. Entretanto, o foco será em Alfredo Nascimento. O senador jogou a bomba-relógio, então, para Passos.

As denúncias feitas pela revista Veja foram comentadas aqui no Blog do Filipe, pois havia muito tempo em que não se via tal qualidade. Além disso, chegamos a dizer que Dilma agia bem ao demitir todas as pessoas envolvidas em escândalos. No entanto, deixamos para comentar as declarações de Nascimento em outro texto. Confira a íntegra do comentário: Leia o resto deste post

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