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Fantástico denuncia esquemas de fraude em licitações em hospital no RJ
Filipe Matoso
Abaixo uma das reportagens mais comentadas dos últimos meses. O Fantástico, exibido pela TV Globo no domingo (18), revelou como donos e representantes de empresas privadas tentam corromper o funcionalismo público oferecendo propina a um repórter que se passava por gestor de um hospital do Rio de Janeiro. Vale a pena assistir ao vídeo do começo ao fim. As imagens foram retiradas do site You Tube. Boa reportagem!
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Até a próxima!
Esquemas de corrupção que envolvem primeiras-damas são descobertos em investigações em SP e AL
TV Globo mostra reportagem em que mulheres de prefeitos são descobertas em desvio de verba pública
Filipe Matoso
Confiram abaixo uma matéria exibida pelo Fantástico (TV Globo) neste domingo (27/11). Na reportagem, primeiras-damas são investigadas e descobertas participando de supostos esquemas de corrupção. As acusações são as de que elas teriam desviado verbas públicas das prefeituras. Cidades em Alagoas e São Paulo então envolvidas nas denúncias. Diferente de alguns outros veículos, o Fantástico foi atrás das pessoas envolvidas para ouvir a defesa delas. No entanto, muitas vezes a equipe não foi recebida. Não deixem de ver. É muito interessante!
A ocupação da Rocinha e do Vidigal
Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) são instaladas em mais favelas do Rio de Janeiro
Filipe Matoso
Um momento histórico. As favelas da Rocinha e do Vidigal, localizadas no Rio, agora contam com as UPPs. A ocupação policial na área deve diminuir os índices de violência na região e a população local tem a esperança de viver de forma mais tranquila. O homem apontado pelas investigações como chefe do tráfico da Rocinha, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, foi preso após uma ação conjunta entre as polícias Civil, Militar e Federal nesta semana. Poucos dias antes de ser descoberto no porta-malas de um veículo de luxo, o traficante concedeu uma entrevista exclusiva à repórter Ruth de Aquino, da revista Época (Editora Globo).
A conversa, que segundo a jornalista durou meia hora, é muito interessante. Nem diz que tem como maior ídolo o ex-presidente Lula. “Ele foi quem combateu o crime com mais sucesso. Por causa do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] da Rocinha, cinquenta dos meus homens saíram do tráfico para trabalhar nas obras. Sabe quantos voltaram para o crime? Nenhum. Porque viram que tinham trabalho e futuro na construção civil“, disse.
Culpar apenas o traficante por tudo o que há de errado na favela é imaturo. Certamente ele tem, sim, uma parcela de responsabilidade. Que é dividida com tantos outros que o ajudaram, ou que vieram antes dele. Fato é que com a instalação da UPP na região a tendência é que a segurança melhore. É isso o que esperamos.
Vale a pena conferir a entrevista concedida à corajosa repórter de Época, para entender como pensa Nem , agora preso.
É difícil admitir que concordamos com um traficante, mas o que ele disse a Ruth está correto. “UPP não adianta se for só ocupação policial. Tem de botar ginásios de esporte, escolas, dar oportunidade. Como pode Cuba ter mais medalhas que a gente em Olimpíada? Se um filho de pobre fizesse prova do Enem com a mesma chance de um filho de rico, ele não ia para o tráfico. Ia para a faculdade“.
Confiram a matéria exibida no Fantástico (TV Globo) deste domingo (13/11) sobre a prisão do traficante nesta semana.
Em entrevista ao Bom Dia Brasil (TV Globo), que foi ao ar nesta segunda-feira (14/11), o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, disse que um ponto positivo da ocupação nas favelas foi nenhum tiro ter sido disparado. “Nos preparamos para uma operação de inteligência, não de guerra. Não houve resistência por parte dos traficantes e tudo ocorreu de forma tranquila”, afirmou Beltrame.
Até a próxima!
A brincadeiragem da música baiana sob aviso prévio de deputada
Parlamentar Luiza Maia (PT-BA) propõe fim de verba pública para artistas com músicas de duplo sentido
Filipe Matoso
A deputada Luiza Maia (PT-BA) apresentou um projeto de lei (PL) no qual impede alguns compositores e determinadas bandas de serem contratados com dinheiro público. Assim, as músicas com letras de duplo sentido (geralmente envolvem sexo) deixariam de receber verbas do governo estadual, chefiado pelo também petista Jaques Wagner.
A repercussão, inevitavelmente, foi grande. Em média, cerca de dois milhões de pessoas vão às festas de carnaval em Salvador e o pessoal dança muito, quebra até o chão e se diverte. Na folia de rua, há incentivos financeiros por parte do governo, por meio das políticas públicas voltadas para a Cultura.
Filtrar o que será bancado pelo governo é fundamental para que o dinheiro público não seja investido em qualquer bobagem. Entretanto, a música baiana e o pagode fazem parte da cultura dos foliões e há muitas pessoas que curtem o ritmo. Sobre as letras serem agressivas às mulheres, parece exagero. Violência contra a mulher pode ser muito mais que uma letra de música.
Na reportagem exibida pelo programa semanal Fantástico (TV Globo), no último domingo (31/7), tanto a deputada quanto cantores de pagode foram entrevistados. Entre eles, Léo Santana, vocalista do Parangolé. Confira um trecho da matéria: “Tem gente que curte a coisa mais da dancinha, tem gente que curte o duplo sentido e tem gente que curte axé, então é isso”.
O programa também conversou com o antropólogo da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Roberto Albergaria. Leia uma parte da entrevista: “As canções populares da Bahia e do Brasil como um todo sempre foram maliciosas”. Com isso, Albergaria explica como funcionam as festas de carnaval em Salvador. O duplo sentido não parece ser uma ofensa real às mulheres, da forma como é exposto. Sem dúvida, as letras poderiam ser melhores, mais trabalhadas, mas o povo de lá gosta. Além disso, há outros exemplos de músicas com duplo sentido.
Por exemplo, um grande nome da Música Popular Brasileira (MPB), Chico Buarque, fez músicas com duplo sentido durante o período da Ditadura Militar. “Afaste de mim esse cálice. Pai”. Leia esta palavra: “cálice”. Pode ser uma taça para beber vinho, ou “cale-se, pai” pode ser um recado. Durante o regime, imprensa, músicos e todos os cidadãos deveriam aceitar os militares no poder e ai de quem fizesse oposição. Naquela época, quem se mostrava contra os ditadores, era morto, torturado, exilado, ou colocado em porões. Confira o comentário na íntegra: Leia o resto deste post

