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Câmara gasta R$ 4,3 mil com broches que não serão usados por deputados
Assessoria nega que parlamentares tenham rejeitado novo modelo
Filipe Matoso
A Câmara dos Deputados gastou R$ 4.380 na confecção de novos broches para os parlamentares. Cada identificador custou R$ 2,19 e foram compradas quatro mil unidades, mas, vale lembrar, são 513 deputados federais. O jornal O Estado de S. Paulo publicou em uma reportagem que os botons foram rejeitados por serem maiores, mais coloridos e mais chamativos que os já usados. No entanto, a assessoria de imprensa da Casa nega.
A direção da Câmara informou que foi feita uma reavaliação da necessidade de uso dos novos broches pelos parlamentares. A troca, segundo a assessoria, se tornou desnecessária, já que os deputados estão acostumados com os que já são usados há mais de dez anos. Os botons comprados neste ano pela Casa serão destinados a visitantes e pessoas em atividades educacionais, como o Parlamento Mirim.
Bem, a Câmara contratou uma empresa e pagou cerca de R$ 5 mil para a compra de novos broches que não serão usados. Quer dizer, após uma reavaliação decidiu-se que eles não seriam utilizados pelos parlamentares. Fica aí uma dúvida: o Estadão afirma que deputados rejeitaram o utensílio, o que a assessoria nega. Percebe-se que falta alguma explicação. Afinal, este dinheiro sai do bolso do contribuinte e não pode ser gasto sem o retorno à população.
A empresa que fez os botons, a Ferox Comércio e Serviços de Brindes, foi contratada pela Câmara sem licitação. De acordo com a Lei das Licitações, compras com valores inferiores a R$ 8 mil dispensam o processo dependendo do tipo de contrato firmado entre as partes.
Após pensar muito sobre o assunto, achei que não fosse necessário fazer um post sobre a confecção destes novos broches. No entanto, pensei que o problema está aí. São R$ 5 mil aqui, R$ 3 mil alí e R$ 50 mil acolá que a gente não percebe que são gastos e o dinheiro público “vai-se embora”. O papel do eleitor é fiscalizar o que faz o político que ele elegeu. Por isso devemos ficar sempre atentos a estes gastos, para que a verba que sai do bolso da população seja gasta da melhor forma.
Até a próxima!
Matéria publicada no Estadão causa confusão política ao leitor
Título de matéria veiculada no jornal transmite ideia contrária à história de PT e PSDB
Filipe Matoso
No site do jornal O Estado de S. Paulo (www.estadao.com.br), foi divulgado, na última segunda-feira (8/8), um texto com o seguinte título: “Governo Dilma segue dica de FHC e busca nova Classe C”. Curioso, não? Focaremos apenas no título da matéria, para mantermos o post em um único caminho. A chamada para a nota causa uma confusão tremenda às pessoas que acompanham Política diariamente.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) escreveu um artigo e nele afirmou que “a oposição deve voltar a atenção para a nova classe média”. Ao ler o título, do Estadão, temos uma primeira impressão de que as fichas dos líderes do Governo Dilma caíram, como dizem no popular, e eles resolveram agir. Até aqui, está tudo muito truncado e confuso, não está? É isso que o título causa no leitor.
Historicamente, o PSDB tem como eleitores, filiados e políticos, pessoas das classes A e B, com grau de estudo elevado, poder aquisitivo alto e geralmente são empresários. Além disso, a Direita sempre foi uma visão política com os olhares mais voltados para a Economia. Não à toa, a maior bandeira levantada por Fernando Henrique Cardoso (FHC) e aliados, em campanhas políticas, é a criação do Plano Real. Vale ressaltar que o plano foi criado durante o Governo Itamar Franco, o político se chateava com a atitude tucana e isso não é reconhecido.
Por outro lado, o Partido dos Trabalhadores nasceu após Lula criar movimentos sociais a favor dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo-SP. Os sindicatos, Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais manifestações de categorias unidas surgiram para defender os direitos das classes com menor poder aquisitivo: C, D e E. A Esquerda, campo político adotado pelo PT, tem como objetivo o lado Social do país e a visão de avanço é totalmente oposta à da Direita. 
Aqui no blog não iremos dizer se um é melhor que o outro, até porque não é necessário. Na Democracia, os partidos têm opção de seguirem a ideologia que quiserem e o cidadão o livre arbítrio de decidir em quem votar.
Voltando ao assunto, percebe como é difícil entender as chances de o Governo Dilma ter seguido as orientações de FHC para focar na nova classe média, antes formada por cidadãos que viviam em pobreza extrema? Se o PT sempre foi voltado para as pessoas com menor poder aquisitivo e o PSDB para os cidadãos com maior, como um tucano recomenda esta troca? Parece tudo muito confuso. Confira o comentário na íntegra: Leia o resto deste post

