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PSDB tem de se organizar para disputar a Presidência em 2014

Caciques começam a pisar em ovos para não criar um ambiente de discórdia

Filipe Matoso

Em 2011, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) escreveu um artigo no qual deu um “banho” político nos atuais líderes do PSDB. Em um resumo da ópera, o tucano falou abertamente que se a legenda continuar agindo da mesma forma desorganizada, não irá recuperar o poder, que já deteve em outrora. Desta vez, FHC aparece para dizer o que parece claro, mas que alguns não querem entender.

Em entrevista a um blog da revista britânia The Economist, o ex-presidente afirmou que o senador mineiro Aécio Neves é o candidato “óbvio” do partido na corrida presidencial de 2014.  No entanto, o incansável José Serra pretende disputar pela terceira vez o cargo de presidente da República. Vale lembrar que em duas ocasiões, 2002 e 2010, ele perdeu para Lula e Dilma, respectivamente.

De acordo com o caderno Poder, do jornal Folha de S. Paulo, a resposta de Serra a FHC não foi tão polêmica, como algumas pessoas esperavam. “O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) afirmou que discorda de algumas opiniões do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas se limitou a dizer que não vai polemizar com um amigo“, publica a Folha.

FHC/ foto retirada do site Exame.com

Em nota divulgada pela imprensa, o senador Aécio Neves respondeu as declarações de FHC. “O partido saberá definir o melhor nome, entre os vários de que dispõe, no momento certo”, afirmou. “Temos que trabalhar agora pelo fortalecimento partidário. (…) O PSDB estará em condições de apresentar um projeto ao país que faça o contraponto ao modelo de governança representado hoje pelo PT”.

À Folha, o presidente nacional do PSDB afirmou que “muitos integrantes do partido defendem mesmo que Aécio se lance candidato [em 2014]. Mas isso só será discutido depois das eleições municipais [que acontecem em outubro deste ano]“. E, vale lembrar, que no dia 19 deste mês a Agência Estado publicou uma reportagem na qual afirma que Serra não irá disputar a Prefeitura de São Paulo.

“Depois de meses de pressão para que entrasse na disputa em São Paulo, o ex-governador José Serra (PSDB) reuniu o grupo de aliados mais próximos e informou oficialmente que não será candidato na eleição municipal deste ano”, publicou o blog do jornalista Luis Nassif.

Bem, como já disse em outros textos aqui no blog, Serra deveria se candidatar à Prefeitura de São Paulo, pois tem chances maiores de ser eleito. Afinal, uma pesquisa feita pelo Instituto Datafolha apontou que o tucano liderava as pesquisas de intenção de voto, com 20%, enquanto outros adversários não chegavam a 5%.

Mas não tem jeito. Ao que tudo indica, ele quer disputar a Presidência em 2014.

Se precisou FHC dizer que Aécio é o candidato natural do partido daqui a dois anos, imagina-se que há movimentações na legenda para que um outro nome vá para a disputa. Enquanto o PSDB não se unir, a situação ficará cada vez melhor para o PT e outros adversários.

Os tucanos evitam dar declarações polêmicas agora, pois podem gerar um ambiente de conflito, o que fortaleceria outras legendas. Se o PSDB não se articular internamente para as eleições, sejam em outubro deste ano ou em 2014, o partido mais uma vez sairá enfraquecido com o resultado das urnas.

Curiosidades…

Para não passar despercebido, vou tocar em um ponto interessante. Em entrevista à TV Globo, FHC disse que quando deixou a Presidência, em janeiro de 2003, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) o levou “para casa”. Bem, ele desembarcou em São Paulo e foi para a França. Quer dizer que o então presidente da República se considerava “em casa” ao estar no Velho Continente?

Até a próxima! 

Matéria publicada no Estadão causa confusão política ao leitor

Título de matéria veiculada no jornal transmite ideia contrária à história de PT e PSDB

Filipe Matoso

No site do jornal O Estado de S. Paulo (www.estadao.com.br), foi divulgado, na última segunda-feira (8/8), um texto com o seguinte título: “Governo Dilma segue dica de FHC e busca nova Classe C”. Curioso, não? Focaremos apenas no título da matéria, para mantermos o post em um único caminho. A chamada para a nota causa uma confusão tremenda às pessoas que acompanham Política diariamente.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) escreveu um artigo e nele afirmou que “a oposição deve voltar a atenção para a nova classe média”. Ao ler o título, do Estadão, temos uma primeira impressão de que as fichas dos líderes do Governo Dilma caíram, como dizem no popular, e eles resolveram agir. Até aqui, está tudo muito truncado e confuso, não está? É isso que o título causa no leitor.

FHC/ Foto: Portal IG

Historicamente, o PSDB tem como eleitores, filiados e políticos, pessoas das classes A e B, com grau de estudo elevado, poder aquisitivo alto e geralmente são empresários. Além disso, a Direita sempre foi uma visão política com os olhares mais voltados para a Economia. Não à toa, a maior bandeira levantada por Fernando Henrique Cardoso (FHC) e aliados, em campanhas políticas, é a criação do Plano Real. Vale ressaltar que o plano foi criado durante o Governo Itamar Franco, o político se chateava com a atitude tucana e isso não é reconhecido.

Por outro lado, o Partido dos Trabalhadores nasceu após Lula criar movimentos sociais a favor dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo-SP. Os sindicatos, Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais manifestações de categorias unidas surgiram para defender os direitos das classes com menor poder aquisitivo: C, D e E. A Esquerda, campo político adotado pelo PT, tem como objetivo o lado Social do país e a visão de avanço é totalmente oposta à da Direita. Dilma Rousseff/ Divulgação PR

Aqui no blog não iremos dizer se um é melhor que o outro, até porque não é necessário. Na Democracia, os partidos têm opção de seguirem a ideologia que quiserem e o cidadão o livre arbítrio de decidir em quem votar.

Voltando ao assunto, percebe como é difícil entender as chances de o Governo Dilma ter seguido as orientações de FHC para focar na nova classe média, antes formada por cidadãos que viviam em pobreza extrema? Se o PT sempre foi voltado para as pessoas com menor poder aquisitivo e o PSDB para os cidadãos com maior, como um tucano recomenda esta troca? Parece tudo muito confuso. Confira o comentário na íntegra: Leia o resto deste post

Pior que está, pode ficar

Por Filipe Matoso

Com aprovação da Lei da Ficha Limpa para as eleições de 2012, políticos condenados pela ficha criminal devem assumir cargos na Câmara e no Senado

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a Lei do Ficha Limpa somente irá valer a partir das eleições de 2012. No ano que vem, municípios definem prefeitos e vereadores para assumirem os cargos até 2016. Com a decisão do Supremo, todos os políticos barrados pela própria ficha criminal nas eleições passadas (2010) devem assumir cargos de senadores e deputados.

No Pará, a senadora Marinor Brito (PSOL) deve entregar o cargo para o barrado Jader Barbalho (PMDB). No Amapá, Gilvam Borges (PMDB) perde o posto e João Capiberibe (PSB) passa a representar o Estado no Senado. Além destes exemplos, há vários outros espalhados por todo o país.

ministro Fux vota pelo Ficha Limpa a partir de 2012

Você se lembra da campanha do deputado Francisco Everardo (PR-SP)? Ele é o humorista da propaganda com a frase “pior que está não fica”. Caro Tiririca, você se enganou! Com a validade do Ficha Limpa apenas para as próximas eleições, a situação no Congresso vai piorar. Haviam sido excluídos os parlamentares com ficha criminal suja, apelidados de Fichas-suja. Após a votação do STF, muitos deles irão voltar.

É importante deixar claro que os exemplos citados são apenas para ilustrar o post, pois é necessário focar na votação e não levar a conversa para o caminho de ideologias e guerras partidárias.

Leia a íntegra do post Leia o resto deste post

Veja e Carta Capital publicam de forma semelhante

Por Filipe Matoso

Pela primeira vez, desde quando acompanho as duas revistas, Veja e Carta Capital publicaram edições semelhantes. A Edição Especial da Carta traz a foto de Dilma acenando e a Edição Extra da Veja traz Dilma com a faixa presidencial.

Comecei a ler as duas revistas há algum tempo e sempre as vi como opostas. Uma, assumidamente, é de Esquerda e a outra de Direita. Nestas eleições, vimos inúmeras vezes a Veja colocar uma matéria e, na outra semana, a Carta tratar de respondê-la.

No entanto, apesar do que se esperava da Veja, a revista trouxe uma bela foto de Dilma sorridente, com a faixa presidencial, além de frases de elogios. Confesso que não imaginava tal edição como foi publicada. Alguns jornais fizeram o contrário e trouxeram fotos debochadas, diferentemente da Veja.

A revista da Editora Abril surpreendeu e em um dos textos há a frase: “a vitória é do Lula, de todos os  brasileiros e, principalmente, do Brasil”. Esta colocação me fez perceber a importância da imparcialidade no Jornalismo. Apesar de todas as matérias publicadas nas Eleições, Veja se mostrou isenta e reconheceu a vitória da petista. Leia o resto deste post

PSDB alfineta Aécio Neves

Por Filipe Matoso

Há rumores em Minas Gerais de que o senador eleito deixará o PSDB ano que vem. Especula-se também a saída de Fernando Pimentel, do PT, em 2011. Há a ideia de que os dois fundarão, juntos, um novo partido.

 O que se fala e se escuta são apenas rumores, pois ninguém tem como provar nada. O certo é que a relação entre Aécio e Serra, que já era desgastada, diminuiu ainda mais.

 No dia 31 de outubro, data da vitória de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais, José Serra fez seu discurso logo após a petista acabar. Na fala, o tucano disse o seguinte: “Gostaria de agradecer ao Alckmin por sua dedicação em minha campanha”.

 

Completou ao dizer que “mesmo em campanha para governador, Alckmin não se desvencilhou de si mesmo e se empenhou na campanha presidencial”. Serra ainda disse que “o companheirismo visto entre os dois deveria ser repetido por outros nomes fortes do PSDB, e que alguns deveriam parar de preocupar apenas consigo”.

 O entendimento geral foi o de que as frases ditas pelo candidato derrotado foram direcionadas a Aécio Neves. Ao que se sabe, o mineiro não participou de carretas pró-Serra, nem fez comícios e apenas cumpriu o dever partidário. Leia o resto deste post

Eu sou um homem de uma palavra só

Por Filipe Matoso

A frase dita na música Deslizando, da banda baiana Harmonia do Samba, foi repetida inúmeras vezes pelo tucano José Serra. O candidato fala em sua propaganda eleitoral ser uma pessoa de palavra única, que jamais muda de opinião.

Moradores de Minas Gerais receberam nas últimas semanas ligações de uma “mulher” com uma bela e doce voz. Quem atende ao telefone ouve a seguinte gravação: “Você vai votar em Dilma? Saiba que ela tinha uma opinião sobre o aborto e depois mudou. Não dá para acreditar em um candidato assim.”

José Serra

Estudante de 18 anos, Lucas Caetano Rodrigues votará pela primeira vez. Ele recebeu as ligações e diz: “não gosto dessa campanha agressiva. Prefiro comparar as propostas apresentadas pelos partidos a receber ligações que falem mal de um ou de outro”.

Não se sabe quem financia as ligações, no entanto, dá para imaginar. O adversário de Dilma é o Serra e isso todo mundo sabe. Então, podemos supor que, no mínimo, a ligação é bancada por sua coligação.

Agora vamos pensar um pouco. É muito fácil se autointitular “do bem” e acusar um adversário de “despreparado e várias caras”. No entanto, é bom lembrar ao candidato do PSDB sobre sua promessa feita em 2004? Sim.  Leia o resto deste post

Área Social vai muito bem, obrigado!

Por Filipe Matoso

Em sua propaganda exibida hoje, 28/10, o candidato do PSDB, José Serra, propôs aos eleitores que fizessem comparações entre os modelos de Governo. Bem, atendendo ao pedido do tucano, faremos algumas no lado Social do país, entre 1994 e 2010.

Faltam apenas dois meses para o encerramento do Governo Lula e os números atingidos pela atual gestão são muito bons. Não dá para achar que já está tudo perfeito, pois o Brasil tem 510 anos de história e passou a maior parte desse tempo com a Política estagnada.

Lula Leia o resto deste post

Campanha de Weslian Roriz segue baixando o nível

Por Filipe Matoso

Primeiro foi o vídeo do padre José Augusto, depois a propaganda de um jovem petista e agora o testemunho de Michael Vieira. A campanha da candidata do PSC ao governo do Distrito Federal demonstra desespero na reta final.

As propagandas de Weslian Roriz têm confirmado o que se esperava dela: nada! A campanha da candidata do PSC trouxe um vídeo do padre José Augusto, exibido anteriormente na TV Canção Nova (veja o vídeo no post Questões religiosas dão o tom a campanhas políticas). Nas imagens, o padre diz: “pode me matar, pode me prender e pode fazer o que quiser comigo”. Ou seja, o nível começa a cair.

Posteriormente é exibido na campanha o vídeo de um suposto jovem petista. Nas imagens, ele se diz indignado com o partido, desacreditado com o PT e eleitor de Weslian Roriz. Após as exibições, foi descoberta a farsa. Portanto, o nível desce mais um pouco.

Nesta última semana, Weslian Roriz trouxe em sua propaganda o vídeo de Michael Vieira. No depoimento, Michael diz que sacou R$ 150 mil para entregar a Agnelo Queiroz (PT). O personagem chora durante a “confissão” e explica que o dinheiro era para desviar recursos do programa Segundo Tempo, do Ministério dos Esportes, à época em que Agnelo comandava o ministério. Leia o resto deste post

Weslian Roriz falta ao debate da Band…

Candidata do PSC ao governo do Distrito Federal falta ao debate da Band e deixa Agnelo Queiroz (PT) expor suas ideias sozinho. Segundo Weslian, o tempo para se preparar foi pouco. De acordo com a mulher de Roriz, o debate seria “uma sistemática campanha difamatória contra Joaquim Roriz”, segundo o site da Band (www.eband.com.br).

D. Weslian

Foto: Felippe Bryan Sampaio, iG Brasília

 

Alguém já viu as propostas de Weslian Roriz? Eu mesmo ainda não vi. Afinal, em debate ela não vai e em propaganda ela coloca vídeo de padre. É surpreendente ver os mais 30% de votos obtidos por ela no primeiro turno. Pior ainda é ouvir na sala da faculdade uma colega dizer: “A Weslian é a melhor. Por trás dela está o Roriz, não tem como haver governo melhor que este para o DF”.

 Será que ela faltou ao debate de ontem para não declarar novamente que “defenderá toda aquela corrupção”, como disse na TV Globo? Ou ela faltou pois ainda não arrumou propostas para a melhoria da segurança pública?

 Para quem não se lembra, Weslian foi questionada da seguinte maneira por Agnelo Queiroz, no debate da TV Globo (28/09): “A senhora tem quais propostas para a segurança pública?”. Sua resposta foi a seguinte: “Olha, eu sou católica e contra o aborto. E o senhor?”.

 Talvez este seja também um motivo de ela ter faltado ontem. Sinceramente, alegar falta de tempo para se preparar é de fazer rir. Ela poderia ter dois anos de campanha e ainda sim não estaria preparada para debater idéias e propostas.

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Questões religiosas dão o tom a campanhas políticas

Assuntos como Aborto e Casamento Homossexual estão no foco das discussões políticas. Campanhas tratam dos temas como se fossem relevantes, quando, na verdade, não são.

Há algumas semanas, Aborto e Casamento Homossexual viraram destaque tanto na imprensa quanto nas campanhas. Vê-se nas propagandas eleitorais para presidente e governador estas questões o tempo inteiro.

A candidata do PSC ao governo do Distrito Federal, Weslian Roriz, mostra em sua propaganda o vídeo do padre José Augusto. As imagens podem ser vistas na TV católica Canção Nova. No VT, aparece a seguinte frase: “Se o PT ganhar, pode me matar, pode me prender e pode fazer o que quiser comigo”.

Padre José Augusto

Sinceramente, qual a necessidade de um padre falar dessa forma em uma missa? Será que é verdade que poderemos matá-lo ou prendê-lo caso o Agnelo (PT) vença? É claro que não!

Não vejo necessidade alguma tanto em o padre dizer o que disse, quanto na campanha da Weslian Roriz aparecer um vídeo deste nível. Leia o resto deste post

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