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Aliados se movimentam para que Serra dispute eleições em outubro

Articulação entre os políticos paulistanos foi divulgada neste sábado

Filipe Matoso

O caderno Poder, veiculado no jornal Folha de S. Paulo, traz uma matéria na qual informa que políticos tucanos aliados a José Serra na capital paulista têm o pressionado para disputar as eleições municipais em outubro. Entre eles, estaria o também peessedebista Alberto Goldman. Além do suposto nome de Serra entre os pré-candidatos, aparecem os secretários estaduais Andrea Matarazzo (Cultura), Bruno Covas (Meio Ambiente) e José Aníbal (Energia) e o deputado federal Ricardo Trípoli.

Vale lembrar que Serra foi eleito como prefeito de São Paulo em 2004. Na época, ele prometeu – e registrou em cartório – que não deixaria o comando da prefeitura para se candidatar ao governo do Estado, o que não ocorreu. Em 2006, o tucano foi eleito governador. Porém, pode ser que isso não incomode os paulistanos. Afinal, uma pesquisa feita pelo instituto Datafolha em dezembro do ano passado apontou que Serra lidera as intenções de voto, com 20%. De acordo com a Folha, “entre os pré-candidatos que se dizem na disputa, o mais bem posicionado é Bruno Covas, com 6%. José Aníbal tem 3%, enquanto Trípoli e Matarazzo têm 2% cada um”. Assim, o caminho parece estar aberto para José Serra.

No entanto, uma outra pesquisa, feita pelo mesmo instituto também em dezembro do ano passado, mostrou que o índice de rejeição a Serra na capital paulista chega a 35%.  Além disso, apontou que 48% dos eleitores votariam no indicado de Lula, que hoje oficialmente é Fernando Haddad. Quando soube do resultado, o presidente do PT, Rui Falcão, comemorou. “A pesquisa é muito positiva para nós [PT]. Ratifica a grande influência do Lula e Dilma na definição do voto do eleitor. Na capital, isso é novo”, disse o petista à Folha.

Bem, se o índice de rejeição a Serra na capital paulista está em 35%, mas o tucano lidera a pesquisa de intenção de votos, há um dilema. Ele deve se candidatar ou não? Vamos fazer uma avaliação. Como candidato à Presidência em 2014, o PSDB deve pensar em outros nomes. Hoje em dia, o mais cotado é o de Aécio Neves, senador de Minas Gerais. Para o cargo de governador de São Paulo, Geraldo Alckmin deve ser o candidato à reeleição.

Portanto, resta a Serra tentar a prefeitura. Mas se os 48% dos entrevistados que disseram ao Datafolha que votariam no candidato de Lula realmente apoiarem Fernando Haddad, o tucano vai precisar trabalhar para garantir o segundo turno. Além disso, não duvide se o PT utilizar as informações publicadas no livro “A Privataria Tucana”, escrito pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior, para atacar Serra, um dos principais alvos da obra.

Até a próxima!

Jaqueline Roriz entra na Câmara chorando, mas sai sorrindo

Com 265 votos a favor da absolvição e 166 contra, mais 20 abstinências, Jaqueline Roriz não perderá o mandato de deputada federal

Filipe Matoso

Dirigia o carro na manhã desta quarta-feira (31/8) e ouvia a rádio CBN, quando começaram a falar na programação sobre a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF). Com 265 votos a favor, 166 contra e 20 abstinências, a filha de Joaquim Roriz foi absolvida das acusações de envolvimento no escândalo conhecido como Mensalão do DEM no Distrito Federal.

Bem, contra imagens não há argumentos. Segundo o site Terra, Jaqueline recebeu uma quantia de aproximadamente R$ 50 mil de Durval Barbosa, ex-delegado de polícia e delator do esquema de corrupção que envolveu políticos do DF e o ex-governador, ex-DEM, José Roberto Arruda. Por sinal, em 2006, a filha de Roriz era candidata ao cargo de deputada distrital.

Agora Jaqueline Roriz não tem motivos para chorar, apenas para sorrir/ Foto: site Folha do Delegado

Confira as reportagens do Jornal da Globo (TV Globo) e do Jornal das Dez (Globo News), exibidas nesta terça-feira (30/8), e os comentários de Heraldo Pereira e Carlos Monforte.

Por fim, não há muito o que dizer. Na última terça-feira, a quebra de decoro parlamentar não foi praticada por um deputado, mas, sim, pela Câmara. Que tal a sociedade cobrar explicações dos parlamentares? Que tal ainda o  Congresso explicar porque o ato de receber dinheiro ilícito é considerado algo normal?

Na verdade, caros leitores, nada aconteceu, tudo não passa de um mero engano, ou uma confusão. Provavelmente, as imagens e reportagens sobre o caso veiculadas nos principais jornais do país foram forjadas e compradas, talvez, por inescrupulosos políticos. Afinal, estes querem acabar com a imagem da deputada e deturpar o real sentido pelo qual Jaqueline Roriz se tornou parlamentar: o amor pelo povo brasiliense.

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