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Dilma determina e diretor do Dnocs pede exoneração após denúncias

Saída de Elias Fernandes Neto da empresa ligada ao Ministério da Integração Nacional foi confirmada nesta quinta-feira

Filipe Matoso

Não teve jeito. A situação política do diretor do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), Elias Fernandes Neto, se tornou insustentável no governo. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a demissão foi uma exigência da presidenta Dilma Rousseff. A principal suspeita contra Neto é a de que ele teria favorecido o estado de origem, o Rio Grande do Norte, no repasse de recursos federais.

Uma reportagem publicada na última terça-feira (24) pelo jornal O Globo mostrou que um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou irregularidades na administração do departamento. Para se ter ideia, dos 47 projetos que receberam verba, 37 eram no Rio Grande do Norte.

Elias Fernandes Neto/ foto: Blog da Dilma

“Não houve privilégio. O que acontece é que quando os municípios apresentam projetos ao Governo Federal, avalia-se a necessidade do repasse e, então, ele é feito”, disse o agora ex-diretor do Dnocs.

Em entrevista ao G1 Política, Fernandes Neto afirmou que os recursos enviados ao estado de origem não caracterizaram privilégios. “O Dnocs destinou ao Rio Grande do Norte R$ 12 milhões em 2010 e este valor representou apenas 5,05% do que foi repassado a todo o país naquele ano”, completou.

Havia outras acusações contra o ex-diretor. Entre elas, as de que o departamento teria feito licitações dirigidas, efetuado pagamentos indevidos ou superfaturados, além de firmar contratos irregularmente. Assim como em outros casos, Fernandes Neto nega que tenha responsabilidades.

“O Dnocs não executa as obras de convênios com os municípios. O departamento, junto da CGU, apenas fiscaliza como os recursos são aplicados. Se é constatado que foi de forma indevida, um relatório é enviado à Controladoria e ao Tribunal de Contas da União [TCU] para que as causas sejam investigadas. A responsabilidade é das prefeituras”, afirmou.

Para não prolongar, a saída de Fernandes Neto demonstra a forma de lidar da presidenta Dilma quando o assunto é suspeita de irregularidades. A impressão que temos é a de que se um funcionário se envolve em supostos esquemas de corrupção, a saída dele se torna imediata, a não ser que as explicações sejam muito boas.

Assim aconteceu com Ana de Holanda (Cultura) e Fernando Bezerra, da Integração Nacional, chefe do ex-diretor do Dnocs, que chegaram a estampar as capas de jornal, por motivos variados.

E qual é a lição que a gente tira disso tudo? Parece que com Dilma à frente do Executivo qualquer suspeita de corrupção resultará na demissão dos envolvidos. Como disse um tio, “ela governa com pulso firme”. E, pelo visto, a população está aprovando este modelo de gestão.

Até a próxima!

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