Arquivos do Blog

Presidente Dilma anuncia proteção a mensagens oficiais do governo

Filipe Matoso

A presidente Dilma Rousseff anunciou no microblog twitter neste domingo (13) que determinou ao Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) a implantação de um sistema seguro de e-mails em todo o governo federal.

“Esta é 1ª medida p/ ampliar privacidade e inviolabilidade de mensagens oficiais”, publicou a presidente. Ela afirmou que “é preciso + segurança nas mensagens p/ prevenir possível espionagem”.

Dilma disse em entrevista exibida pelo SBT nesta semana que esperava um pedido de desculpas do presidente dos EUA, Barack Obama, mas isso não ocorreu. “A gente não vai admitir esse tipo de atitude (espionagem). É uma questão de soberania, de direitos humanos, de direitos das empresas”.

Até a próxima!

Presidente Dilma reage após novas denúncias de espionagem

Filipe Matoso

Após as denúncias do Fantástico (TV Globo) de que o Ministério de Minas e Energia também teria sido alvo de denúncias, a presidente Dilma Rousseff determinou nesta segunda-feira (7) ao Itamaraty que cobre explicações do Canadá.

“A reportagem aponta para interesses canadenses na área de mineração. O Itamaraty vai exigir explicações do Canadá”, publicou a presidente no microblog Twitter. Os documentos foram vazados por Edward Snowden ao jornalista Glenn Greenwald.

A presidente falou ainda sobre os motivos para a espionagem. “A denuncia de que Ministério Minas e Energia foi alvo de espionagem confirma as razões econômicas e estratégicas por trás de tais atos (…) Embora o Ministério tenha bom sistema proteção d dados, determinei ao min Lobão rigorosa avaliação e reforço da segurança desses sistemas”.

E completou. “É urgente q os EUA e seus aliados encerrem suas ações de espionagem de uma vez por todas. Isso é inadmissível entre países que pretendem ser parceiros. Repudiamos a guerra cibernética”.

Em nota, o Itamaraty informou que o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, se reuniu com o embaixador do Canadá em Brasília para “transmitir a indignação do governo brasileiro” e “requerer explicações”.

“Durante o encontro, o Chanceler brasileiro manifestou ao Embaixador canadense o repúdio do Governo a essa grave e inaceitável violação da soberania nacional e dos direitos de pessoas e de empresas”, informou a nota.

Até a próxima!

Denúncias por violação de direitos humanos crescem 77% no Brasil

Filipe Matoso

O número de denúncias de violações de direitos humanos praticamente dobrou neste ano no Brasil. Dados divulgados nesta segunda-feira (10) pelo governo federal mostram que em 2012 foram registradas 155,3 mil denúncias em todo o país, contra 87,7 mil no ano passado. O aumento foi de 77%.

Para a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, o aumento nos números ocorreu porque a população percebeu que o serviço é “confiável”. “Se a população não percebesse que há resultados e que a rede de acolhimento e de encaminhamento está melhorando, não continuaria denunciando por meio do serviço”, disse.

De janeiro a novembro deste ano, foram cerca de 235 mil atendimentos.

Até a próxima!

PSDB e PPS pedem que Lula seja investigado pela PGR

Filipe Matoso

O PSDB e o PPS protocolaram nesta terça-feira (6) na Procuradoria Geral da República uma representação contra o ex-presidente Lula para que seja investigado um suposto envolvimento dele com o esquema do mensalão.

De acordo com o PPS, o Ministério Público deveria oferecer uma denúncia junto ao Supremo Tribunal Federal. “O PPS alega que a teoria do domínio do fato, ou seja, da ciência do ocorrido, que foi aplicada na condenação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, também poderia ser adotada no caso de Lula, que era o maior beneficiário do esquema”, diz o partido em nota.

A representação do PPS foi feita com base em uma reportagem da revista “Veja”. De acordo com a publicação, Marcos Valério teria declarado ao MP que foi chamado a conseguir dinheiro para resolver um caso de chantagem contra o ex-presidente Lula e o então chefe de gabinete dele, Gilberto Carvalho.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência já falou sobre o assunto e negou as acusações.

Até a próxima!

Senadores do PDT criticam Lupi após carta de apoio a Lula

Filipe Matoso

Cristovam Buarque/ foto: Renato Araújo - ABr

Cristovam Buarque/ foto: Renato Araújo – ABr

Os senadores Cristovam Buarque (DF) e Pedro Taques (MT) disseram ser contra a nota assinada pelo presidente do PDT, Carlos Lupi, em defesa do ex-presidente de Lula, divulgada na última semana. Segundo os parlamentares, foi uma “surpresa” o ato de Lupi e eles reclamaram por não terem sido consultados antes da divulgação do documento.

“Não vemos gesto golpista por trás das falas e matérias. Além de ser um direito inerente às oposiçōes fazerem críticas, em nenhum momento tocaram na Presidenta Dilma. Consideramos mais ameaçadores à democracia as consequências dos imensos gastos publicitários feitos pelos governos”, afirmam os senadores em nota.

Partidos da base aliada ao governo Dilma divulgaram uma nota na quinta-feira (20) contra a oposição, que deve pedir uma investigação do ex-presidente Lula, em função de denúncias publicadas pela revista “Veja.

“Tentaram comprometer a honra e a dignidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Valendo-se de fantasiosa matéria veiculada pela Revista Veja, pretendem transformar em verdade o amontoado de invencionices colecionado a partir de fontes sem identificação”, diz a nota da base.

“As referências a pressões sobre os ministros do STF passam imagem de desrespeito ao poder Judiciário, que nesse momento vem desempenhando um importante trabalho, reconhecido pela opinião pública como decisivo na luta pela ética na política. Mais importante seria mudar o sistema de escolha dos futuros ministros, para que não pesem dúvidas sobre a independência de cada um deles”, rebateram Cristovam Buarque e Pedro Taques no documento.

Investigações

A oposição anunciou na terça (18) que deve pedir uma investigação de Lula após o julgamento do mensalão no STF, em razão de uma reportagem publicada pela revista “Veja”. Na edição, a semanal da Editora Abril afirma ter entrevistado pessoas supostamente ligadas a Marcos Valério e que ele teria dito a elas que Lula era o chefe do esquema de corrupção.

Até a próxima!

Presidente do PSDB rebate nota de apoio a Lula

Filipe Matoso

Ségio Guerra/ foto: George Gianni - PSDB

Ségio Guerra/ foto: George Gianni – PSDB

O presidente do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), respondeu nesta quinta-feira (20) a nota divulgada pelos partidos da base aliada ao governo Dilma em apoio ao ex-presidente Lula.

“Essa nota do governo não tem nada a ver com a nota dos partidos de oposição, mas sim com as pesquisas eleitorais que estão sendo divulgadas. A constatação é de que o PT não disputa mais a liderança das eleições deste ano, mas o segundo lugar. Não ouvi ninguém defender qualquer golpe ou procedimento heterodoxo. Nossa preocupação é outra: a legalidade e as urnas”, disse Guerra.

A oposição anunciou na terça (18) que deve pedir uma investigação de Lula após o julgamento do mensalão no STF, em razão de uma reportagem publicada pela revista “Veja”. Na edição, a semanal da Editora Abril afirma ter entrevistado pessoas supostamente ligadas a Marcos Valério e que ele teria dito a elas que Lula era o chefe do esquema de corrupção.

A base aliada disse na nota que a oposição recorre a práticas “golpistas”. “As forças conservadoras revelam-se dispostas a qualquer aventura. Não hesitam em recorrer a práticas golpistas, à calúnia e à difamação, à denúncia sem prova”.

Como disse no post anterior, essa briga deve ir longe.

Até a próxima!

Senador pretende entrar com ação contra Agnelo Queiroz

Filipe Matoso

Governador do DF, Agnelo Queiroz/ foto: Antonio Cruz - ABr

Governador do DF, Agnelo Queiroz/ foto: Antonio Cruz – ABr

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) pretende discutir com a bancada do PSDB se o partido vai entrar com representação criminal junto ao Ministério Público Federal contra o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). De acordo com o líder do PSDB no Senado, os depósitos feitos em 2008 por Agnelo configuram tentativa de compra de testemunha, já que o policial João Dias ameaçava delatar um suposto esquema de desvio de recursos em convênios do Ministério do Esporte.

“O repasse de dinheiro feito por Agnelo coincide com o período em que o policial João Dias ameaçava denunciar o governador, o que deixa no ar a hipótese de tentativa de compra de testemunha. Portanto, cabe representação com base no Código Penal junto ao Ministério Público Federal. Na próxima semana reuniremos a bancada do PSDB para decidir que providências o partido irá tomar”, afirmou o senador em nota publicada pelo partido.

Reportagem do jornal “Folha de S. Paulo” mostra que Agnelo pagou R$ 7.500 para João Dias Ferreira. As transferências – três depósitos de R$ 2.500, com intervalo de cerca de 30 dias entre cada um – constam dos extratos bancários de Agnelo remetidos pelo BRB (Banco de Brasília) à CPI do Cachoeira esta semana, e aos quais a “Folha” teve acesso.

Conforme publica o “G1″,  uma nota divulgada nesta quinta, assinada por Ugo Braga, porta-voz do governo do Distrito Federal, diz que os depósitos são referentes à compra de um carro usado.

“As operações financeiras com o senhor João Dias Ferreira constantes dos dados bancários do governador Agnelo Queiroz dizem respeito à compra de um veículo usado – Honda Civic, modelo 2006/2007. A transação foi feita em fevereiro de 2008, mediante a entrega de 10 cheques nominais pré-datados, mas acabou desfeita pouco mais de dois meses depois, com a devolução do carro e a restituição dos cheques”, diz o texto, publicado pelo site da Rede Globo.

Segundo a nota, “a operação é absolutamente legal e o governador Agnelo Queiroz tanto não tem motivo para escondê-la que prontamente ofereceu seu sigilo bancário, assim como o telefônico e o fiscal, à CPMI do Congresso no dia de seu depoimento, em 13 de junho passado”.

Até a próxima!

Os governadores e Cachoeira

Filipe Matoso

Em depoimento nesta terça-feira (29) no Conselho de Ética do Senado, Demóstenes Torres (sem partido-GO) divulgou – de caso pensado ou não – uma possível nova informação aos responsáveis pelas investigações que apuram a relação do empresário Carlinhos Cachoeira com grupos políticos e de empresários.

O bicheiro foi preso em fevereiro deste ano pela Polícia Federal sob suspeita de envolvimento com a exploração ilegal de jogos.

Demóstenes admitiu ser amigo pessoal do contraventor, mas negou a todo instante saber que Carlinhos Cachoeira estava envolvido com a exploração de jogos ilegais em Goiás. Ele afirmou ser amigo de uma pessoa que possui relação com “cinco governadores”.

Vale ressaltar, todos eles negaram qualquer envolvimento com atividades ilícitas ligadas a Cachoeira.

Bem, nada foi publicado sobre o assunto até agora. Por enquanto, haviam sido citados os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), além de Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, fotografado com diretores da empresa Delta Construções, que está sob suspeita de cometer diversas irregularidades.

Se Demóstenes disse a verdade, há, pelo menos, mais dois governadores supostamente envolvidos com o bicheiro. Quer dizer, as investigações ainda podem ser ampliadas. A CPI, o Conselho de Ética ou a Justiça podem ouvi-lo para confirmar a  suposta “nova informação”.

Até a próxima!

Demóstenes no Conselho de Ética

Filipe Matoso

Demóstenes Torres no Conselho de Ética do Senado/ foto: Wilson Dias – ABr

O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) prestou depoimento nesta terça-feira (29) no Conselho de Ética da Casa, que abriu processo para avaliar se houve quebra de docoro no envolvimento  do parlamentar com o empresário Carlinhos Cachoeira.

Avaliação

Para o relator, Humberto Costa (PT-PE), o depoimento de Demóstenes foi “enriquecedor” e há “índícios que de que houve a quebra de decoro”. Cristiana Lôbo, comentarista do canal por assinatura “Globo News”, publicou no microblog Twitter: “objetivo de Demóstenes é mostrar relacionamento com o lado legal de Cachoeira e não com o de explorador de jogos. Nas gravações foi diferente”. “O ambiente ficou mais favorável, mais positivo para ele”, completou em reportagem.

Amizade

Durante a sessão, que durou cinco horas, o senador admitiu ser amigo pessoal do contraventor, mas negou a todo instante que soubesse que Carlinhos Cachoeira estava envolvido com a exploração de jogos ilegais em Goiás.

Rádio

Demóstentes disse ainda que o polêmico rádio Nextel, dado a ele por Cachoeira, servia para que dois amigos pudessem conversar. “Quandou sobre da prisão de Cachoeira [em fevereiro deste ano], devolvi o aparelho à mulher dele”, afirmou. Segundo o parlamentar, as contas eram pagas pelo contraventor e chegavam, em média, a R$ 50. “Recebi para a minha comodidade. Falava no Brasil, nos EUA e na Argentina”.

Sentimento

O parlamentar disse em depoimento que o sentimento é de “decepção” com Cachoeira, pois o bicheiro havia dito a ele que “tinha parado com o jogo ilegal”. “Cachoeira se relacionava com diversos governadores e políticos, ninguém sabia da atividade dele. Acredito que todos estão decepcionados com ele”, disse. Demóstenes afirmou se sentir “traído” pelo bicheiro.

Vazamento

Para Demóstenes, o vazamento do conteúdo das ligações telefônicas feitas entre ele e Cachoeira foi “seletivo” e feito para desmoralizá-lo.

Investigações

Durante a sessão, o senador afirmou que as investigações feitas pela Polícia Federal foram ilegais. “Fui investigado clandestinamente!”, disse. Este argumento, que é apresentado pela defesa de Demóstenes desde o início das acusações, já foi rebatido pelo Ministério da Justiça. O chefe da pasta, José Eduardo Cardozo, disse ao “G1″ que as escutas foram legais e a polícia não poderia se omitir “diante de tantas ligações entre Demóstenes e Cachoeira”. “O foro privilegiado não pode servir para acobertar fraudes de parlamentares”, disse Cardozo.

Suspeita de lobby

Demóstenes negou a todo instante que atuasse como lobista de interesses ilegais. O senador afirmou que atuou “em defesa de todas as empresas do estado [Goiás]” que o procuraram. “Eu não tenho nada a ver com o jogo“, disse. Demóstenes afirmou que deve ser julgado pelo que fez e não pelo que falou. “Eu nunca procurei nenhum colega, de qualquer partido, para aprovar o jogo”, se defendeu.

Quebra de decoro

O senador negou ter usado mandato em favor de Carlinhos Cachoeira. “Este é o pior momento da minha vida (…) cheguei a pensar em renunciar ao meu mandato”.

CPI do Cachoeira

A comissão aprovou na tarde desta terça-feira a quebra de sigilo das contas nacionais da empresa Delta Construções.

Até a próxima!

STF derruba sigilo de documentos que apuram ligação entre Demóstenes e Cachoeira

Agência Brasil

Demóstenes Torres/ foto: Agência Brasil

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou nesta quinta-feira (24) o sigilo de grande parte dos documentos do inquérito que apura a ligação do senador Demóstenes Torres (sem partido–GO) com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Segundo a decisão, os únicos documentos que permanecem sob sigilo são os arquivos de escutas telefônicas. A decisão do ministro atende em parte ao requerimento encaminhado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, que queria o fim total do sigilo, e investiga a relação do bicheiro com grupos políticos e de empresários.

Até a próxima!

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.