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Justiça do Rio proíbe propaganda que liga Paes a Cachoeira
Filipe Matoso
O juiz Luiz Fernando Pinto, responsável pela fiscalização da propaganda eleitoral no Rio de Janeiro, proibiu o candidato à Prefeitura Rodrigo Maia (DEM) a veicular uma propaganda na qual supostamente associa o prefeito Eduardo Paes (PMDB), candidato à reeleição, a Carlinhos Cachoeira e ao empresário Fernando Cavendish, ex-presidente da Delta Construções.
Cachoeira foi preso em fevereiro deste ano pela Polícia Federal suspeito de chefiar uma quadrilha de exploração ilegal de jogos.
Segundo informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o magistrado entendeu que “os fatos imputados a [Eduardo] Paes caracterizam-se como propaganda eleitoral negativa, visando exclusivamente a difamação”. Ainda de acordo com o TSE, o juiz afirmou que “a espera de uma decisão final poderá, com a continuidade da veiculação, macular a imagem e a honra do representante, candidato à reeleição como prefeito”.
Até a próxima!
STF derruba sigilo de documentos que apuram ligação entre Demóstenes e Cachoeira
Agência Brasil
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou nesta quinta-feira (24) o sigilo de grande parte dos documentos do inquérito que apura a ligação do senador Demóstenes Torres (sem partido–GO) com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Segundo a decisão, os únicos documentos que permanecem sob sigilo são os arquivos de escutas telefônicas. A decisão do ministro atende em parte ao requerimento encaminhado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, que queria o fim total do sigilo, e investiga a relação do bicheiro com grupos políticos e de empresários.
Até a próxima!
Parlamentares adiam texto da CPMI para investigar Carlinhos Cachoeira
Filipe Matoso
A falta de acordo entre os parlamentares fez com que o texto do requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a relação do empresário Carlinhos Cachoeira com deputados e senadores fosse adiado.
Houve uma reunião durante a quarta-feira (11), mas sem definição. O acordo do texto pode sair nesta quinta (12). Tão logo fique pronto, a comissão deve ser instalada já na próxima semana.
Na noite desta quarta, o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), distribuiu aos demais líderes partidários a proposta de texto final do requerimento de criação da CPMI.
Conforme publica o “G1″, Tatto e o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), “deixaram a reunião com líderes da oposição dizendo que ainda não tinham obtido acordo em torno da redação do texto da CPI”.
Para ser criada a CPMI, são necessárias as assinaturas de 27 senadores e 171 deputados.
Senadores que compõem o Conselho de Ética já se manifestaram favoráveis à criação da CPI.
Vale lembrar que o conselho abriu na terça um processo para investigar a relação de Carlinhos Cachoeira com o senador Demóstenes Torres.
O parlamentar foi notificado da abertura e tem dez dias úteis, a partir desta quinta-feira, para se defender das acusações de que teria utilizado o mandato em favor de Cachoeira.
Até a próxima!
Conselho de Ética do Senado não poderá ter acesso a documentos sobre Demóstenes
Filipe Matoso
O Conselho de Ética do Senado e a Corregedoria da Casa não poderão ter acesso aos documentos do processo encaminhados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o envolvimento do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) com o empresário Carlinhos Cachoeira.
Em ofício enviado ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o presidente do Supremo, Cezar Peluso, esclarece que, por tramitar em segredo de Justiça, somente uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) pode requerer a documentação à Corte.
As informações foram passadas pelo corregedor do Senado, Vital do Rêgo (PMDB-PB). Ele se reuniu, durante a manhã desta segunda-feira (9), com o presidente do Senado, com o líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros (AL), e com o senador Romero Jucá (PMDB-RR).
Durante a reunião, eles discutiram qual nome o partido irá indicar para presidir o Conselho de Ética, que se reunirá na terça-feira (10), para decidir sobre uma possível cassação do senador Demóstenes Torres, acusado de participar de um esquema de exploração de jogos comandado por Cachoeira.
Com informações da Agência Brasil
Defesa de Demóstenes deve entrar com representação no STF
Advogado alega que escutas são ilegais
Filipe Matoso, de São Paulo
O advogado do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), Antônio Carlos Almeida, o Kakay, pretende entrar com uma representação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (9) e alegar que os grampos feitos pela Polícia Federal nos telefonemas do cliente são ilegais.
Nas escutas, foi possível identificar a relação próxima de Demóstenes com o empresário Carlinhos Cachoeira, preso em fevereiro deste ano pela PF na operação Monte Carlo em ação de combate à exploração de jogos ilegais.
Na semana passada, Kakay disse a jornalistas antes de se encontrar com o senador que é “humanamente impossível preparar a defesa de Demóstenes em pouco tempo, pois foram três anos de escutas e seria necessário pelo menos um ano para ouvir tudo e se preparar”.
O advogado contou ainda que ele e o senador não chegaram a conversar sobre uma possível renúncia, mas garantiu que a saída do DEM foi positiva, “pois havia muita pressão por parte do partido”.
A intenção da defesa é fazer com que a Justiça considere as interceptações ilegais e, desta forma, anular as provas contra Demóstenes.
Até a próxima!
Presidência do Conselho de Ética do Senado deve ser definida na próxima semana
Investigações contra Demóstenes só podem começar após definição do novo presidente
Filipe Matoso
O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), informou na noite desta terça-feira (3) que a reunião para a escolha do presidente do Conselho de Ética da Casa será na próxima terça (10). A definição depende de articulações políticas entre líderes do partido.
Desde setembro do ano passado o órgão está, como disse o jornalista Leandro Fortes em Carta Capital, acéfalo.
No último dia 28, o PSOL entrou com representação no conselho para que seja verificada a quebra de decoro parlamentar por parte do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO).
No documento, segundo informou o Senado, o presidente do partido, deputado Ivan Valente (SP), argumenta que “Demóstenes quebrou o decoro parlamentar ao receber vantagens de uma quadrilha que explora o jogo ilegal, como presentes de alto valor, pagamento de táxi aéreo e doação para sua campanha no valor de 30% do faturamento de um esquema montado pelo bicheiro Carlos Cachoeira”.
Após a escolha do presidente, o conselho deverá decidir se acolhe a representação do PSOL contra Demóstenes. Inclusive, um dos principais aliados do senador ex-DEM, Álvaro Dias (PSDB-PR), já pediu ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que acelere o processo para a escolha do presidente.
Se for avaliado que houve quebra de decoro, Demóstenes pode ser levado ao processo de cassação do mandato.
Segundo informa “O Globo”, três senadores se ofereceram para presidir o conselho. Foram eles Pedro Taques (PDT-MT), Ana Amélia Lemos (PP-RS) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).
Até a próxima!
Demóstenes Torres se desfilia do Democratas
Após pressão política, senador decidiu deixar o partido
Filipe Matoso
E não teve jeito. O senador Demóstenes Torres (GO) redigiu na manhã desta terça-feira (3) a carta de desfiliação do Democratas (DEM). Após pressão política do partido, que abriu um processo contra ele, Demóstenes decidiu deixar a sigla.
Esta foi uma forma de antecipar o que aconteceria na próxima semana. Assim, Demóstenes, desgastado politicamente, evita mais um confronto, já que os dirigentes do partido davam como certa a saída.
Senadores ainda cobram que ele se explique na Casa. Por lá, Demóstenes já perdeu os aliados.
Se for aberto um processo de cassação, o problema para ele será maior.
Só mais um ponto. Como bem definiu o jornalista Ricardo Noblat, recordar é viver.
Até a próxima!
DEM abre processo de expulsão contra senador Demóstenes
Líderes do partido se reuniram e Demóstenes deve deixar a legenda em breve
Filipe Matoso
O presidente do Democratas (DEM), senador José Agripino Maia (RN), se reuniu por várias horas na segunda-feira (2) com o líder do partido na Câmara, ACM Neto (BA), e com o presidente da sigla em Goiás, Ronaldo Caiado, para discutir a situação do senador Demóstenes Torres (GO).
A princípio, Demóstenes deveria ter comparecido ao encontro para explicar a relação que tem com o empresário do ramo de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso em fevereiro deste ano pela Polícia Federal.
Demóstenes não foi. Ficou em casa, parte da noite, reunido com o advogado, o Kakay, que chegou a dizer na tarde de segunda-feira que o senador não teria condições de se explicar ao partido no prazo estipulado pelo DEM, que acabou às 18h de segunda.
Mas Demóstenes ganhou um pouco a mais de tempo. O partido deu a ele o prazo de se explicar até esta terça-feira (3) às 12h, informou Cristiana Lôbo.
Com o processo aberto, o senador tem sete dias corridos para se defender, mas pode pedir o desligamento antes disso e, como disse Cristiana, escapar da pressão.
Parece questão de tempo.
De todo jeito, o partido já abriu um processo contra o senador. Ele não tem mais o apoio do DEM.
Até a próxima!
Após acusações, Demóstenes diz em carta que deixa a liderança do DEM no Senado
Após acusações, senador pediu licença do cargo ao presidente do partido, Agripino Maia (RN), que assume o posto
Filipe Matoso
Em meio a acusações de suposto envolvimento com o “jogo do bicho”, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) enviou uma carta nesta terça-feira (27) ao presidente do Democratas (DEM), senador Agripino Maia (RN), na qual se desliga da liderança do partido na Casa.
Segundo Agripino, eleito pela bancada o novo líder da legenda no Senado, se as denúncias contra Demóstenes forem comprovadas, “o DEM irá se mover“.
De acordo com uma reportagem publicada pelo jornal ”O Globo”, gravações telefônicas em poder da Polícia Federal mostram que Demóstenes pediu R$ 3 mil emprestados e vazou informações de reuniões oficiais para Carlinhos Cachoeira. O empresário foi preso pela Operação Monte Carlo, da PF, em fevereiro, em ação contra o jogo ilegal e está em uma prisão federal em Mossoró (RN).
Conforme publicou o jornalista Leandro Fortes em “Carta Capital”, a Polícia Federal tem conhecimento, desde 2006, das ligações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com Demóstenes. 
Segundo a reportagem, três relatórios assinados pelo delegado Deuselino Valadares dos Santos, então chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros (DRCOR), da Superintendência da PF em Goiânia, revelam que Demóstenes tinha direito a 30% da arrecadação geral do esquema de jogo clandestino, calculada em, aproximadamente, R$ 170 milhões nos últimos seis anos.
Na segunda-feira (26), a Corregedoria Parlamentar do Senado pediu à Procuradoria-Geral da República acesso ao conteúdo das gravações feitas pela PF que envolvem Demóstenes e Cachoeira.
De acordo com o “G1 Política”, a PGR vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para investigar as denúncias contra o senador do DEM de Goiás.
Em defesa, Demóstenes Torres disse no microblog Twitter que nada fez para envergonhar o DEM: “A tudo suporto porque nada fiz para envergonhar meu partido, o Senado, Goiás e o Brasil. Essa é a verdade que, ao final, prevalecerá”.
A situação política do senador está se complicando a cada dia.
Até a próxima!
P.S: Estou com problemas de saúde e devo retornar ao Blog apenas na sexta-feira (30). Obrigado pela compreensão.
Tensão na base aliada cria momento oportuno para a oposição
Tucanos e democratas se veem na melhor fase para derrotar o governo no Congresso
Filipe Matoso
A tensão que há entre o governo e os partidos aliados começa a prejudicar de forma concreta a presidenta Dilma Rousseff. Já houve troca nas lideranças, tanto na Câmara quanto no Senado, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) pregou cautela nas conversas, mas não teve jeito. Há insatisfação por causa de interesses não atendidos.
Na quarta-feira (14), os senadores do Partido da República decidiram encerrar as negociações com o governo para indicar o ministro dos Transportes – isso porque eles não concordam com Sérgio Passos – e avisaram que a partir de agora o PR fará oposição na Casa. Dos 81 senadores, o partido conta com sete cadeiras.
Além disso, o vice-presidente do PDT, deputado André Figueiredo (CE), criticou a demora do governo em indicar um nome para o Ministério do Trabalho apoiado pelo partido. Carlos Lupi saiu em dezembro do ano passado sob suspeita de irregularidades e desde então quem responde pela pasta é Paulo Roberto Pinto.
Como informa o “G1 Política”, assim como o PR, o PDT tem se dividido em votações importantes na Câmara, com parte dos deputados votando contra a orientação do governo.
Para completar, o líder do PMDB na câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), afirmou que Dilma deveria dar mais “autonomia” aos ministros peemedebistas para tocar projetos de interesse da população. Ou seja, outra cobrança em tom de reclamação.
Portanto, esta é a hora de PSDB e DEM, principais partidos de oposição, começarem a agir para agrupar um número maior de parlamentares. Por exemplo, na Câmara, os dois, juntos, possuem 80 parlamentares. Enquano isso, só o PT conta com 86.
Quer dizer, a insatisfação na base aliada pode resultar em um fortalecimento da oposição, o que dificultaria, e muito, a vida de Dilma no Congresso.
Para algumas pessoas com quem conversei, a presidenta age bem ao enfrentar os interesses políticos de determinados partidos. Já as legendas aliadas pensam o contrário.
Até a próxima!





