Arquivos do Blog

Planalto sai em defesa de Lula

Filipe Matoso

Lula e Dilma na França/ foto: Ricardo Stuckert - PR

Lula e Dilma na França/ foto: Ricardo Stuckert – PR

O Planalto saiu em defesa do ex-presidente Lula. O secretário-geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho, que foi chefe de gabinete de Lula por oito anos, disse nesta quarta-feira (12) em Brasília que Marcos Valério “nunca pisou” no Palácio do Planalto.

Carvalho atacou Valério e disse ficar surpreso com a “credibilidade” dada ao empresário. Reportagens do jornal “O Estado do S. Paulo” trazem uma série de denúncias feitas por Marcos Valério em depoimento à Procuradoria-Geral da República em setembro deste ano. Entre elas, a de que Lula teria pago contas pessoais com dinheiro do Mensalão e de que negociações teriam sido feitas no Planalto.

“Eu fui chefe de gabinete dele [Lula] por oito anos, eu sei quem entrou e quem não entrou naquele gabinete. Ele nunca pisou no gabinete do presidente Lula”, disse o ministro.

Lula rebateu as acusações e disse na terça (11), na França, que as declarações de Valério são “mentiras”. “Eu não tenho porque responder mentiras. Eu não tenho porque comentar mentiras”, afirmou. A presidente Dilma Rousseff disse, também na terça, que as denúncias de Marcos Valério são lamentáveis e uma tentativa de “desgastar” a imagem de Lula.

Carvalho disse ainda respondeu as denúncias de que contas de Lula teriam sido pagas pelo empresário. “O que esse senhor tem revelado, no que diz respeito ao ex-presidente Lula, é de uma falácia, de uma falsidade impressionante. Me impressiona a credibilidade que se dá a esse cidadão. Lula nunca se avistou com esse senhor. Ele [Marcos Valério], inclusive, errou a geografia do palácio, e os detalhes contam. Não é verdade que ele pagou despesas de Lula, não havia necessidade. Portanto, se houve erros de membros do partido na relação com Marcos Valério, os erros já foram julgados e devidamente penalizados”, disse Gilberto Carvalho.

O ministro disse ainda que o depoimento de Valério à PGR não tem valor jurídico. E não faltaram críticas ao réu considerado pelo STF o “operador” do Mensalão. “Eu não entendo como uma pessoa condenada a longos anos de prisão, envolvida em dois processos, em um deles por ser cérebro [Mensalão], como essa pessoa, de repente, em um gesto de desespero para tentar amainar a pena, é tomada em tamanha credibilidade”.

Mais defesa

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta quarta também em Brasília que a população “confia em Lula” e que as declarações não abalam a confiança do brasileiro no ex-presidente.

“Lula foi o presidente que transformou esse país e a maior parte dos brasileiros confia. Como brasileiro, eu defendo como grande presidente que o Brasil teve e, sinceramente, não acho esse depoimento digno de credibilidade”, afirmou Cardozo.

Até a próxima!

José Dirceu vai assistir à defesa de casa

Filipe Matoso

José Dirceu, principal alvo do julgamento do Mensalão que ocorre no Supremo Tribunal Federal (STF), vai acompanhar a sessão desta segunda (6) na casa onde mora,  em Vinhedo (SP).

A apresentação da defesa do ex-ministro da Casa Civil está marcada para começar às 14h em Brasília. Conforme reportagem publicada pelo jornal “O Estado de S. Paulo”,  o advogado que o defende, José Luis Vieira Lima, vai utilizar a hora que tem para dizer que Dirceu é inocente e que não há provas contra o cliente.

Segundo denúncia apresentada pelo procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, ao STF, o petista foi o chefe do suposto esquema de corrupção, o que a defesa nega.

Até a próxima!

Humberto Costa diz que defesa de Demóstenes tenta atropelar Conselho de Ética do Senado

Filipe Matoso

Humberto Costa (PT-PE), relator do processo disciplinar aberto contra Demóstenes Torres (sem partido-GO) no Conselho de Ética do Senado, disse nesta quinta-feira (14) que o pedido de suspensão do processo feito pela defesa de Demóstenes ao Supremo Tribunal Federal (STF) é uma tentativa de “atropelar” o conselho.

Ao fim do processo, o mandato do ex-senador do DEM pode ser cassado.

“O objetivo desse pedido é atropelar o Conselho de Ética. A consequência disso é que se o Supremo admitir essa liminar, nós vamos correr o risco seríssimo de não haver julgamento do senador no Conselho de Ética, antes do recesso parlamentar”, disse o petista.

Os advogados de Demóstenes querem que o STF suspenda o processo até o julgamento definitivo do mérito do mandado de segurança.

A leitura e a votação do relatório a ser apresentado pelo senador Humberto Costa estão marcadas para a próxima segunda-feira (18).

O senador Demóstenes Torres é suspeito de colocar o mandato a serviço do bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, preso em fevereiro deste ano pela Polícia Federal suspeito de chefiar uma quadrilha de exploração de jogos em Goiás.

* Com informações da “Agência Brasil

Até a próxima!

Balanço do primeiro dia de Cachoeira na CPI

Filipe Matoso

Após este primeiro dia depoimento, ou melhor, de não-depoimento, de Carlinhos Cachoeira à CPI no Congresso Nacional, é possível fazer um balanço de vários pontos observados durante as duas horas em que o bicheiro esteve diante dos parlamentares. De um modo geral, a ida dele não gerou algo além do esperado. O silêncio já era anunciado pela defesa, e o fez sob direito constitucional, e o fato que pode ser considerado “concreto” é a ideia de quebra de sigilo completo da empresa Delta Construções, suspeita de estar envolvida com o grupo do contraventor.

Carlinhos Cachoeira no Congresso acompanhado do advogado, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos/ foto: José Cruz – ABr

Silêncio

Durante todo o tempo, Cachoeira “respondeu” as perguntas feitas pelos integrantes da CPI da mesma maneira. Ora mais delicado, ora mais sério, relembrou a todo instante o direito de permanecer calado durante toda a sessão. Em alguns momentos, sorria diante do descontrole de alguns parlamentares. Em outros, pensava antes de responder. Se a ideia de deputados e senadores era provocá-lo e tirá-lo do sério para que as informações viessem à tona, não deu certo. Pelo contrário. “Eu vou permanecer calado, deputado, por favor”, “eu vou usar o meu direito constitucional de ficar calado”, “falarei tudo depois que der o depoimento na Justiça”.

Ingenuidade

Alguns parlamentares foram, ou pareceram, ser ingênuos. A defesa de Cachoeira já havia anunciado em diversas oportunidades que o contraventor ficaria calado. Deputados e senadores o questionavam e pareciam estar complexados com a “falta de vontade do bicheiro em ajudar este país a melhorar”. Todos ali sabiam que ele não contaria nada, como ele bem lembrou, pelo menos por enquanto. Alguns chegaram a perder a compostura.

Perda de controle

A senadora Kátia Abreu (PSD), o senador Álvaro Dias (PSDB) e alguns outros parlamentares perderam o controle emocional e se mostraram impacientes. Kátia chegou a chamar Cachoeira de “múmia”, “bandido”, “cínico” e “chefe de quadrilha”, como se fosse o papel dela. Outros integrantes da CPI o atacaram com ofensas e em determinados momentos o nível desceu. Eles estavam irritados, mas jamais poderiam perder o controle como o fizeram nesta tarde.

Defesa

Um dos nomes mais citados nas duas horas de CPI, o chefe do grupo de advogados que defende Cachoeira, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, orientava a todo instante o cliente. A cada pergunta, Cachoeira olhava atento para os parlamentares e conversava com Bastos. O advogado foi cumprimentado por quase todos os presentes e sorria. Ele, mais que todo mundo ali presente, entende a lei e sabe como usá-la. Em entrevista à “Globo News”, Thomaz Bastos disse que o cliente, se quiser, pode não falar “nunca”.

Base x Oposição

Ficou evidente, após várias declarações de integrantes da CPI, que as investigações podem vir a ser pautadas pelas disputas partidárias. A todo instante membros da oposição atacavam o governo federal por ter contratos com empresa Delta e os da base chamavam para a discussão o fato de o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), ser suspeito de ter envolvimento com Cachoeira. Se a CPI seguir nessa direção, a guerra vai se dar em torno dos partidos e não das denúncias.

Sequência

Como bem lembrou um dos membros em discurso, a comissão não pode basear os trabalhos apenas nos depoimentos dos envolvidos. É necessário colher provas, documentos e informações para que a ida dos suspeita seja complementar e não principal. Sem dúvida, outros convocados agirão da mesma forma e a CPI não pode comprometer as investigações em razão disso.

Volta de Cachoeira

O bicheiro disse durante os questionamentos que pode “voltar e ajudar” os trabalhos da CPI após ser ouvido pela Justiça de Goiás, em audiência que acontece nos dias 31 de maio e 1º de junho. Isso não é novidade. Ele já havia sinalizado que faria assim. Alguns integrantes disseram não acreditar que em um possível retorno ao Congresso o contraventor vá falar o que sabe. “Eu ajudaria muito, deputado, mas somente depois da minha audiência. Por enquanto, ficarei calado, como manda a Constituição”, declarou Cachoeira.

Opiniões

Deputado Miro Teixeira (PDT-RJ): “queremos chegar a políticos e parlamentares envolvidos com Cachoeira, não o destino dele”.

Relator Odair da Cunha (PT-MG): “cada acusado terá uma estratégia de defesa, isso é normal”.

Mulher de Cachoeira: “acho que ele está tranquilo. Ele está ótimo”.

Deputado Fernando Francischini (PSDB-PR): “o depoente não pode achar que aqui tem um monte de palhaço”.

Carlinhos Cachoeira: “estou respondendo a um inquérito na Justiça e antes disso não posso falar. Quem forçou minha vinda foram os senhores”.

Senador Álvaro Dias (PSDB-PR): “não há justificativa para a manutenção desse espetáculo grotesco que estamos assistindo agora”.

Até a próxima!

Termina nesta quarta o prazo para a defesa de Demóstenes ser apresentada

Agência Brasil

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, disse que entregará a defesa prévia do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) por volta das 18 horas.

Termina nesta quarta-feira (25) o prazo para que o parlamentar apresente os argumentos sobre as denúncias que o envolvem com Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso por suspeita de explorar jogos ilícitos.

Após receber o documento, o relator da investigação do caso no Conselho de Ética do Senado, Humberto Costa (PT-PE), terá cinco dias para apresentar o parecer.

“Vou ler com calma [o documento] e dar meu parecer na reunião que, a princípio, está marcada para a próxima quinta-feira (3)”, disse o parlamentar.

O conselho tem reunião agendada para quinta-feira (26). Na terça-feira (24), foi feita uma sugestão ao relator para que já fizesse a leitura da defesa de Demóstenes na reunião desta quinta e deixasse para a próxima semana somente a apresentação do parecer e a votação.

Caso o Conselho de Ética acate a abertura de processo de cassação de Demóstenes Torres por quebra de decoro, o senador goiano poderá fazer a defesa em plenário para discutir com os parlamentares as denúncias, bem como os argumentos apresentados na defesa escrita.

Até a próxima!

Cristiana Lôbo: Mário Negromonte deixa a pasta das Cidades nesta quinta

Após várias denúncias contra o ministério, Negromonte vai pedir à presidenta Dilma para deixar as Cidades

Filipe Matoso

A jornalista Cristiana Lôbo (Globo News) afirmou no microblog Twitter nesta quarta-feira (1º) que a saída de Mário Negromonte do Ministério das Cidades está marcada para esta quinta (2). Ela publicou ainda que o Partido Progressista (PP), ao qual o ministro é filiado, está certo de que irá manter a vaga no comando da pasta.

Negromonte deve entregar o cargo a qualquer momento. Se for concretizada a saída, esta será a 7ª vez no Governo Dilma em que um ministro sai por suspeita de envolvimento em esquemas de corrupção.

O nome mais cotado para substituir o atual ministro das Cidades é o do líder do PP na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro.

Dilma Rousseff/ foto: Evaristo SA - AFP Photo

Nesta quarta, o deputado federal Vilson Covatti (PP-RS) disse que Negromonte já redigiu a carta de demissão que entregará a Dilma. Ao G1 Política, o parlamentar afirmou que o ministro está desgostoso com o que chamou de “fogo amigo” dentro do partido, o PP.  “Ele continuou tendo o fogo amigo, e acho que se desgostou com isso porque continuam as críticas. Ele continua sangrando sem necessidade”, disse Covatti.

Na terça-feira (31), Mário Negromonte desistiu de participar de uma reunião marcada com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. O ministro, alvo de denúncias de irregularidades na adminstração das Cidades, enviou representantes.

Leia o post na íntegra e entenda quais são as denúncias contra o ministério, quais pessoas ligadas  a Negromonte deixaram a pasta e a defesa apresentada por ele ao Senado em 2011. Leia o resto deste post

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.