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O assunto batido de Antônio Palocci

No último texto do Blog do Filipe, “O exemplo de Carta Capital para o Jornalismo Político”, o enriquecimento do ministro-chefe da Casa Civil foi tratado como “batido”. Para explicar, o blog geralmente traz comentários sobre assuntos pouco discutidos ou que começam a ser falados, na imprensa ou nas rodas de conversa. É claro que o assunto Palocci é atual e não é pauta fria, como dizemos no Jornalismo, mas mais um comentário seria apenas mais um.

Antônio Palocci deve ficar ainda bastante tempo na pauta da imprensa

A não ser que o Blog do Filipe traga uma matéria como a de Cynara Menezes (Carta Capital) com novas fontes, novas pesquisas, várias informações inéditas, etc, resta apenas o comentário e, neste momento, seria apenas mais um. Vi inúmeros comentaristas falarem sobre o assunto e as opiniões se divergem, por isso resolvi não falar sobre o caso e apenas me concentrar na edição 647 de Carta, publicada esta semana.

Obrigado pela compreensão,

Filipe Matoso.

Veja e Carta Capital publicam de forma semelhante

Por Filipe Matoso

Pela primeira vez, desde quando acompanho as duas revistas, Veja e Carta Capital publicaram edições semelhantes. A Edição Especial da Carta traz a foto de Dilma acenando e a Edição Extra da Veja traz Dilma com a faixa presidencial.

Comecei a ler as duas revistas há algum tempo e sempre as vi como opostas. Uma, assumidamente, é de Esquerda e a outra de Direita. Nestas eleições, vimos inúmeras vezes a Veja colocar uma matéria e, na outra semana, a Carta tratar de respondê-la.

No entanto, apesar do que se esperava da Veja, a revista trouxe uma bela foto de Dilma sorridente, com a faixa presidencial, além de frases de elogios. Confesso que não imaginava tal edição como foi publicada. Alguns jornais fizeram o contrário e trouxeram fotos debochadas, diferentemente da Veja.

A revista da Editora Abril surpreendeu e em um dos textos há a frase: “a vitória é do Lula, de todos os  brasileiros e, principalmente, do Brasil”. Esta colocação me fez perceber a importância da imparcialidade no Jornalismo. Apesar de todas as matérias publicadas nas Eleições, Veja se mostrou isenta e reconheceu a vitória da petista. Leia o resto deste post

Eu sou um homem de uma palavra só

Por Filipe Matoso

A frase dita na música Deslizando, da banda baiana Harmonia do Samba, foi repetida inúmeras vezes pelo tucano José Serra. O candidato fala em sua propaganda eleitoral ser uma pessoa de palavra única, que jamais muda de opinião.

Moradores de Minas Gerais receberam nas últimas semanas ligações de uma “mulher” com uma bela e doce voz. Quem atende ao telefone ouve a seguinte gravação: “Você vai votar em Dilma? Saiba que ela tinha uma opinião sobre o aborto e depois mudou. Não dá para acreditar em um candidato assim.”

José Serra

Estudante de 18 anos, Lucas Caetano Rodrigues votará pela primeira vez. Ele recebeu as ligações e diz: “não gosto dessa campanha agressiva. Prefiro comparar as propostas apresentadas pelos partidos a receber ligações que falem mal de um ou de outro”.

Não se sabe quem financia as ligações, no entanto, dá para imaginar. O adversário de Dilma é o Serra e isso todo mundo sabe. Então, podemos supor que, no mínimo, a ligação é bancada por sua coligação.

Agora vamos pensar um pouco. É muito fácil se autointitular “do bem” e acusar um adversário de “despreparado e várias caras”. No entanto, é bom lembrar ao candidato do PSDB sobre sua promessa feita em 2004? Sim.  Leia o resto deste post

Escândalos são crias da imprensa

Por Filipe Matoso

A corrupção acontece, os desvios de verba pública são constantes em nosso país e há bandidos na Política espalhados pelo Brasil inteiro. No entanto, são fatos. Os escândalos em si são criados pela mídia.  A imprensa escolhe o que será escândalo e o que não passará de um pequeno desvio de conduta.

A imprensa tem tanto poder sobre a população que além de formar opiniões, decide quais situações de corrupção se tornam escândalos ou não. Principalmente em período eleitoral, vê-se mais ainda estas decisões serem tomadas.

Não adianta achar que ficamos indignados com tudo quanto é corrupção. É bobagem também acreditarmos que há corrupção só em um governo, ou em outro. Na verdade, e por trás de tudo isso, há o interesse da mídia nos fatos. Leia o resto deste post

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