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Convocações de Pagot e Bordoni podem sair na próxima semana

Filipe Matoso

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada no Congresso Nacional para investigar a relação do contraventor Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários deve votar na próxima quinta-feira (14) as convocações do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (Dnit), Luiz Antônio Pagot, e do jornalista Luiz Carlos Bordoni.

Carlinhos Cachoeira foi preso em fevereiro deste ano pela Polícia Federal sob suspeita de chefiar uma quadrilha de exploração de jogos ilegais.

Pagot, ex-diretor do Dnit/ foto: Valter Campanato – Agência Brasil

Pagot deixou o Dnit em julho de 2011 em meio a denúncias de diversas irregularidades que teriam sido cometidas pelo departamento enquanto ele estava à frente do órgão. No entanto, há acusações de que as notícias foram “plantadas” na imprensa pelo grupo de Cachoeira, por Pagot não atender a interesses da empresa Delta Construções, que também está sob a mira da Justiça e da CPI.

Conforme reportagem do “G1″, o ex-diretor do Dnit foi afastado da cúpula do Ministério dos Transportes após a revista “Veja” relatar que representantes do PR, funcionários da pasta e de órgãos vinculados teriam montado um esquema de superfaturamento e recebimento de propina por meio de empreiteiras.

Há indícios de que Carlinhos Cachoeira é proprietário oculto da Delta.

Já Luiz Bordoni, que participou da campanha de rádio de Marconi Perillo (PSDB) em 2010, afirma ter recebido R$ 170 mil do comitê. Parte do pagamento, diz o jornalista, foi feita pela empresa Alberto & Pantoja Construções. Ele afirma ter recebido R$ 40 mil das mãos do governador e R$ 45 mil da companhia, que é apontada pela Polícia Federal como “empresa de fachada”. O restante, afirma, foi pago por outros meios.

Perillo entrou na Justiça contra Bordoni por danos morais e nega as acusações do jornalista.

Agenda

A CPI ouve na próxima semana os governadores de Goiás, Marconi Perillo, e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). O tucano vai prestar depoimento na terça-feira (12) às 10h15 e o petista na quarta (13) também às 10h15.

O advogado de Agnelo, Luis Carlos Alcoforado, disse ao “G1″ que a principal estratégia do governador é mostrar aos membros da comissão que a Delta “não recebeu tratamento especial” no Distrito Federal. Perillo desde o começo tem forçado a ida à CPI para “esclarecer as acusações“.

Conforme publica o “Estadão”, o tucano foi citado 237 vezes nas gravações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal, durante as operações Vegas e Monte Carlo. O GDF rompeu nesta semana o contrato que tinha com a Delta para a coleta de lixo, mas a empresa possuia vigente um acordo estimado em R$ 470 milhões.

Até a próxima!

Assessor de Agnelo Queiroz deixa governo após denúncias de suposto envolvimento com Cachoeira

Filipe Matoso

O chefe de gabinete do governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT), Cláudio Monteiro, pediu afastamento do cargo após a imprensa mostrar que gravações da Polícia Federal indicaram uma suposta relação entre ele e o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Em nota enviada pelo GDF ao Blog no fim da noite desta terça-feira, o governo afirma que ele ficará afastado até a inocência ser comprovada.

Confira na íntegra:

NOTA À IMPRENSA

Brasília, 10 de abril de 2012 – O chefe de gabinete da Governadoria, Cláudio Monteiro, pediu ao governador Agnelo Queiroz afastamento do cargo até que reste comprovada sua inocência frente às acusações de que teria ligações com o grupo chefiado pelo senhor Carlos Augusto de Almeida Ramos.

De imediato, Cláudio Monteiro irá:

a)     Abrir mão dos sigilos bancário, fiscal e telefônico, em petição junto à Procuradoria-Geral da República;

b)     Mover processo penal e cível contra os senhores Cláudio Abreu, ex-diretor regional da Delta Construções, e Idalberto Matias, ex-funcionário da Delta Construções, bem como interpelá-los judicialmente para que confirmem em juízo aquilo que disseram em conversa telefônica gravada pela Polícia Federal;

c)      Requerer à Polícia Federal informações sobre as providências adotadas diante de um suposto crime continuado de corrupção ativa e passiva, conforme se pode deduzir de escutas telefônicas feitas há mais de um ano, e quais ações foram feitas para interrompê-lo ou mesmo para prender os criminosos em flagrante delito.

Reiterando sua absoluta confiança no auxiliar, o governador Agnelo Queiroz concordou com o pedido de afastamento de Cláudio Monteiro com o compromisso de ele reassumir suas funções tão logo comprove sua inocência.

Até a próxima!

Conselho de Ética do Senado não poderá ter acesso a documentos sobre Demóstenes

Filipe Matoso

O Conselho de Ética do Senado e a Corregedoria da Casa não poderão ter acesso aos documentos do processo encaminhados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o envolvimento do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) com o empresário Carlinhos Cachoeira.

Em ofício enviado ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o presidente do Supremo, Cezar Peluso, esclarece que, por tramitar em segredo de Justiça, somente uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) pode requerer a documentação à Corte.

As informações foram passadas pelo corregedor do Senado, Vital do Rêgo (PMDB-PB). Ele se reuniu, durante a manhã desta segunda-feira (9), com o presidente do Senado, com o líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros (AL), e com o senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Durante a reunião, eles discutiram qual nome o partido irá indicar para presidir o Conselho de Ética, que se reunirá na terça-feira (10), para decidir sobre uma possível cassação do senador Demóstenes Torres, acusado de participar de um esquema de exploração de jogos comandado por Cachoeira.

Com informações da Agência Brasil

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