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Perillo diz que relatório da CPI é ‘parcial e partidário’

Filipe Matoso

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), disse nesta segunda-feira (3) em Brasília que o relatório final da CPI do Cachoeira é “parcial e partidário”. Elaborado pelo deputado Odair Cunha (PT-MG), o documento pede o indiciamento do tucano por envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

“Já era esperado que o relatório fosse parcial e partidário. Eu estou absolutamente tranquilo. Tomei todas as providências que eu deveria quando meu nome foi citado. Pedi ao MP e STJ que me investigassem, todos meus sigilos foram quebrados e eu já dei à Receita Federal todas as informações”, disse Perillo.

Para o governador, a CPI não apurou de maneira correta as denúncias contra a empresa Delta Construções. “A CPMI não investigou o que deveria ser investigado, que é os contratos da Delta, e está apresentando um relatório parcial apenas para prejudicar alguém que lá atrás tentou ajudar o ex-presidente alertando que havia mesadas no govermo”, completou.

Até a próxima!

Justiça mantém liberdade a Cachoeira

Filipe Matoso

Carlinhos Cachoeira/ foto: Valter Campanato - ABr

Carlinhos Cachoeira/ foto: Valter Campanato – ABr

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região manteve o bicheiro Carlinhos Cachoeira solto. A decisão, tomada pela terceira turma nesta segunda-feira (3), mantém a liberdade concedida a Cachoeira pelo desembargador Fernando Tourinho Neto, em 15 de outubro.

Tourinho afirmou que Cachoeira foi prejudicado por excesso de tempo de prisão preventiva. Por outro lado, o Ministério Público Federal alega que a culpa do atraso é da defesa. O ministério pediu a retomada da prisão preventiva do contraventor que ficou preso por quase nove meses.

A defesa de Carlinhos Cachoeira diz que o juiz de primeiro grau criou obstáculos para o andamento do processo. Além disso, argumenta que em nova denúncia formulada pelo MPF contra o réu o mesmo juiz entendeu desnecessário conceder o pedido de prisão preventiva e optou pela aplicação de medidas cautelares. “Seria desumano remeter novamente o paciente à prisão”, avaliou o advogado de Cachoeira, Antônio Bulhões.

Segundo Tourinho Neto, o processo atrasou porque os juízes se recusaram a cumprir diligências solicitadas pela defesa relativas a escutas telefônicas, fato que poderia prejudicar o réu. O desembargador entendeu que, caso essas informações tivessem sido prestadas desde o início, a defesa não iria reclamar os direitos a todo o momento. O desembargador Cândido Ribeiro concordou com o colega, abrindo dois votos no placar.

O único voto contrário à concessão do habeas corpus foi da desembargadora Mônica Sifuentes. Ela defendeu que não cabe reclamação por excesso de prazo de prisão preventiva em casos complexos – o processo tem 79 réus.

Até a próxima!

Presidente do PSDB faz críticas aos trabalhos da CPI do Cachoeira

Filipe Matoso

O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), criticou nesta sexta-feira (23) a CPI do Cachoeira. O parlamentar afirmou em nota que há uma “ação deliberada” nos trabalhos da comissão contra o governador de Goiás, o também tucano Marconi Perillo, que é suspeito de ter envolvimento com o bicheiro, que agora está em liberdade.

“O relatório final apresentado é uma colcha de retalhos na qual fica reproduzida uma ação deliberada contra o PSDB e o governador Marconi Perillo, em meio à proteção dos verdadeiros envolvidos no escândalo, que começa no contraventor Carlos Cachoeira e avança para as múltiplas intervenções da Construtora Delta pelo Brasil afora”, afirmou.

Além das críticas à CPI, Sérgio Guerra disse que os trabalhos da CPI comprometem a imagem do Congresso Nacional. “Na verdade, o desfecho do trabalho desta CPI só fez comprometer ainda mais a imagem do Congresso Nacional e ampliar o reconhecimento público de que o Legislativo não agiu de maneira competente e republicana”, completou.

Relatório final

O presidente do PSDB criticou, ainda, o relatório formulado por Odair Cunha (PT-MG). “Mas é claro que esse relatório nada mais é do que um produto da ação do Partido dos Trabalhadores (PT) para se defender do seu amplo comprometimento com o mensalão e do receio de que a investigação da CPI do Cachoeira pudesse chegar até o campo do maior contratante da Construtora Delta: o governo federal”, disse.

Até a próxima!

Cachoeira deixa prisão após nove meses

Filipe Matoso

O bicheiro Carlinhos Cachoeira deixou o presídio da Papuda, em Brasília, na madrugada desta quarta-feira (21). Conforme reportagem publicada pelo portal G1, a mulher dele, Andressa Mendonça, o aguardava na saída do local.

Cachoeira estava preso desde fevereiro deste ano, acusado pela Polícia Federal de ser o chefe de uma quadrilha que explorava o jogo ilegal em Goiás e no Distrito Federal.

CPI

Está marcada para esta quarta a leitura do relatório final da CPI criada no Congresso Nacional para investigar a relação do bicheiro com grupos políticos e de empresários. A expectativa é que o relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), peça o indiciamento de 46 pessoas. Entre elas, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), o ex-senador Demóstenes Torres e o deputado Carlos Leréia (PSDB-GO), conforme reportagem do Jornal Nacional.

Nos bastidores, as conversas são de que Odair Cunha tenha sofrido pressão política para formular o relatório. Vale lembrar que os membros da CPI devem analisar o documento elaborado pelo parlamentar. Conforme o Blog apurou, outros relatórios, paralelos, devem ser levados ao Ministério Público Federal.

Até a próxima!

Carlinhos Cachoeira apela da decisão que o condenou a cinco anos de prisão

Agência Brasil

Carlinhos Cachoeira recorreu da decisão que o condenou a cinco anos de prisão como resultado da Operação Saint-Michel. A apelação aparece no andamento do processo que corre no Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

Cachoeira foi condenado nesta terça-feira (20) pela juíza Ana Cláudia Barreto. Segundo a defesa, assim que o empresário foi notificado da decisão no Presídio da Papuda, em Brasília, manifestou “inconformismo” ao oficial de Justiça, que registrou a informação no processo.

De acordo com o Código de Processo Penal, as sentenças definitivas emitidas por juízes podem ser apeladas em prazo de cinco dias após a notificação.

Até a próxima!

CPI pede sequestro de bens de pessoas envolvidas com Cachoeira

Agência Brasil

A CPI do Cachoeira vai enviar aos procuradores responsáveis pela Operação Monte Carlo um ofício para pedir o “sequestro” de bens do bicheiro e das pessoas envolvidas com os negócios do empresário.

A medida foi tomada, segundo informaram alguns membros, após reportagem do jornal “Correio Braziliense” denunciar a tentativa de membros da organização criminosa de venderem bens a fim de deixar o país.

“Estamos enviando o ofício aos procuradores Daniel de Resende Salgado e Léa Batista de Oliveira e para o juiz Alderico Rocha solicitando o sequestro dos bens e o confisco dos passaportes de todos eles”, explicou o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB).

Até a próxima!

Justiça do Rio proíbe propaganda que liga Paes a Cachoeira

Filipe Matoso

Eduardo Paes/ foto: Tânia Rêgo - ABr

Eduardo Paes/ foto: Tânia Rêgo – ABr

O juiz Luiz Fernando Pinto, responsável pela fiscalização da propaganda eleitoral no Rio de Janeiro, proibiu o candidato à Prefeitura Rodrigo Maia (DEM) a veicular uma propaganda na qual supostamente associa o prefeito Eduardo Paes (PMDB), candidato à reeleição, a Carlinhos Cachoeira e ao empresário Fernando Cavendish, ex-presidente da Delta Construções.

Cachoeira foi preso em fevereiro deste ano pela Polícia Federal suspeito de chefiar uma quadrilha de exploração ilegal de jogos.

Segundo informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o magistrado entendeu que “os fatos imputados a [Eduardo] Paes caracterizam-se como propaganda eleitoral negativa, visando exclusivamente a difamação”. Ainda de acordo com o TSE, o juiz afirmou que “a espera de uma decisão final poderá, com a continuidade da veiculação, macular a imagem e a honra do representante, candidato à reeleição como prefeito”.

Até a próxima!

Andressa fala na CPI do Cachoeira na próxima semana

Filipe Matoso

O depoimento da mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, está marcado para esta terça-feira (7) às 10h15 na CPI do Congresso Nacional que investiga as relações do contraventor com grupos políticos e de empresários.

Cachoeira foi preso em 29 de fevereiro deste ano sob suspeita de chefiar uma quadrilha de exploração ilegal de jogos.

A CPI ainda deve ouvir outras três pessoas que teriam envolvimento com Cachoeira. Andressa, segundo o Senado, ainda não moveu ação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para se manter calada durante a sessão.

Segundo os parlamentares que compõem a CPI, Andressa “circulava entre figuras importantes, como políticos, empresários e jornalistas” e, como publica o Senado, tinha conhecimento da rede de influência de Carlinhos Cachoeira.

Andressa é acusada pelo juíz federal Alderico Rocha Santos de chantagem. Segundo ele, em entrevista ao “G1, ela teria lhe proposto pedir alvará de soltura a Cachoeira em troca de um suposto dossiê preparado contra o magistrado.

Até a próxima.

Leréia pode ser o próximo a perder o mandato

Filipe Matoso

A Corregedoria da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (11) o parecer que recomenda a cassação do mandato do deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), por suspeita de envolvimento com o grupo do empresário Carlinhos Cachoeira.

O parecer será submetido à Mesa Diretora da Casa e, se aprovado, encaminhado ao Conselho de Ética. Nesta quarta, o Senado cassou o mandato de Demóstenes Torres.

Em nota publicada pela “Agência Câmara“, o relator da representação, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), afirmou que “há indícios de uma relação muito próxima entre Leréia e o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que estava tentando exercer influência no governo de Goiás por meio do deputado”.

Leréia afirmou em abril ser amigo pessoal de Carlinhos Cachoeira, mas negou ter interferido em processos de licitação de interesse do empresário. Disse ainda não ter relação com a exploração de jogos ilegais.

“Ressaltei ser amigo de longa data sem, no entanto, com isso, incorrer em quebra de decoro parlamentar”, escreveu em documento enviado à corregedoria.

Até a próxima!

Conselho de Ética da Câmara rejeita abertura de processo contra Protógenes

Filipe Matoso

Protógenes Queiroz/ foto: Antônio Cruz - Agência Brasil

Protógenes Queiroz/ foto: Antônio Cruz – Agência Brasil

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados rejeitou nesta quarta-feira (11) a abertura de um processo contra Protógenes Queiroz (PCdoB-SP).

O requerimento, apresentado pelo PSDB, pedia que fossem investigadas as relações de Protógenes com Idalberto Matias Araújo, conhecido como Dadá, ex-sargento da Aeronáutica e suspeito de ser “araponga” do grupo de Carlinhos Cachoeira.

Conforme reportagem da “Agência Câmara“, escutas da Polícia Federal na Operação Monte Carlo flagraram Protógenes em 2011, já deputado, dando orientações a Dadá sobre como proceder como testemunha de um processo aberto pela corregedoria do órgão que investigava a atuação dele como delegado.

Defesa

Protógenes lembrou ter sido autor do pedido de instalação da CPMI do Cachoeira e que, portanto, seria “incoerente” atribuir a ele qualquer relação com o esquema ilegal. Protógenes disse que a aprovação do parecer do deputado Amauri Teixeira, a favor da abertura do processo, já seria a condenação política.

Protógenes disse ter conhecido Dadá em 2007, durante um trabalho envolvendo os serviços de inteligência da PF e da Aeronáutica. Segundo ele, na época não havia nada contra o ex-sargento.

Até a próxima!

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