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Situação tensa no PPS do Distrito Federal
Filipe Matoso
Mais uma desfiliação. Dessa vez, o secretário-adjunto de Justiça do DF, Jefferson Ribeiro, pediu o desligamento do PPS. Ele é mais um a anunciar a saída após a decisão, anunciada em 16 de maio, da executiva nacional do partido, de intervenção na legenda no Distrito Federal.
Para o presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire, as denúncias de que o governador Agnelo Queiroz teria um suposto envolvimento com o grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira deixaram a legenda sem condições de apoiar o governo e o PT.
Agnelo já negou em diversas oportunidades e diz ser “vítima” do grupo do contraventor.
A decisão, segundo Freire, não tem ‘nada a ver’ com o fato de o PPS fazer oposição ao governo Dilma. Na Câmara Legislativa do DF, o partido conta com duas cadeiras e já disse que se os distritais também pedirem a desfiliação, a legenda vai reivindicar as vagas. Os parlamentares pertenciam à base aliada ao governo e a orientação é que passem a fazer oposição.
Segundo o presidente do PPS-DF, Aldo Pinheiro, os distritais poderão votar de forma “independente”. “Não seremos oposição ferrenha ao governo. Espera-se que eles [Cláudio Abrantes e Luzia de Paula] cumpram a determinação da Executiva Nacional, claro. Vamos sentar e conversar com eles para acertar um posicionamento. A princípio, eles têm de se afastar da base, mas isso não quer dizer que eles serão sempre oposição”, afirmou Pinheiro ao “G1″.
O secretário de Justiça, Alírio Neto, também anunciou a saída do partido. A direção nacional do PPS mandou, em 11 de maio, que todos os membros da legenda pedissem exoneração do governo Agnelo.
Interlocutores da Secretaria de Justiça afirmam que cerca de mil dos dois mil filiados devem deixar o partido por não concordar com a intervenção nacional.
Até a próxima!