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Itamaraty exige respostas sobre morte de brasileiros na Bolívia
Filipe Matoso
O Ministério das Relações Exteriores determinou nesta quarta-feira (15) que a Embaixada do Brasil na Bolívia investigue a morte de dois brasileiros na cidade de San Matías, próxima à fronteira com o Mato Grosso. Eles foram queimados vivos por moradores da região.
As vítimas eram acusadas, segundo reportagem da “Agência Brasil”, de triplo assassinato. Elas estavam detidas em uma delegacia da cidade, foram retiradas à força do local e queimadas diante de uma multidão.
Confira na íntegra a nota do Itamaraty:
Nota nº 199
Morte de cidadãos brasileiros na Bolívia
15/08/2012 -
O Governo brasileiro tomou conhecimento, com grande consternação, do assassinato dos cidadãos brasileiros Rafael Max Dias e Jefferson Castro Lima, por moradores da localidade de San Matías, na Bolívia, próximo à fronteira com o Brasil, quando se encontravam sob detenção em prisão local.
A Embaixada em La Paz foi instruída a manifestar às autoridades bolivianas repúdio ao crime que vitimou os cidadãos brasileiros, instando-as a adotar medidas que evitem a ocorrência de situações similares e a proceder às investigações necessárias com toda a celeridade e rigor.
Adicionalmente, o Consulado-Geral em Santa Cruz de la Sierra foi instruído a organizar visita de agentes consulares e policiais brasileiros à localidade, com vistas a colher informações detalhadas sobre o incidente, acompanhar o início das diligências policiais e prestar assistência consular às famílias das vítimas.
Até a próxima!
Brasileiros no Mali estão seguros, diz Itamaraty
País registrou golpe de Estado nesta semana, mas não há risco para brasileiros que vivem lá
Filipe Matoso
O Ministério das Relações Exteriores informou em nota que os cerca de 30 brasileiros que vivem no Mali (África) estão seguros e mantêm contato com a embaixada no país.
“O governo brasileiro apoia os esforços da União Africana no sentido de buscar o pronto restabelecimento da ordem constitucional e da democracia, conclamando as partes à moderação, ao diálogo pacífico e ao repúdio ao uso da força”, disse o ministro Antônio Patriota em nota.
Na quinta-feira (22), informa o “G1″, a junta militar que tomou o poder no Mali anunciou que deu fim ao que classificou de “regime incompetente” instalado pelo presidente Amadou Toumani Touré e anunciou a dissolução de todas as instituições, assim como a suspensão da Constituição e toque recolher.
O porta-voz dos responsáveis pelo golpe, tenente Amadou Konare, disse que os militares tomaram a decisão por causa da “incapacidade” do regime de Touré de administrar a crise na região norte do país, onde há uma rebelião tuaregue e atividades de grupos islamitas armados, desde janeiro.
Até a próxima!
