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Mercadante e Lobão se reúnem com líderes para discutir redistribuição dos royalties

Agência Brasil

Os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e de Minas e Energia, Edison Lobão, vão se reunir nesta terça-feira (6) pela manhã com líderes da base aliada na Câmara para tratar do projeto que prevê a redistribuição dos royalties do petróleo.

O relator da proposta, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), também vai participar da reunião. A votação do projeto está marcada na sessão prevista para esta terça, na parte da tarde. No entanto, ainda não há consenso entre os parlamentares sobre o assunto.

Em 31 de outubro, o Palácio do Planalto se posicionou favoravel à destinação integral dos royalties para a educação e à manutenção dos contratos de exploração de petróleo já firmados. O documento com as sugestões do governo foi encaminhado ao relator.

Zarattini, no entanto, não concorda em manter inalteradas as regras dos poços já licitados. O petista, que conta com o apoio de 25 das 27 bancadas dos estados na Casa, manteve no relatório a versão aprovada pelo Senado e negociada na comissão especial da Câmara que analisou a proposta.

Nela está prevista, entre outros pontos, a destinação de 22% dos recursos da compensação financeira para a União, 22% para os estados produtores, 5% para municípios produtores, 2% para os afetados pelo embarque de óleo e gás e 49% para um fundo especial a ser dividido entre os estados e municípios não produtores por meio dos critérios de fundos constitucionais. Os recursos devem começar a entrar no caixa das unidades federativas a partir de 2020.

Até a próxima!

PR deixa base aliada de Dilma, mas governo ganha pontos com a população

Ações de Dilma nos Transportes fizeram governo perder apoio do partido, mas podem render votos em próximas eleições

Filipe Matoso

No fim das contas, o PR oficializou a saída da base aliada do Governo Dilma Rousseff. Como chegamos a postar aqui no blog, as dores de cabeça começaram após as denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes, na época chefiado pelo agora senador Alfredo Nascimento. Os problemas, na verdade, se deram, pois o partido não concordou com as demissões feitas por Dilma na pasta, e líderes chegaram a anunciar que “o partido não é lixo”.

Na última terça-feira (16/8), em discurso no plenário do Senado, Alfredo Nascimento falou bastante. Além disso, o partido disse que abre mão de todos os cargos no Governo Dilma, originados por indicações políticas. Opa! “Péra aí”! O atual ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, é filiado ao partido, mas a sigla não pediu para ele sair. Por quê?

O blog acredita que Dilma ganhou votos após atitudes nos Transportes/ Foto: Mingau de Aço

Sérgio Passos é indicação pessoal de Dilma e não é sugestão do PR ou de Lula. Além disso, o novo chefe dos Transportes tem perfil técnico e não político, o que contrariou o partido desde o início. Se dependesse da sigla, Passos não estaria no cargo. Para o blog, as nomeações de ministros no governo devem ser feitas de uma maneira racional e não impulsiva.

Se Dilma tivesse seguido as orientações do PR, hoje Blairo Maggi seria o ministro dos Transportes. Vale lembrar que Nascimento era chefe da pasta durante o Governo Lula. Portanto, ter uma pessoa com perfil técnico, neste momento, é mais interessante, pois o ministério está completamente desorganizado. A todo momento saem novas denúncias, pessoas demitidas e os problemas não param por aí.

O blog acredita que politicamente o governo perdeu, pois o apoio do PR renderia votos para a reeleição de Dilma, em 2014. Entretanto, se as indicações políticas do partido não trabalharam da maneira correta, é melhor que deixem a base aliada. Na Política, há muita gente dando o sangue, como diz o ditado, para conseguir aliados e ganhar votos. Muitas vezes, a confiança dos eleitores aparece quando a sociedade percebe as atitudes de um governante e as enxerga como benéficas para a população. Assim, o apoio em si deixa de ser vital para uma possível reeleição.

Por sinal, o editorial da revista Veja (Editora Abril) desta semana é de apoio à presidenta. Querem apoio maior? A publicação que atacou Dilma e o PT durante todas as edições próximas ao período eleitoral do ano passado elogiou as atitudes da petista nos últimos meses. No âmbito jornalístico-político, se é que este termo existe, essa é uma atitude inesperada da revista. Quem dirá sobre o apoio que ela receberá a partir de agora da população…

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