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Eleições em Belo Horizonte mantêm imbróglio entre PSB, PT e PSDB

Tucanos e petistas disputam quem continuará com Márcio Lacerda nas próximas eleições

Filipe Matoso

As eleições municipais acontecem em outubro deste ano e os partidos já começam a preparar os candidatos e a articular as alianças com outras legendas. Em algumas cidades, como São Paulo e Belo Horizonte, muitas incertezas circulam entre as principais siglas. Na capital paulista, o PSDB vai definir por meio de eleições prévias o candidato à Prefeitura. Já em Minas, a disputa é para ver quem continua a aliança com o PSB, partido do atual chefe do Executivo, Márcio Lacerda.

Em nota enviada na última sexta-feira (24), o PSDB de Belo Horizonte afirmou que defende uma coligação formal entre o partido e o PSB. De acordo com a legenda, além da união, os tucanos pretendem ter ainda maior participação na coordenação de campanha e na elaboração do Plano de Governo. “O PSDB também defende, em caso de reeleição, participação no segundo mandato de Lacerda proporcional ao peso político do partido”, informou a nota.

“O PSDB vai ser protagonista, não vai ter um papel secundário, marginal. O PSDB é o maior partido de Minas Gerais. Temos o maior líder e o maior eleitor que é o Aécio. Temos o governador, a maior bancada na Assembleia Legislativa e uma bancada combativa na Câmara Federal”, disse, segundo a nota, o presidente do PSDB mineiro, Marcus Pestana.

PSDB e PT disputam quem fica com Márcio Lacerda

No entanto, a disputa pela coligação com o PSB, vale lembrar, ainda inclui o PT. De acordo com uma reportagem publicada na “Folha de S. Paulo” neste domingo (26), a corrente Articulação (cerca de 25% dos delegados do PT-BH) aprovou a manutenção da aliança eleitoral com o prefeito Márcio Lacerda, mas sem a presença dos tucanos. Integra essa corrente, segundo a “Folha”, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome do Governo Lula Patrus Ananias, que votou com a maioria dos integrantes.

Ainda de acordo com a reportagem, a direção nacional do PT defende a aliança com o PSB em Belo Horizonte, “que já avisou ter todo o interesse mesmo com a presença dos tucanos, liderados pelo senador Aécio Neves”.

Por meio do microblog Twitter, perguntei aos petistas Rogério Corrêa, André Quintão e Nilmário Miranda o que eles achavam sobre a possível aliança formal entre PSDB e PSB. Em mensagem enviada na sexta-feira, Corrêa afirmou que defende a “candidatura do PT já. Sem tucanos na PBH [Prefeitura de Belo Horizonte], MG e Brasil”.

De acordo com uma reportagem publicada pelo “IG” no sábado (25), o também petista  Patrus Ananias afirmou que não irá subir em palanque onde estará o senador Aécio Neves (PSDB). Patrus é um dos principais nomes do partido em Minas Gerais. O senador é cotado para disputar a Presidência da República em 2014. Em 1992, Patrus derrotou Aécio na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte.

“Nunca vi o Aécio visitando a periferia, conversando com pobres. Não estarei ao lado dele. Estarei ao lado do ex-prefeito Fernando Pimentel e do prefeito Márcio Lacerda. Temos diferenças profundas”, destacou o ex-ministro em entrevista ao site.

Como publiquei aqui no blog, não há nada de errado em uma aliança formada por PSDB, PT e PSB. O problema é que não faz sentido, por causa do histórico político destas legendas, ser criada uma coligação entre petistas e tucanos. O eleitor se perde, pois quem vota no PT, geralmente, não possui o mesmo pensamento de quem vota no PSDB e vice-versa. Tais siglas possuem ideologias, discursos e políticas antagônicas.

É difícil entender os motivos de tal união feita em 2008, encabeçada pelo petista Fernando Pimentel e pelo tucano Aécio Neves. Mais complicado ainda é pensar por qual razão política-eleitoral PT e PSDB se juntariam novamente em 2012.

Até a próxima!

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