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PR deixa base aliada de Dilma, mas governo ganha pontos com a população

Ações de Dilma nos Transportes fizeram governo perder apoio do partido, mas podem render votos em próximas eleições

Filipe Matoso

No fim das contas, o PR oficializou a saída da base aliada do Governo Dilma Rousseff. Como chegamos a postar aqui no blog, as dores de cabeça começaram após as denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes, na época chefiado pelo agora senador Alfredo Nascimento. Os problemas, na verdade, se deram, pois o partido não concordou com as demissões feitas por Dilma na pasta, e líderes chegaram a anunciar que “o partido não é lixo”.

Na última terça-feira (16/8), em discurso no plenário do Senado, Alfredo Nascimento falou bastante. Além disso, o partido disse que abre mão de todos os cargos no Governo Dilma, originados por indicações políticas. Opa! “Péra aí”! O atual ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, é filiado ao partido, mas a sigla não pediu para ele sair. Por quê?

O blog acredita que Dilma ganhou votos após atitudes nos Transportes/ Foto: Mingau de Aço

Sérgio Passos é indicação pessoal de Dilma e não é sugestão do PR ou de Lula. Além disso, o novo chefe dos Transportes tem perfil técnico e não político, o que contrariou o partido desde o início. Se dependesse da sigla, Passos não estaria no cargo. Para o blog, as nomeações de ministros no governo devem ser feitas de uma maneira racional e não impulsiva.

Se Dilma tivesse seguido as orientações do PR, hoje Blairo Maggi seria o ministro dos Transportes. Vale lembrar que Nascimento era chefe da pasta durante o Governo Lula. Portanto, ter uma pessoa com perfil técnico, neste momento, é mais interessante, pois o ministério está completamente desorganizado. A todo momento saem novas denúncias, pessoas demitidas e os problemas não param por aí.

O blog acredita que politicamente o governo perdeu, pois o apoio do PR renderia votos para a reeleição de Dilma, em 2014. Entretanto, se as indicações políticas do partido não trabalharam da maneira correta, é melhor que deixem a base aliada. Na Política, há muita gente dando o sangue, como diz o ditado, para conseguir aliados e ganhar votos. Muitas vezes, a confiança dos eleitores aparece quando a sociedade percebe as atitudes de um governante e as enxerga como benéficas para a população. Assim, o apoio em si deixa de ser vital para uma possível reeleição.

Por sinal, o editorial da revista Veja (Editora Abril) desta semana é de apoio à presidenta. Querem apoio maior? A publicação que atacou Dilma e o PT durante todas as edições próximas ao período eleitoral do ano passado elogiou as atitudes da petista nos últimos meses. No âmbito jornalístico-político, se é que este termo existe, essa é uma atitude inesperada da revista. Quem dirá sobre o apoio que ela receberá a partir de agora da população…

Dia agitado na Política em Brasília

Declarações do ministro da Fazenda e prisões no Ministério do Turismo movimentam o noticiário político

Filipe Matoso

Nesta terça-feira (9/8), Brasília se agitou com o noticiário político. A entrevista coletiva do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, sobre as acusações de corrupção na pasta e a Operação Voucher, da Polícia Federal, em três Estados, se tornaram manchetes nos principais veículos. Em meio a escândalos políticos, a imagem de Dilma Rousseff não está abalada, como apontam os institutos de pesquisa nacionais. Entretanto, hoje não é dia de falar da presidenta, mas, sim, de todo o governo.

Entre os ministros nomeados por Dilma, alguns foram escolhidos pela chefe do Executivo, outros sob a influência de Lula e os demais, como de costume, surgiram das negociações partidárias entre governo e legendas. Nos seis primeiros meses, três caíram e vários se complicaram.

Por exemplo, Fernando Haddad (Educação), Guido Mantega (Fazenda) e Ana de Hollanda (Cultura) balançaram,e muito, nos cargos. Já Antônio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes) e Nelson Jobim (Defesa) não suportaram a pressão e foram demitidos por Dilma. Em cada caso, há razões e fatos específicos e poderíamos fazer um texto para cada. Portanto, ficaremos no chamado “por alto” e não aprofundaremos.

Wagner Rossi/ Foto: site AgroNews

Nesta terça, outros dois ministros do governo tiveram perto de pisar na corda bamba. Após denúncias de suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura, Wagner Rossi teve de se explicar. Apesar da queda do secretário-executivo (segunda figura mais importante) da pasta, Rossi permaneceu. “Estou no cargo firme como uma rocha”, disse o ministro nesta manhã, segundo o portal de notícias G1 Política.

Já no Ministério do Turismo, “o trem ficou feio”, como dizem os mineiros. A Operação Voucher, comandada pela Polícia Federal, prendeu 38 pessoas ligadas ao ministério em três Estados: Distrito Federal, Amapá e São Paulo. As acusações são as de que há esquemas de corrupção na pasta nos assuntos que envolvem destinação de emendas parlamentares para a promoção do Turismo no país. Além disso, o secretário-executivo, Frederico Costa, também foi preso.

Por conta das prisões, o ministro Pedro Novais (PMDB), que estava em atividade em São Paulo, recebeu a ordem da presidenta Dilma para retornar urgentemente a Brasília, segundo repórteres do canal por assinatura Globo News. Os políticos devem se reunir ainda hoje para discutir o assunto. Por sinal, novidades sobre a permanência do ministro no cargo, ou não, podem ser divulgadas a qualquer momento aqui no Blog do Filipe. Confira o post na íntegra: Leia o resto deste post

Afinal, a responsabilidade é de Sérgio Passos?

Alfredo Nascimento (PR-AM), ex-ministro dos Transportes, diz que orçamento da pasta cresceu muito enquanto teve Paulo Sérgio Passos à frente do setor

 Filipe Matoso

Na última semana, o ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR-AM), tomou posse no Senado, após ser demitido pela presidenta Dilma Rousseff. Escândalos e denúncias à parte, Nascimento aproveitou o discurso no Congresso Nacional para falar de Paulo Sérgio Passos, ex-secretário-executivo da pasta e agora ministro.

“O Ministério dos Transportes já era uma das pastas com o maior volume de investimentos no PAC e, para o período aberto em 2011, registrava um aumento significativo em todos os projetos”, afirmou Nascimento. Sobre uma possível conversa com a presidenta Dilma, o senador afirma ter avisado à atual chefe do Executivo o grande crescimento do orçamento na pasta. “Coloquei o assunto para a presidenta e informei que já começara a trabalhar no ajuste”, disse o político.

Alfredo Nascimento/ Foto: portal UOL Notícias

Além disso, Nascimento afirmou em plenário: “quando saí, junto com a presidenta Dilma, então ministra, o PAC do Ministério dos Transportes significava um pacote de investimentos da ordem de R$ 58 bilhões. Quando retornei, já estava em R$ 72 bilhões”. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a ministra do Planejamento (responsável pelo orçamento federal), Miriam Belchior, não se pronunciou sobre o caso.

À frente do ministério, na época, ficou o então secretário-executivo, Sérgio Passos.

Com isso, Nascimento quis dizer que quando saiu estava de um jeito e, ao retornar o ministério, o encontrou diferente. Dessa forma, joga uma parcela de culpa para Passos. Prato cheio para a oposição. Não à toa, o ministro dos Transportes terá de prestar esclarecimentos ao Congresso Nacional, após as declarações de Alfredo. Inclusive, o deputado federal Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) defende a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no setor.

Se Nascimento é culpado, ou não, se Passos teve algo a ver com os problemas, somente investigações e esclarecimentos poderão resolver, não o blog. Entretanto, o foco será em Alfredo Nascimento. O senador jogou a bomba-relógio, então, para Passos.

As denúncias feitas pela revista Veja foram comentadas aqui no Blog do Filipe, pois havia muito tempo em que não se via tal qualidade. Além disso, chegamos a dizer que Dilma agia bem ao demitir todas as pessoas envolvidas em escândalos. No entanto, deixamos para comentar as declarações de Nascimento em outro texto. Confira a íntegra do comentário: Leia o resto deste post

Dilma nomeia Passos e contraria PR

Interino nos Transportes, secretário-executivo do ministério é efetivado como ministro

Filipe Matoso

A presidenta Dilma Rousseff anunciou a efetivação de Sérgio Passos (PR) à frente do Ministério dos Transportes.  O ex-secretário-executivo de Alfredo Nascimento assume após várias denúncias de uma suposta corrupção na pasta, publicadas pela revista Veja. Assim, Dilma contraria o PR e nomeia uma pessoa com perfil técnico.

No entanto, a primeira opção da petista era o senador Blairo Maggi (PR-MT). Entretanto, o mato-grossense recusou a proposta, por ter “empresas que possuem contratos com Governo Federal”, segundo foi exibido no Jornal Nacional (TV Globo). Blairo era o nome que mais agradava à presidenta e ao PR, afinal, a sigla desejava uma pessoa de cunho político para ocupar a vaga.

O Blog do Filipe entende que se Blairo fosse nomeado ou se outro membro do Congresso ficasse à frente dos Transportes, Dilma mostraria certa fraqueza. Afinal, quem deve nomear ministros é a petista e não partidos aliados. Não sejamos inocentes, é claro que nomes são efetivados em cargos após muitas conversas entre governo e base apoiadora, mas se de fato fosse alguma pessoa de perfil político, ficaria claro que o PR havia ditado o sucessor de Nascimento.

Para o blog, a efetivação de uma pessoa com perfil técnico, segundo o PR classifica Passos, tende a dar um caráter mais presente do ministério à frente de obras e programas. Certamente, para desagrado do partido, Passos terá uma linha de trabalho possivelmente diferenciada, pois deve se envolver menos com questões político-partidárias.

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