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Senador Rollemberg critica governo do Distrito Federal
Filipe Matoso
O senador Rodrigo Rollemberg (PSB) criticou nesta terça-feira (18) a decisão do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), de destinar recursos do Fundo de Apoio à Cultura a projetos sem ligação com o incentivo ao setor artístico. Segundo o parlamentar, os recursos poderiam sem empregados em atividades financiadas com recursos orçamentários, como festas de Natal, Carnaval e aniversário de Brasília.
Segundo informou o Senado, artistas e produtores culturais que participaram de audiência pública sobre o tema disseram que seriam retirados R$ 13 milhões dos R$ 44 milhões previstos para 2012.
Vale lembrar que o PT e o PSB tiveram muitas divergências neste ano em razão das eleições municipais. Os embates entre os partidos surgiram, principalmente, em Belo Horizonte e Recife.
“Eu não posso concordar com a retirada de recursos do Fundo de Apoio à Cultura para financiar essas atividades porque isso significaria um enorme retrocesso em relação aos recursos para o financiamento da cultura no Distrito Federal”, afirmou.
“Ora, o mesmo governo que está desperdiçando a oportunidade de buscar recursos públicos federais, destinados por [emendas de] inúmeros parlamentares da bancada do Distrito Federal, quer retirar recursos do Fundo de Apoio à Cultura”, completou Rollemberg.
Nova chefia
Na semana passada, Marta Suplicy (PT) assumiu o Ministério da Cultura, no lugar de Ana de Hollanda. De acordo com a assessoria da pasta, o orçamento da Cultura em 2013 será de aproximadamente R$ 5 bilhões. Conforme reportagem do “G1″, ao ser questionada sobre a mudança, Ana disse a jornalistas no Palácio do Planalto que perguntassem à presidente Dilma Rousseff os motivos da troca.
“Ninguém tinha me avisado que eu ia sair, mas eu sempre soube que o convite meu foi um convite muito pessoal da presidenta e eu tenho uma gratidão, uma fidelidade porque ela que está fazendo acontecer”, afirmou.
Até a próxima!
Senador pretende entrar com ação contra Agnelo Queiroz
Filipe Matoso
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) pretende discutir com a bancada do PSDB se o partido vai entrar com representação criminal junto ao Ministério Público Federal contra o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). De acordo com o líder do PSDB no Senado, os depósitos feitos em 2008 por Agnelo configuram tentativa de compra de testemunha, já que o policial João Dias ameaçava delatar um suposto esquema de desvio de recursos em convênios do Ministério do Esporte.
“O repasse de dinheiro feito por Agnelo coincide com o período em que o policial João Dias ameaçava denunciar o governador, o que deixa no ar a hipótese de tentativa de compra de testemunha. Portanto, cabe representação com base no Código Penal junto ao Ministério Público Federal. Na próxima semana reuniremos a bancada do PSDB para decidir que providências o partido irá tomar”, afirmou o senador em nota publicada pelo partido.
Reportagem do jornal “Folha de S. Paulo” mostra que Agnelo pagou R$ 7.500 para João Dias Ferreira. As transferências – três depósitos de R$ 2.500, com intervalo de cerca de 30 dias entre cada um – constam dos extratos bancários de Agnelo remetidos pelo BRB (Banco de Brasília) à CPI do Cachoeira esta semana, e aos quais a “Folha” teve acesso.
Conforme publica o “G1″, uma nota divulgada nesta quinta, assinada por Ugo Braga, porta-voz do governo do Distrito Federal, diz que os depósitos são referentes à compra de um carro usado.
“As operações financeiras com o senhor João Dias Ferreira constantes dos dados bancários do governador Agnelo Queiroz dizem respeito à compra de um veículo usado – Honda Civic, modelo 2006/2007. A transação foi feita em fevereiro de 2008, mediante a entrega de 10 cheques nominais pré-datados, mas acabou desfeita pouco mais de dois meses depois, com a devolução do carro e a restituição dos cheques”, diz o texto, publicado pelo site da Rede Globo.
Segundo a nota, “a operação é absolutamente legal e o governador Agnelo Queiroz tanto não tem motivo para escondê-la que prontamente ofereceu seu sigilo bancário, assim como o telefônico e o fiscal, à CPMI do Congresso no dia de seu depoimento, em 13 de junho passado”.
Até a próxima!
Agnelo encerra viagem na China
Filipe Matoso
O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, apresentou a um grupo de empreendedores e representantes do governo chinês a palestra Invest in Brasilia (Invista em Brasília) nesta segunda-feira (23), último dia da comitiva brasiliense no país.
Em nota, o GDF informou que Agnelo destacou a parceria comercial entre Brasil e China e apontou as potencialidades da capital federal para reforçar o vínculo das duas nações. “Brasília tem muito a aprender com o desenvolvimento de cidades como Xangai assim como tem grande potencial para receber investimentos que podem vir daqui [China]“, disse.
O presidente da Câmara Legislativa do DF, Patrício (PT), disse ao grupo que espera concretizados os projetos e acordos de parcerias feitos na China.
A comitiva, que já passou pelos Emirados Árabes e Cingapura, agora segue para Itália e Alemanha. O objetivo da viagem, segundo o governo, é “divulgar o Distrito Federal como centro tecnológico e digital; conhecer os modelos dos melhores polos digitais do mundo e trocar experiências no setor de mobilidade e planejamento urbanos”.
Até a próxima!
A agenda internacional de Agnelo Queiroz
Filipe Matoso
O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, vai aos Emirados Árabes Unidos, Cingapura e China acompanhado de assessores. O objetivo da missão, segundo o GDF, é “divulgar Brasília como centro tecnológico e digital, conhecer os modelos dos melhores polos digitais do mundo e trocar experiências no setor de mobilidade e planejamento urbanos”.
Em nota, a Secretaria de Comunicação Social informou que está prevista para o início de agosto a realização de um processo de licitação internacional para que uma empresa administre, por meio de Parceria Público Privada (PPP), o Parque Tecnológico Cidade Digital. O espaço funcionará como um grande condomínio, que reunirá “o que há de mais moderno no ramo de tecnologia”, empresas nacionais e estrangeiras.
A comitiva pretende ainda conhecer experiências em soluções tecnológicas, sustentáveis e de crescimento econômico.
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Até a próxima!
Agnelo oferece sigilos bancário, fiscal e telefônico à CPI do Cachoeira
Agência Brasil
Ao informar à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira que aceitaria abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, foi aplaudido por muitos integrantes da comissão.
O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) elogiou a atitude. “Com isso, Agnelo mostrou que não tem nada a esconder”, afirmou. O deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) rebateu: “Não adianta dizer que abre os sigilos sem assinar o termo”.
Em seguida, o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) encerrou a discussão dando a palavra ao relator para iniciar os questionamentos.
Em depoimento, Agnelo disse que não houve favorecimento da empresa Delta Construções, investigada pela Polícia Federal como parte do suposto esquema criminoso comandado pelo empresário Carlinhos Cachoeira. Ele acusou o grupo liderado por Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) de persegui-lo politicamente para poder ter controle dos serviços de limpeza urbana da capital.
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Até a próxima!
Convocações de Pagot e Bordoni podem sair na próxima semana
Filipe Matoso
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada no Congresso Nacional para investigar a relação do contraventor Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários deve votar na próxima quinta-feira (14) as convocações do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (Dnit), Luiz Antônio Pagot, e do jornalista Luiz Carlos Bordoni.
Carlinhos Cachoeira foi preso em fevereiro deste ano pela Polícia Federal sob suspeita de chefiar uma quadrilha de exploração de jogos ilegais.
Pagot deixou o Dnit em julho de 2011 em meio a denúncias de diversas irregularidades que teriam sido cometidas pelo departamento enquanto ele estava à frente do órgão. No entanto, há acusações de que as notícias foram “plantadas” na imprensa pelo grupo de Cachoeira, por Pagot não atender a interesses da empresa Delta Construções, que também está sob a mira da Justiça e da CPI.
Conforme reportagem do “G1″, o ex-diretor do Dnit foi afastado da cúpula do Ministério dos Transportes após a revista “Veja” relatar que representantes do PR, funcionários da pasta e de órgãos vinculados teriam montado um esquema de superfaturamento e recebimento de propina por meio de empreiteiras.
Há indícios de que Carlinhos Cachoeira é proprietário oculto da Delta.
Já Luiz Bordoni, que participou da campanha de rádio de Marconi Perillo (PSDB) em 2010, afirma ter recebido R$ 170 mil do comitê. Parte do pagamento, diz o jornalista, foi feita pela empresa Alberto & Pantoja Construções. Ele afirma ter recebido R$ 40 mil das mãos do governador e R$ 45 mil da companhia, que é apontada pela Polícia Federal como “empresa de fachada”. O restante, afirma, foi pago por outros meios.
Perillo entrou na Justiça contra Bordoni por danos morais e nega as acusações do jornalista.
Agenda
A CPI ouve na próxima semana os governadores de Goiás, Marconi Perillo, e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). O tucano vai prestar depoimento na terça-feira (12) às 10h15 e o petista na quarta (13) também às 10h15.
O advogado de Agnelo, Luis Carlos Alcoforado, disse ao “G1″ que a principal estratégia do governador é mostrar aos membros da comissão que a Delta “não recebeu tratamento especial” no Distrito Federal. Perillo desde o começo tem forçado a ida à CPI para “esclarecer as acusações“.
Conforme publica o “Estadão”, o tucano foi citado 237 vezes nas gravações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal, durante as operações Vegas e Monte Carlo. O GDF rompeu nesta semana o contrato que tinha com a Delta para a coleta de lixo, mas a empresa possuia vigente um acordo estimado em R$ 470 milhões.
Até a próxima!
Governador do DF teve sigilo telefônico quebrado
Filipe Matoso
A Secretaria de Comunicação do Distrito Federal informou na noite desta terça-feira (29) que o governador Agnelo Queiroz (PT), entre outras autoridades, teve o sigilo telefônico quebrado de forma ilegal. O GDF estima que 300 servidores tiveram os dados violados.
Em nota, o governo informou que o crime ocorreu quando uma pessoa, que não terá a identidade divulgada, se passou por servidor do GDF, entrou em contato com a operadora e trocou a senha de acesso aos dados. Com as informações, diz a secretaria, o criminoso obteve os nomes dos proprietários das linhas, o tempo dos telefonemas, horários e números de origem e destino.
“Com esse procedimento criminoso, ele [o suspeito] conseguiu quebrar os dados cadastrais. Quanto ao conteúdo, não há como afirmar se houve quebra. A nossa expectativa é de que isso não tenha acontecido”, disse em nota o secretário de Justiça do DF, Sandro Avelar.
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Até a próxima!
Situação tensa no PPS do Distrito Federal
Filipe Matoso
Mais uma desfiliação. Dessa vez, o secretário-adjunto de Justiça do DF, Jefferson Ribeiro, pediu o desligamento do PPS. Ele é mais um a anunciar a saída após a decisão, anunciada em 16 de maio, da executiva nacional do partido, de intervenção na legenda no Distrito Federal.
Para o presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire, as denúncias de que o governador Agnelo Queiroz teria um suposto envolvimento com o grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira deixaram a legenda sem condições de apoiar o governo e o PT.
Agnelo já negou em diversas oportunidades e diz ser “vítima” do grupo do contraventor.
A decisão, segundo Freire, não tem ‘nada a ver’ com o fato de o PPS fazer oposição ao governo Dilma. Na Câmara Legislativa do DF, o partido conta com duas cadeiras e já disse que se os distritais também pedirem a desfiliação, a legenda vai reivindicar as vagas. Os parlamentares pertenciam à base aliada ao governo e a orientação é que passem a fazer oposição.
Segundo o presidente do PPS-DF, Aldo Pinheiro, os distritais poderão votar de forma “independente”. “Não seremos oposição ferrenha ao governo. Espera-se que eles [Cláudio Abrantes e Luzia de Paula] cumpram a determinação da Executiva Nacional, claro. Vamos sentar e conversar com eles para acertar um posicionamento. A princípio, eles têm de se afastar da base, mas isso não quer dizer que eles serão sempre oposição”, afirmou Pinheiro ao “G1″.
O secretário de Justiça, Alírio Neto, também anunciou a saída do partido. A direção nacional do PPS mandou, em 11 de maio, que todos os membros da legenda pedissem exoneração do governo Agnelo.
Interlocutores da Secretaria de Justiça afirmam que cerca de mil dos dois mil filiados devem deixar o partido por não concordar com a intervenção nacional.
Até a próxima!
Assessor de Agnelo Queiroz deixa governo após denúncias de suposto envolvimento com Cachoeira
Filipe Matoso
O chefe de gabinete do governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT), Cláudio Monteiro, pediu afastamento do cargo após a imprensa mostrar que gravações da Polícia Federal indicaram uma suposta relação entre ele e o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Em nota enviada pelo GDF ao Blog no fim da noite desta terça-feira, o governo afirma que ele ficará afastado até a inocência ser comprovada.
Confira na íntegra:
NOTA À IMPRENSA
Brasília, 10 de abril de 2012 – O chefe de gabinete da Governadoria, Cláudio Monteiro, pediu ao governador Agnelo Queiroz afastamento do cargo até que reste comprovada sua inocência frente às acusações de que teria ligações com o grupo chefiado pelo senhor Carlos Augusto de Almeida Ramos.
De imediato, Cláudio Monteiro irá:
a) Abrir mão dos sigilos bancário, fiscal e telefônico, em petição junto à Procuradoria-Geral da República;
b) Mover processo penal e cível contra os senhores Cláudio Abreu, ex-diretor regional da Delta Construções, e Idalberto Matias, ex-funcionário da Delta Construções, bem como interpelá-los judicialmente para que confirmem em juízo aquilo que disseram em conversa telefônica gravada pela Polícia Federal;
c) Requerer à Polícia Federal informações sobre as providências adotadas diante de um suposto crime continuado de corrupção ativa e passiva, conforme se pode deduzir de escutas telefônicas feitas há mais de um ano, e quais ações foram feitas para interrompê-lo ou mesmo para prender os criminosos em flagrante delito.
Reiterando sua absoluta confiança no auxiliar, o governador Agnelo Queiroz concordou com o pedido de afastamento de Cláudio Monteiro com o compromisso de ele reassumir suas funções tão logo comprove sua inocência.
Até a próxima!




