Vaccarezza rebate acusações de suposta ‘blindagem’ a Sérgio Cabral
Filipe Matoso
Após ser flagrado por uma câmera do SBT trocando mensagens com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o ex-líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP), rebateu as acusações de que teria garantido uma suposta blindagem ao peemedebista.
As imagens foram gravadas durante uma reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada no Congresso Nacional para investigar a relação do empresário Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, com grupos políticos e de empresários.
Cabral ainda pode ser convocado a depor. Porém, o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), disse que governadores não serão chamados para fazer “palanque político”.
“Nós não queremos trazer para cá um governador para utilizar esta CPI como palanque político para sua defesa. Nós não queremos convocar por convocar, nós precisamos ter aqui informações na mão, para embasar nossas perguntas com as provas. Nós teremos, sim, a oportunidade de avaliar a convocação dos governadores. Agora, criar um palanque para que o governador venha fazer debate político nos não vamos admitir”, disse o petista.
Confira na íntegra a nota divulgada por Vaccarezza neste sábado (19).
“Gostaria de enfatizar que não haverá blindagens nos trabalhos da CPMI.
Qualquer um que tiver relação com a organização criminosa de Carlos Cachoeira será investigado. Por outro lado, não vamos compactuar com a espetacularização ou com o esvaziamento da investigação.
O texto da mensagem captado ontem pela TV refletiu minha preocupação pessoal com tensionamentos pontuais entre o PT e o PMDB. Meu objetivo era deixar claro ao governador Sérgio Cabral que, apesar das discordâncias pontuais, a boa relaão entre nossos partidos deve ser mantida.
Gostaria de enfatizar ainda que o governador Sérgio Cabral (PMDB) não foi citado em nenhuma gravação dos inquéritos, conforme atestado nos depoimentos dos delegados da Polícia Federal à comissão. Logo, não tem sentido falar em uma suposta “blindagem”.
A situação é diferente no caso do governador Marconi Perillo (PSDB), contra quem pesam suspeitas fortes de que havia uma cota de funcionários do seu governo indicados pela organização criminosa, principalmente na Polícia Civil e no Detran-GO.
Deputado federal Cândido Vaccarezza PT-SP”
Até a próxima!
Publicado em 20/05/2012, em Imprensa, Política e marcado como blindagens, Carlinhos Cachoeira, Cândido Vaccarezza, CPI, governadores, investigações, PMDB, PT, Sérgio Cabral. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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