Miriam Belchior vai explicar ao Congresso Diretrizes Orçamentárias para 2013
Filipe Matoso
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, foi convocada pelo presidente da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a prestar esclarecimentos sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2013.
A audiência pública está marcada para a próxima terça-feira (8) às 14h30.
Em carta enviada à presidente Dilma, a ministra do Planejamento afirma que as metas fiscais foram estabelecidas para “manter a estabilidade macroeconômica e garantir melhoria expressiva da relação dívida/PIB, principal indicador de solvência do setor público”.
Ainda na carta, Miriam Belchior afirma que a intenção do governo é manter as metas fiscais anuais para 2013 a 2015 equivalentes a 3,1% do PIB, sendo o superávit do setor primário com o índice de 2,15% para a União. Para os Estados e o Distrito Federal permaneceria o percentual de 0,95% do superávit.
Há vários outros pontos no documento que podem ser lidos na íntegra disponível no fim deste post.
Lei
Como define a ministra Miriam Belchior em carta enviada à presidente Dilma Rousseff, a Constituição determina que a LDO deve estabelecer as metas e prioridades da Administração Pública Federal e orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA).
Deve ainda informar a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento, alterações na legislação tributária e definir os parâmetros para os demais poderes e o Ministério Público da União (MPU) poderem elaborar as respectivas propostas orçamentárias.
Tramitação
O Orçamento Geral da União é formado pelo Orçamento Fiscal, da Seguridade e pelo de Investimento das Empresas estatais federais. Existem alguns princípios básicos, definidos pelo governo, que devem ser seguidos para a elaboração e o controle do Orçamento.
A Constituição de 1988 atribuiu ao Executivo a responsabilidade sobre o sistema de orçamento e planejamento do Projeto Plurianual (PPA), da LDO e LOA.
De acordo com o Ministério do Planejamento, a LDO deve ser enviada ao Congresso Nacional até 15 de abril de cada ano.
Em seguida, com base no texto da LDO aprovado no Congresso, a Secretaria de Orçamento Federal (SOF), ligada ao Planejamento, elabora a proposta orçamentária para o ano seguinte em conjunto com outros ministérios e unidades orçamentárias do Legislativo e Judiciário.
A Constituição determina ainda que o governo encaminhe o Projeto de Lei do Orçamento ao Congresso até 31 de agosto de cada ano para ser aprovado. De acordo com o Ministério do Planejamento, é enviada junto com o projeto uma mensagem do presidente da República na qual é avaliada a situação econômica do país e as perspectivas que tem para com a área.
No Congresso, deputados e senadores discutem na Comissão Orçamento a proposta enviada pelo Executivo, fazem as modificações que julgam necessárias por meio de emendas e votam o projeto no Plenário. A Constituição determina que o Orçamento deve ser votado e aprovado até o fim de cada Legislatura.
Depois de aprovado, o projeto é sancionado pelo presidente da República e se transforma em Lei.
Saiba mais:
Leia a íntegra do texto do projeto da LDO para 2013
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Até a próxima!
Publicado em 03/05/2012, em Economia e marcado como audiência pública, Câmara dos Deputados, comissão de orçamento, congresso nacional, LDO, Lei de Diretrizes Orçamentárias, Lei Orçamentária Anual, LOA, Ministério do Planejamento, Miriam Belchior, orçamento federal, paulo pimenta, Plano Plurianual, poder executivo, PPA. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

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