As diferenças políticas entre o Mensalão e o caso Cachoeira
Filipe Matoso
O presidente do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, que assina colunas na revista “Carta Capital” e no jornal “Correio Braziliense”, definiu as diferenças políticas entre o Mensalão e o envolvimento do bicheiro Carlinhos Cachoeira com o mundo político.
A coluna “As lições de Demóstenes” apresenta os motivos pelos quais o caso denunciado no começo do governo Lula volta a capas de revista, como a “Veja”, e aos discursos de alguns parlamentares.
Não precisamos entrar em questões partidárias, pois o que se discute é forma como os dois casos são tratados.
Por sinal, o Conselho de Ética do Senado define no dia 8 de maio se abre um processo disciplinar contra Demóstenes, o que poderia levá-lo à perda do mandato.
“O problema é que o escândalo Demóstenes e o ‘mensalão’ são completamente diferentes. No primeiro, um político é suspeito de fazer o que os bandidos fazem. No segundo, alguns políticos são acusados de fazer o que todos fazem”, publica Marcos Coimbra.
“Não são, portanto, nem de longe, a mesma coisa.
A maior parte dos que serão julgados pelo ‘mensalão’ fez, apenas, aquilo que as regras não escritas da política sempre admitiram. E que, por essa razão, seus colegas praticaram – e continuam a praticar. Ou alguém acha que, agora, tudo é feito de maneira ortodoxa?
Ninguém os acusa de advocacia de interesses escusos ou de conluio com os fora da lei. Suspeitar que receberam uma espécie de mesada para votar com o governo é uma simples história da carochinha: petistas ganhando para isso?”, conclui.
De acordo com reportagem exibida pela “TV Record”, o famoso vídeo que deu início ao caso do Mensalão teria sido produzido por Demóstenes Torres e o bicheiro Cachoeira. Quem faz a afirmação é o ex-prefeito de Anápolis (GO), Ernani José de Paula, que admite ter tido relação com Cachoeira.
Portanto, como define o presidente do Vox Populi, é necessário diferenciar os dois escândalos. Agora, claro, todos aqueles que tiverem envolvimento comprovado com esquemas ilícitos, seja com Cachoeira ou Mensalão, devem ser punidos de forma severa, independente do partido ao qual forem filiados.
Até a próxima!
Publicado em 02/05/2012, em Política e marcado como Cachoeira, Carta Capital, câmara, congresso nacional, cpmi, Demóstenes Torres, diferenças, Marcos Coimbra, mensalão, Senado. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.
Deixe um comentário
Comentários (1)