“Dos 27 presidentes de Tribunais de Justiça, 15 possuem processos contra eles”, afirma presidente da OAB

Presidente nacional da ordem disse que Conelho Nacional de Justiça deve investigar juízes acusados de irregularidades

Filipe Matoso

Em um evento realizado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Brasília nesta terça-feira (31), o presidente da instituição, Ophir Cavalcanti Júnior, disse que “dos 27 presidentes de Tribunais de Justiça estaduais, 15 possuem processos contra eles”. Os dados, segundo ele, foram retirados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O ato público reuniu na capital federal alguns senadores e magistrados, que tinham como objetivo defender os poderes de investigação do CNJ. Os participantes concordam que o conselho deve investigar os processos criados contra juízes, independente das corregedorias estaduais, muitas vezes, segundo eles, “compostas por suspeitos de atitudes irregulares (…) e que não honram a toga”.

Nesta quarta (1º), o Supremo Tribunal Federal deve decidir se o conselho pode ou não investigar juízes antes das corregedorias dos tribunais.

Cezar Peluzo, figura decisiva no Judiciário brasileiro/ foto: último segundo - IG

No discurso, o presidente nacional da OAB disse que “sem as investigações do CNJ, se beneficiarão os magistrados sem compromisso com a Justiça”. Para Ophir, o conselho “não é dos magistrados, mas, sim, dos brasileiros.”

Ao G1 Política,  o senador Demóstenes Torres disse que há magistrados “com medo” do CNJ. “Só teme quem deve alguma coisa. Todos os poderes devem prestar contas. O CNJ deve investigar os juízes de maneira originária, sem depender das corregedorias estaduais”, disse o político. “Ninguém está acima da lei”, completou.

Primeiro presidente desde a criação do conselho, o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim afirmou que “os juízes devem prestar contas de que servem, para que servem, para o que vieram, o que fizeram e o que deixaram de fazer”, publicou o G1.

Bem, realmente os juízes não podem estar acima da lei. Afinal, se houver algum indício de irregularidades contra alguém, seja quem for, é fundamental exisitir um órgão competente para fazer as investigações.

Até a próxima!

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Publicado em 31/01/2012, em Política e marcado como , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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