Morte de Kadhafi representa liberdade para a Líbia

Imagens do ditador foram divulgadas pelas redes internacionais de TV

Filipe Matoso

Liberdade!

O assunto do dia não poderia ser outro. A morte do ditador líbio Muammar Kadhafi foi confirmada durante a manhã desta quinta-feira (20/10). Com a saída dele do poder, o país se torna livre e um conselho criado para fazer a transição de governo tem a responsabilidade de dar um primeiro passo para a Líbia se tornar um lugar melhor. Os canais Globo News e CNN Internacional divulgaram fotos, vídeos, entrevistas com especialistas e fizeram uma cobertura especial. Sites como Correio Braziliense e G1 Revolta Árabe noticiavam a todo instante as novidades do caso e passavam informações de minuto em minuto.

Enquanto as primeiras reportagens eram veiculadas, ainda havia a dúvida sobre a veracidade das imagens. EUA e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não confirmavam a morte de Kadhafi e incertezas tomavam conta do noticiário. Por exemplo, era publicado: “Kadhafi teria morrido após ataques, confiram grupos rebeldes líbios”. Incertezas. Segundo o Conselho Nacional de Transição (CNT), o ditador foi encontrado em casa na cidade natal, Sirte.

Muammar Kadhafi/ foto: site Notícias BR

Até que, então, a embaixada da Líbia no Brasil e os responsáveis pela diplomacia se manifestam e confirmam a morte do ditador. O cônsul-geral em Brasília, Mohammed Ninfat, disse à Agência Brasil que obteve informações confirmando a morte de Khadafi esta manhã. No entanto, ele disse ter dificuldades para falar com integrantes do CNT. “Estamos todos muito felizes e em clima de festa. O momento é de celebração. Mas precisaremos da ajuda da comunidade internacional. O Brasil, por exemplo, pode nos ajudar para a retirada de minas terrestres, colocadas por ordem de Khadafi em vários locais da Líbia”, disse o cônsul à agência.

Alguém defende a Ditadura? O blog não. Vivemos em um regime oposto e há pessoas que denfendam o poder da forma como era praticado aqui mesmo, há algumas décadas. Elas têm o direito. No entanto, pensamos que o desenvolvimento de uma nação se dá sobre três pilares: Social, Economia e Política. Certamente, quando um desses aspectos vai mal, a tendência é a de que os outros caminhem no mesmo rumo. É inaceitável que uma pessoa passe 42 anos como chefe de Estado e de Governo de um país. Mais ainda, é necessário que haja a troca de governantes, para que o melhor de cada um deles seja aproveitado e a nação ande para frente.

Lula e FHC são distintos. Entretanto, um complementou o governo do outro. Se qualquer um dos dois tivesse passado 16 anos no poder, o Brasil não estaria como está hoje. Para o blog, ainda não está 100% bom, mas caminha para melhorar. Lula não teria obtido os mesmos resultados se começasse do zero, nem o tucano conseguiria dar continuidade por mais oito anos e atingir os níveis do petista. É simples.

Para não prolongar, de forma alguma o blog vai comemorar a morte de Kadhafi, ou de qualquer pessoa, seja quem for. O momento é de se pensar em como vai ficar o país após a morte do ditador e torcer para que a Líbia se torne um país livre e com condições de oferecer aos cidadãos os direitos básicos de humanidade, como segurança, transporte, saúde e educação.

Kadhafi passou 42 anos no poder e declinou em meio à Primavera Árabe. O coronel e vários aliados estavam foragidos desde a queda do governo na capital Trípoli, dia 23 de agosto deste ano.

Preferimos não publicar as fotos de Kadhafi morto, mas é possível vê-las nos sites G1 e Correio Braziliense.

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Publicado em 20/10/2011, em Política e marcado como , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Ditaduras são sempre ruins. No entanto, esse modelo ocidental de “Democracia para exportação” também é complicado. Um dos pontos mais complexos é que a Otan colocou armas nas mãos de etnias (rivais) que estavam unidas na luta contra Kadafi. E agora? A Otan sai, mas as armas ficam. E as disputas de poder? Será que elas acontecerão na Arena Democrática ou vamos presenciar mais uma guerra civil (a exemplo dos Balcãs). Acho que caberia uma intervenção internacional, um estímulo a criação de uma consciência democrática, da diplomacia (entendida aqui como negociação) como a principal forma de resolução de conflitos.

  2. Muito bom!

    Concordo com você!

    Abs!

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