2º Encontro de Blogueiros Progressistas – Parte 3 – PNBL

Programa do Governo Federal lançado em 2010 é um primeiro passo para inclusão digital

Filipe Matoso

Você deve estar se perguntando “por que o Blog do Filipe está falando de novo desse encontro de blogueiros?” Bem, deixamos por último um dos principais temas debatidos: o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, também participou do encontro, falou sobre o programa e o blog conferiu.

Na ocasião, Bernardo falou sobre um novo Marco Regulatório da Imprensa (assunto que será abordado aqui posteriormente), investimentos do ministério na área de Comunicação e abordou também o novo acordo de preço/velocidade para o PNBL.

Deixamos para falar sobre o plano por agora, pois o programa foi lançado em 2010, mas na última semana novidades foram anunciadas em Brasília. Para resumir, focaremos no preço de R$ 35 a ser cobrado por mês e na velocidade de 1 Megabyte.

Certamente, pessoas que estão por dentro de assuntos relacionados à internet consideram a velocidade baixa. Atualmente, há empresas que chegam a oferecer 100 Megabytes para o usuário. Sem dúvida, 1 Mega não é a velocidade dos sonhos, como postamos no Twitter. No entanto, o cidadão que não tinha acesso a internet, passa a poder se conectar e adquirir mais informações.

A tendência é que a internet alcance cada vez mais os lares brasileiros

De acordo com o ministro Paulo Bernardo, há uma pesquisa na qual 70% das pessoas questionadas disseram não ter internet por causa do preço. Portanto, estes cidadãos poderão comprar um pacote e pagar R$ 35 por mês.

Como o PNBL é um assunto que envolve muitos aspectos técnicos e o blog não tem conhecimento suficiente para opinar, deixaremos nossa posição sobre o caso: bem, a velocidade ainda não é a ideal e precisa ser aumentada (gradativamente) para que o acesso seja melhor. No entanto, não há como deixar de lado o fato de que esse é um grande passo rumo à inclusão digital.

Pessoas poderão ter acesso à informação e quanto mais brasileiros puderem se conectar à internet e ler matérias em vários sites e blogs, melhor. O valor de R$ 35 é razoável e milhões de pessoas têm condição para pagar. Segundo o Ministério das Comunicações (MC), a cobrança será de R$ 29 onde o governo estadual abrir mão da cobrança do imposto ICMS.

Portanto, há o que se melhorar no plano, mas certamente foi dado um primeiro passo e a tendência é que a velocidade aumente e o PNBL se torne melhor. Além disso, a projeção do ministério é de que em 2014 a velocidade chegue a 5 Mega.

Todas as informações técnicas sobre o PNBL podem ser retiradas no portal do Ministério das Comunicações, www.mc.gov.br .

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Publicado em 05/07/2011, em Política, Social e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 Comentário.

  1. Kleber Farias

    Como disse o secretário-executivo do MiniCom durante entrevista à imprensa, essa internet popular não é pras pessoas que estão acostumadas a usar iPhones, tablets ou baixar filmes em HD em suas casas. O plano é para o Brasil da miséria, da pobreza, do Fome Zero, do Bolsa Família, da exclusão social e digital. É para pessoas que nunca tiveram internet em casa e, agora, com esse preço mais baixo, vai poder ter essa comodidade. A velocidade é baixa? Sim, para quem já tem internet. Mas para quem não usa nem conhece a rede mundial de computadores, é um grande avanço. Essas pessoas vão usar a internet popular para ler notícias, procurar emprego, qualificarem-se profissionalmente e interagir nas redes sociais. Antigamente, só os mais ricos tinham computador. A situação mudou muito e hoje quase a totalidade da classe C e boa parte da classe D já têm PCs em casa. Agora, a popularização da internet é para atender a esse público, que tem computador mas não tinha conexão à rede por conta dos preços altos. No Entorno de Brasília, não se paga menos de R$ 80 por uma conexão que garante menos de 1 Mbps. Segundo a Firjan, o preço médio da internet a 1Mbps no Brasil é R$ 70 e mais da metade dos usuários da internet no Brasil têm velocidades inferiores a essa. Como disse o Filipe, esse é apenas o primeiro passo: massificar o acesso. Num segundo momento, o governo deve e vai discutir as questões de qualidade. Afinal, pouca gente sabe, mas as operadoras de telefonia se comprometem a oferecer apenas 10% da velocidade contratada (geralmente está em letras miúdas, num cantinho do contrato); ou seja, você paga para ter 4 Mbps mas recebe menos de 512 Kbps. Em uma década vamos olhar para o hoje e ver que, de fato, o governo acertou ao incluir o Programa Nacional de Banda Larga no hall das prioridades do mandato.

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