Publicado em 05/07/2011, em Política, Social e marcado como Inclusão digital, Internet a R$ 35 por mês, Ministério das Comunicações, Ministro Paulo Bernardo, Plano Nacional de Banda Larga, PNBL. Adicione o link aos favoritos. 1 Comentário.
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Como disse o secretário-executivo do MiniCom durante entrevista à imprensa, essa internet popular não é pras pessoas que estão acostumadas a usar iPhones, tablets ou baixar filmes em HD em suas casas. O plano é para o Brasil da miséria, da pobreza, do Fome Zero, do Bolsa Família, da exclusão social e digital. É para pessoas que nunca tiveram internet em casa e, agora, com esse preço mais baixo, vai poder ter essa comodidade. A velocidade é baixa? Sim, para quem já tem internet. Mas para quem não usa nem conhece a rede mundial de computadores, é um grande avanço. Essas pessoas vão usar a internet popular para ler notícias, procurar emprego, qualificarem-se profissionalmente e interagir nas redes sociais. Antigamente, só os mais ricos tinham computador. A situação mudou muito e hoje quase a totalidade da classe C e boa parte da classe D já têm PCs em casa. Agora, a popularização da internet é para atender a esse público, que tem computador mas não tinha conexão à rede por conta dos preços altos. No Entorno de Brasília, não se paga menos de R$ 80 por uma conexão que garante menos de 1 Mbps. Segundo a Firjan, o preço médio da internet a 1Mbps no Brasil é R$ 70 e mais da metade dos usuários da internet no Brasil têm velocidades inferiores a essa. Como disse o Filipe, esse é apenas o primeiro passo: massificar o acesso. Num segundo momento, o governo deve e vai discutir as questões de qualidade. Afinal, pouca gente sabe, mas as operadoras de telefonia se comprometem a oferecer apenas 10% da velocidade contratada (geralmente está em letras miúdas, num cantinho do contrato); ou seja, você paga para ter 4 Mbps mas recebe menos de 512 Kbps. Em uma década vamos olhar para o hoje e ver que, de fato, o governo acertou ao incluir o Programa Nacional de Banda Larga no hall das prioridades do mandato.