Salário de domésticas tem aumento superior a média nacional

Este é um dos indícios que mostram a redução da desigualdade social no Brasil

Filipe Matoso

Lia o jornal Folha de S. Paulo quando bati o olho em uma matéria sobre empregadas domésticas. Segundo a reportagem, o reajuste no salário delas supera a média nacional. Este é um fato que contribui para a diminuição da desigualdade social no país, concorda?

Certa vez, estava em Belo Horizonte e um amigo de um primo, que ganha mesada de R$ 1 mil do pai me disse: “Já que você vai votar na Dilma, significa que você é comunista. Por que então você não pega o seu salário de estagiário de jornalista e divide com pobres?”. Acreditam?

Minha reação foi dizer a ele que deveria estudar um pouco mais e saber as diferenças entre a esquerda praticada no país e o comunismo vivido na União Soviética. Além disso, o expliquei que a obrigação do Governo Federal não é dar a todos os cidadãos R$ 5 mil por mês, mas, sim – entre vários outros pontos – garantir que as pessoas possam disputar uma vaga de emprego de forma igual. Isso é utópico, pelo menos por agora, mas enquanto o país não der o primeiro passo, a diferença entre ricos e pobres só irá aumentar.

Durante o Governo FHC, cinco milhões de empregos foram criados. No entanto, houve 4,2 milhões de demissões. Com isso, o número de emprego líquido criado nos oito anos do tucano foi 780 mil. Já no Governo Lula, o número líquido, esse conhecido por meio da diminuição entre criados e demissões, chegou a 15 milhões. Somente nos seis primeiros meses da gestão Dilma Rousseff, mais de 2 milhões de postos de trabalho foram abertos. Leia o post na íntegra:

Se aprofundarmos mais ainda, chegaremos à mobilidade social. Nos últimos anos, 28 milhões de pessoas deixaram a pobreza extrema, ou seja, não se alimentavam e agora se alimentam diariamente. Além disso, 36 milhões de pessoas entraram na Classe Média, ou seja, deixaram a pobreza e aumentaram a renda familiar.

Ao olhar esses números, fica fácil entender um ponto: a desigualdade social tende a diminuir quando há mais pessoas inseridas no mercado de trabalho.

Se não sou capaz de dividir meu salário de estagiário com outra pessoa, fico feliz de saber que há domésticas recebendo mais. Além delas, a vida financeira de outras milhões de pessoas também tem melhorado. Há 10 anos, quem possuía celular, lap top e TV? Ricos. Hoje, conheço pessoas que ganham R$ 545 por mês e têm esses aparelhos em casa.

Para o Blog do Filipe, o caminho é difícil, longo e a desigualdade social está longe de ser resolvida. No entanto, o primeiro passo parece ter sido dado e o país não pode recuar. Parece bobo ler uma matéria em que domésticas aparecem recebendo mais que há alguns anos, mas não é. Este é apenas um dos motivos que fazem a população melhorar de vida.

Se não defendemos a igualdade social como o Comunismo o faz, até porque isso não passa de utopia, o blog acredita que quanto menor for a diferença entre ricos e pobres, melhor para o país. Se “país rico é país sem pobreza”, que Dilma Rousseff engate a 5ª marcha e crie políticas públicas para que o Brasil se torne um lugar melhor para viver.

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Publicado em 24/06/2011, em Imprensa, Política e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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