Arquivos Mensais:maio 2011
O assunto batido de Antônio Palocci
No último texto do Blog do Filipe, “O exemplo de Carta Capital para o Jornalismo Político”, o enriquecimento do ministro-chefe da Casa Civil foi tratado como “batido”. Para explicar, o blog geralmente traz comentários sobre assuntos pouco discutidos ou que começam a ser falados, na imprensa ou nas rodas de conversa. É claro que o assunto Palocci é atual e não é pauta fria, como dizemos no Jornalismo, mas mais um comentário seria apenas mais um.
A não ser que o Blog do Filipe traga uma matéria como a de Cynara Menezes (Carta Capital) com novas fontes, novas pesquisas, várias informações inéditas, etc, resta apenas o comentário e, neste momento, seria apenas mais um. Vi inúmeros comentaristas falarem sobre o assunto e as opiniões se divergem, por isso resolvi não falar sobre o caso e apenas me concentrar na edição 647 de Carta, publicada esta semana.
Obrigado pela compreensão,
Filipe Matoso.
O exemplo de Carta Capital para o Jornalismo Político
Edição desta semana dá aula a concorrentes
Filipe Matoso
Em um dos primeiros textos do Blog do Filipe, referente à cobertura da imprensa no período eleitoral do ano passado, você leu que era fundamental um posicionamento claro dos veículos de comunicação. Com isso, o blog propôs a jornais e revistas com cobertura política um jogo aberto com o leitor.
Criticaram tanto Carta Capital e Estadão por assumirem quem defenderiam nas eleições de 2010, Dilma e Serra, respectivamente, por dizerem que “o principal fundamento do Jornalismo é a imparcialidade e isso acabaria”. Ouvi diversas vezes pessoas afirmarem que Carta recebia verba do governo e o jornal impresso ganhava recursos do PSDB. Engano.
Em julho do ano passado, a revista de Mino Carta, Leandro Fortes, Cynara Menezes, Antônio Luiz M Costa e companhia, afirmou que apoiaria Dilma Rousseff (PT). Isso foi motivo para dizerem que Mino receberia milhões dos governos Lula e Dilma. Após lerem a edição dessa semana, estas pessoas certamente ficaram de queixo caído e viram o que é Jornalismo imparcial.
A capa “Quem, eu?” referente à matéria de Cynara Menezes sobre o enriquecimento rápido do ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, foi surpreendente. Não vamos chegar a comentar sobre o caso Palocci aqui no blog, pois já está batido e há milhões de opiniões, charges, etc. Voltando à capa, muita gente não a esperava. Vale ressaltar que avaliamos apenas a imparcialidade da revista, pois não entraremos em questões político partidárias nesta conversa.
A britânica The Economist faz um trabalho semelhante ao da Carta. A publicação de língua inglesa sempre se posiciona nas eleições, mas jamais deixa de falar o que precisa dizer. Não acredito que Veja faria algo assim, caso as acusações fossem direcionadas aos chamados caciques do tucanato paulista. Espero um dia “quebrar a cara” e ler matérias sobre acusações contra políticos da direita.
Certamente não podemos nos esquecer do passado da revista da Editora Abril, principalmente no período da Ditadura, mas, hoje, Veja é praticamente uma vitrine para tucanos e democratas. Quem não se lembra do período das eleições no ano passado? Os níveis de Jornalismo e respeito para com o leitor eram praticamente nulos, por tamanhas bobagens publicadas semanalmente.
Enfim, chega de rodear o assunto. A questão a qual o Blog do Filipe quer chegar é a de que Carta Capital, apesar de ser declarada apoiadora de Dilma, Lula e esquerda, mostrou como é que se faz Jornalismo imparcial. Independentemente do que Palocci fez ou deixou de fazer, Carta se mostrou capaz de apoiar o governo, mas sem passar a mão na cabeça, como uma mãe.
Por não esperar isso de alguns veículos concorrentes, digo e repito: assino Carta Capital e hoje a vejo como a melhor revista de Política do país.
Além disso, digo mais. Não vejo problema algum em um veículo apoiar um político ou outro. Pelo contrário. O defendo, pois acho que assim se joga mais limpo com o leitor e não tenta enganá-lo ao se dizer imparcial com matérias tendenciosas e de baixo nível.
O mais importante é entender que o Jornalismo deve ser imparcial, mas pode, quando necessário, elogiar o que estiver bem e denunciar o que estiver errado.
O livro do MEC e as mentiras divulgadas
Publicação distribuída por ministério gerou polêmica de forma equivocada
Filipe Matoso
O Ministério da Educação (MEC) distribuiu um livro chamado Por uma vida melhor, bastante criticado pela imprensa, cidadãos e professores de Português. A publicação permite o uso da frase “os livro”, por exemplo. Entretanto, a maioria das pessoas criticou de forma dura a publicação, mas não enxergou a intenção dos autores.
Seja sincero: quantas vezes você se dirigiu a um amigo e disse “fi-lo porque o quis”, ao invés de falar “eu fiz o bolo porque quis”? A língua culta praticada em Portugal não serve aqui no Brasil. Nem o português utilizado aqui é uniforme. Por exemplo, no Rio Grande do Sul se fala de uma maneira, no Amazonas de outra e em Minas Gerais a forma é diferente.
A obra não ensina as crianças a dizerem “os livro”. No entanto, mostra que se o menino de 12 anos estudante de uma escola no meio do Rio Amazonas chegar em casa e falar com o pai que aprendeu com “os livro” na escolinha, o pai o entenderá. O Blog do Filipe não entende de Teorias da Comunicação (Tecom), mas sabe que para haver comunicação basta um emissor, um receptor, uma mensagem e um meio.
O emissor (menino de 12 anos) fala (meio) ao pai (receptor) que leu “nos livro” da escola que o Brasil fica na América do Sul (mensagem). De acordo com a forma culta da língua portuguesa, a frase está incorreta. No sentido da conversa, houve, sim, uma comunicação entre emissor e receptor e a mensagem foi entendida. O principal é perceber qual a intenção do livro do MEC e não apenas criticá-lo por acabar com um padrão.
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Esse tempo sem novos textos…
Olá,
passei essa semana sem postar novos textos aqui no Blog do Filipe. Mais uma vez, a semana foi complicada na faculdade onde estudo, o Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB). Em breve haverá novos textos.
Obrigado pela compreensão,
Filipe Matoso.
A forma correta de se falar sobre a união gay
O correto a dizer não é casamento gay, mas, sim, união homoafetiva
Por Filipe Matoso
Você leu aqui no Blog do Filipe que o Supremo Tribunal Federal (STF) votou à favor da união homoafetiva. Bem, o assunto foi tratado no post como casamento gay, união gay, etc. No entanto, pessoas me orientaram a utilizar o termo correto. Me explicaram que o Supremo não autorizou o casamento, mas se posicionou favorável à união homossexual. Portanto, em caso de separação do casal pode haver a partilha de bens, pensão, além de alguns outros benefícios. Uma das diferenças entre união e casamento é a de que não há, por exemplo, divórcio para casal gay.
Apesar de casamento gay ser uma maneira fácil de entender o processo autorizado, o termo não está correto. Portanto, deve ficar claro que o STF foi à favor da união gay, ou união homoafetiva.
Na esfera política, Câmara dos Deputados se omite
No Brasil, a maioria dos eleitores é católica e evangélica. Desses, a maioria ainda é contra a união gay e para os deputados não seria interessante votar à favor de algo que vai contra o pensamento de muitas pessoas. Com isso, o parlamentar favorável à união homoafetiva perderia votos entre os cidadãos contra, algo temido por todos os políticos durante a legislatura. Por isso, a bola foi passada para o STF, pois o poder Judiciário não depende do eleitorado brasileiro.
O “esplêndido” artigo de FHC
Augusto Nunes, colunista da Veja, definiu como “esplêndido” o artigo escrito pelo ex-presidente
Por Filipe Matoso
No Jornalismo, qualquer adjetivo pode ser retirado para que a matéria fique imparcial e séria. No caso das colunas, a adjetivação de algo é aceita, por se tratar da opinião do autor. Augusto Nunes, colunista da Veja, definiu como “esplêndido” o artigo escrito pelo ex-presidente FHC, sobre a situação da oposição no Brasil.
Como estudante de Jornalismo, minha primeira reação ao ler “esplêndido” no texto de Nunes foi a de criticar o autor. Em outubro do ano passado, Leandro Fortes (Carta Capital) revelou os contratos assinados entre PSDB e Editora Abril para que alunos da rede pública de educação de São Paulo tivessem acesso nas escolas à Veja e Recreio. Logo, “esplêndido” me lembrou os contratos e recriminei Augusto Nunes.
No fim das contas, sentei, li novamente o texto na Veja, li o artigo de FHC e cheguei a uma conclusão: de fato, algumas palavras do ex-presidente foram esplêndidas. Há algum tempo, você leu aqui no Blog do Filipe que a oposição vai “mal das pernas”. Fraca, sem expressão, destrambelhada e atrapalhada. Essas palavras não definem DEM e PSDB, mas se adéquam a algumas atitudes dos principais partidos de oposição do Brasil.
Se analisarmos a fundo o artigo de FHC, perceberemos que o ex-presidente diz que se a oposição continuar no rumo que está, se enfraquecerá cada vez mais, se esfarelará e a tendência natural será a perda da força, em breve. O senador Cristovam Buarque escreveu em um artigo publicado no Jornal do Comércio e se referiu a DEM e PSDB da mesma maneira.
Percebe que não é implicância nem provocação do Blog do Filipe para com DEM e PSDB? FHC, Cristovam Buarque e vários jornalistas concordam que hoje a oposição no Brasil é a mais fraca do período democrático do país. Na época dos tucanos no poder, a sorte foi haver a esquerda como oposição, pois assim eram propostas melhorias para o país e as conversas no Congresso não eram apenas picuinha entre governistas e opositores. Leia o post na íntegra Leia o resto deste post
Intercâmbio pode prejudicar estudos
Especialista afirma que idade influencia bastante quando jovem pretende estudar no exterior
Por Filipe Matoso
A conclusão do Ensino Médio é um momento aguardado por muitos jovens. Nessa época, a profissão começa a ser pensada e a carreira passa a ser definida. Além disso, é o período em que muitas famílias enxergam como a hora certa de um jovem fazer intercâmbio. No entanto, pais e adolescentes devem tomar cuidado para que os estudos no exterior não prejudiquem o estudante aqui no Brasil.
Susannah Gurgel, 13 anos, pretende estudar em outro país em 2014. A jovem deve ir para a Argentina e para o Canadá para aperfeiçoar os idiomas inglês e espanhol. “Tenho vontade de ir para outro país para conhecer a cultura e melhorar as línguas que aprendi. Aqui no Brasil a gente tem aulas, mas não usa os idiomas. No Canadá e na Argentina eu vou ter que utilizar o que aprendi aqui e assim vou aprender mais”. Susannah diz ainda que vai para estudar, então pretende aproveitar ao máximo o período que passar fora do Brasil.
Para a pedagoga Daniela Caldeira, se o jovem não tem uma profissão em mente, é mais fácil se mudar para outro país, conhecer demais culturas e aprender outra língua. No entanto, se o adolescente começou a faculdade ou tem uma carreira definida, o processo de ir estudar em outro país pode atrapalhá-lo, pois o ritmo de estudos sofre uma quebra. Em relação à idade, Daniela afirma que a partir dos 16 anos o jovem passa a ter responsabilidade o suficiente para se mudar para outra nação, mas alerta que o mais interessante é que se espere, ao menos, a conclusão no Ensino Médio.
Marisa Pacheco tem dois filhos e os dois estudaram em outro país quando eram mais novos. Para a mãe de Maria Eugênia e Marcelo Tomazini, o aprendizado, as experiências e o amadurecimento dos adolescentes foram os itens mais pensados na hora de tomar a decisão. “Quando resolvemos que nossos filhos passariam algum tempo no exterior, ficamos com uma certa dúvida, mas tínhamos a clareza de que seria o mais interessante a se fazer”.
Marisa disse ainda que a filha estudou o 3º ano do Ensino Médio nos EUA e ao terminar a faculdade de Jornalismo no Brasil se mudou para a Inglaterra. O filho Marcelo se mudou com 25 anos para a Austrália para aperfeiçoar a língua inglesa. “Além dos meninos irem para outro país, mais interessante será se eles conseguirem colocar em prática aqui no Brasil o conhecimento adquirido no exterior”, completou. Leia a matéria na íntegra Leia o resto deste post






